Já recebi pela madrugada a mensagem mais doce do meu namorado, porque não se fala em marido e mulher, só de amor. Ele está no frio aí pelas bandas dos nuestros hermanos e eu por estas na brasa do costume.
Apetece inspirar e poetizar, mas foge-me uma qualquer veia que me leva a achar que os Brasileiros continuam a ser “craques” nestas coisas do amor, senão vejamos:
Vão aproveitar, contra o protesto da Igreja católica (e eles são bem religiosos), o Carnaval para fazer uma mega campanha contra o SIDA, distribuindo gratuitamente 25 milhões de preservativos;
Vai acontecer um concerto GRATUITO para um plateia de cerca de 1 milhão de pessoas na praia com os monstros do Rock – Rolling Stones! Uau, nem nós aqui numa das terras mais pobres do mundo conseguimos este feito com os UB40!!!
Assim vamos ter MUITO sexo - e aqui terei de noticiar uma Russa que paga um página inteira no jornal da sua terra a pedir MUITO sexo porque o seu médico lhe disse que para melhorar o cancro de mama de que padece, deveria fazer sexo pelo menos de dois em dois dias durante um ano mínimo (confesso que estou com um pouco com pena dela, canseira – com muita música e muito calor.
Ficaria bem aqui e agora um poema, não?
Mas dada a globalizada instabilidade que vai pelo mundo, prefiro partilhar a mensagem que recebi, por me ser dirigida e porque não, escrita em Português.
“Bom dia à namorada mais doce e única da minha vida. Tou a abrir o olho. Beijinho fofo nessa orelhinha”.
Fiquei a saber que o formato da minha orelha é “inha”.
Não sou de dias especiais para sentimentos especiais, mais aquele tipo de adepta que o sporting ganhe e que “love is in the air” com constância, mas caramba, todo o mundo fala neste dia, mais parecendo a pasta “Couto”, já que é preciso manter o espírito comercial da coisa.
Contudo não retira a doçura do sentimento mais amado e mais odiado do mundo.
A todos desejo muito amor todos os dias.
terça-feira, fevereiro 14, 2006
segunda-feira, fevereiro 13, 2006
O mundo anda mal, prenúncio de guerra?
Para além de estar quase a ter uma criança, com toda a ansiedade que isso possa provocar, não me alheio ao que se vai passando pelo mundo, afectando-me directa e indirectamente.
Choveram pelos blogs, opiniões e opiniães sobre este e aquele assunto, mas de repente deixou de haver um assunto para se tornar num verdadeiro rodopio de acontecimentos um pouco por todo o lado mas que batem todos no mesmo fundo – choque civilizacional com a religião como bode e mote.
As caricaturas, que até agora a única reacção que me pareceu minimamente “concorrente” (passo a expressão livre ou não) foi a do Jornal de maior circulação no Irão contra-atacar com um concurso, abordando o Holocausto (tema discutível) em caricatura para exercitar o limite da liberdade de expressão do ocidente;
O assasinato do Padre na Turquia e onde o Papa já anúnciou a sua deslocação ao país mostrando...hum...coragem....hum....quem sabe a sua última, com toda a polémica à volta da entrada do país na comunidade eurpeia. Talvez sítio onde se possa pensar na eventual solução para o problema latente;
O julgamento da Saddam Hussein – esta (realidade) tira-me todas as palavras e argumentos. Dois advogados de defesa mortos, dois juízes – haverá dois Saddames? A derrota da democracia em evidência.
O vídeo dos Ingleses a maltratarem crianças por trás de portas. Quem me diz que não são Iraquianos vestidos à Ingleses? Não é que eu queira “defender” o que não é possível defender, mas que raio. Só agora é que se fala nisso, pós 2 anos? Desconfio logo. Todos nós sabemos da grande capacidade que existe para que um militar tenha uma atitude menos “guerreira” ( e aqui eu salvaguardo todos os que numa guerra participaram e sabem tão bem, o que é que é andar lá dentro) e passe a ter uma menos “socialmente” aceite (só esta afirmação me dá vontade de regurgitar o almoço e alimentar o cinismo, já que estamos a falar de guerra, não?) dentro do contexto de guerra.
Estes são apenas alguns dos assuntos que por aí se fala, mas estamos a esquecer África, per si um rastilho também ele prontinho a fazer sumo, só espero que não seja de sangue. África do Sul como base desse acender do fósforo. Ou a Nigéria, Angola até.
Depois temos as Américas.
Mas não me sai da cabeça, aquele senhor que há dias dizia “eu não estou a dizer que estamos perante uma pandemia das aves, mas também não vou excluir a possibilidade”. Dia para dia, vão aumentado os países com baixas e tudo isto me faz lembrar a forma como o VIH foi abordado, tão devagarinho que haverá ainda e primeiro muitas mortes até que se assuma a realidade.
Já o disse em posts anteriores, sou filha de guerra, um produto dessa realidade e quando o meu pai me diz que viverá para ver uma guerra acontecer, eu fico meio apreensiva. Será que estou no país certo para que não sinta de novo este efeito tão devastador e onde se vê de facto humanos a matarem-se uns aos outro por esta ou aquela razão – é preciso é matar para não ser morto. Não sei se estarei pronta para esta realidade. Mas também não me será dada a escolha certo
Um aparte – CNN ao vivo há pelo menos meia hora preocupada com o facto de que a Casa Branca levou 22h a comunicar ao público o acidente que o vice-presidente teve em dar um tiro a um colega numa caçada. E que soube do facto pelo jornal “Sun”.
Voltando à vaca fria.
Não estou a gostar dos sinais que andamos a ver na tv? Os sinais estão sensíveis, perigosamente reais para acharmos que isto vai passar com naturalidade. Não vão passar. Infelizmente não vão passar e se não for agora, será daqui a uns tempos, não com caricaturas mas com um pacote de esparguete que tem uma cor que é ofensiva a esta religião ou áquela política.
O absurdo é de facto o sinal mais evidente de que algo corre mal.
Choveram pelos blogs, opiniões e opiniães sobre este e aquele assunto, mas de repente deixou de haver um assunto para se tornar num verdadeiro rodopio de acontecimentos um pouco por todo o lado mas que batem todos no mesmo fundo – choque civilizacional com a religião como bode e mote.
As caricaturas, que até agora a única reacção que me pareceu minimamente “concorrente” (passo a expressão livre ou não) foi a do Jornal de maior circulação no Irão contra-atacar com um concurso, abordando o Holocausto (tema discutível) em caricatura para exercitar o limite da liberdade de expressão do ocidente;
O assasinato do Padre na Turquia e onde o Papa já anúnciou a sua deslocação ao país mostrando...hum...coragem....hum....quem sabe a sua última, com toda a polémica à volta da entrada do país na comunidade eurpeia. Talvez sítio onde se possa pensar na eventual solução para o problema latente;
O julgamento da Saddam Hussein – esta (realidade) tira-me todas as palavras e argumentos. Dois advogados de defesa mortos, dois juízes – haverá dois Saddames? A derrota da democracia em evidência.
O vídeo dos Ingleses a maltratarem crianças por trás de portas. Quem me diz que não são Iraquianos vestidos à Ingleses? Não é que eu queira “defender” o que não é possível defender, mas que raio. Só agora é que se fala nisso, pós 2 anos? Desconfio logo. Todos nós sabemos da grande capacidade que existe para que um militar tenha uma atitude menos “guerreira” ( e aqui eu salvaguardo todos os que numa guerra participaram e sabem tão bem, o que é que é andar lá dentro) e passe a ter uma menos “socialmente” aceite (só esta afirmação me dá vontade de regurgitar o almoço e alimentar o cinismo, já que estamos a falar de guerra, não?) dentro do contexto de guerra.
Estes são apenas alguns dos assuntos que por aí se fala, mas estamos a esquecer África, per si um rastilho também ele prontinho a fazer sumo, só espero que não seja de sangue. África do Sul como base desse acender do fósforo. Ou a Nigéria, Angola até.
Depois temos as Américas.
Mas não me sai da cabeça, aquele senhor que há dias dizia “eu não estou a dizer que estamos perante uma pandemia das aves, mas também não vou excluir a possibilidade”. Dia para dia, vão aumentado os países com baixas e tudo isto me faz lembrar a forma como o VIH foi abordado, tão devagarinho que haverá ainda e primeiro muitas mortes até que se assuma a realidade.
Já o disse em posts anteriores, sou filha de guerra, um produto dessa realidade e quando o meu pai me diz que viverá para ver uma guerra acontecer, eu fico meio apreensiva. Será que estou no país certo para que não sinta de novo este efeito tão devastador e onde se vê de facto humanos a matarem-se uns aos outro por esta ou aquela razão – é preciso é matar para não ser morto. Não sei se estarei pronta para esta realidade. Mas também não me será dada a escolha certo
Um aparte – CNN ao vivo há pelo menos meia hora preocupada com o facto de que a Casa Branca levou 22h a comunicar ao público o acidente que o vice-presidente teve em dar um tiro a um colega numa caçada. E que soube do facto pelo jornal “Sun”.
Voltando à vaca fria.
Não estou a gostar dos sinais que andamos a ver na tv? Os sinais estão sensíveis, perigosamente reais para acharmos que isto vai passar com naturalidade. Não vão passar. Infelizmente não vão passar e se não for agora, será daqui a uns tempos, não com caricaturas mas com um pacote de esparguete que tem uma cor que é ofensiva a esta religião ou áquela política.
O absurdo é de facto o sinal mais evidente de que algo corre mal.
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segunda-feira, fevereiro 13, 2006
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terça-feira, fevereiro 07, 2006
Filha e costelas
As minhas costelas têm tido um papel preponderante nesta barriguez, primeiro porque me foram lá parar às costas segundo porque como hoje, fui acordada por uma rapariga toda gira a dar-me uns “kicks” em jeito de:
“oh mãe, sai lá da cama”
e ela, a filha que domina o meu corpo, lá sabe que essa é a melhor forma de me chatear, irritar , implicar e fazer saltar da cama.
Problema é que eram 03.30am!!!!!
Decidi comer um yogurte e trabalhar em pé, lendo uns relatórios de actividade enquanto passeava porque a minha rapariga achou que eu a devia embalar ainda dentro da barriga.
Estamos as duas a competir por espaço. Ela está quase cá fora e ambas, não tenho dúvidas andamos meio ansiosas.
Depois, terei de me habituar a que ela me ponha o pé na cara, faça um chichi mesmo à frente do dono do café ou diga em voz alta:
“OH MÂÂÂÂÊEE, porque é que aquele senhor está a cuspir para o chão?”
Já a adoro!!!!
“oh mãe, sai lá da cama”
e ela, a filha que domina o meu corpo, lá sabe que essa é a melhor forma de me chatear, irritar , implicar e fazer saltar da cama.
Problema é que eram 03.30am!!!!!
Decidi comer um yogurte e trabalhar em pé, lendo uns relatórios de actividade enquanto passeava porque a minha rapariga achou que eu a devia embalar ainda dentro da barriga.
Estamos as duas a competir por espaço. Ela está quase cá fora e ambas, não tenho dúvidas andamos meio ansiosas.
Depois, terei de me habituar a que ela me ponha o pé na cara, faça um chichi mesmo à frente do dono do café ou diga em voz alta:
“OH MÂÂÂÂÊEE, porque é que aquele senhor está a cuspir para o chão?”
Já a adoro!!!!
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terça-feira, fevereiro 07, 2006
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sábado, fevereiro 04, 2006
Missão que me foi dada.
1. Tenho a mania que tenho mania
2. A mania da limpeza, às vezes parece mais um OCD (obssesive compulsive disorder) que qualquer outra coisa, mas aflige-me os níveis que vejo à minha volta.
3. Tenho a mania que o senso comum existe, levo cabeçadas quase diariamente.
4. Tenho a mania que os rapazes se divertem mais que as mulheres e que as mulheres falam demasiado de celulite.
5. Tenho a mania da música
E porque são cinco as manias, fico-me por aqui mas a minha lista parece que continuaria o que me coloca facilmente no mesmo grupo que o teu - sou uma chata!
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sábado, fevereiro 04, 2006
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quinta-feira, fevereiro 02, 2006
3 Fevereiro Feriado
Amanhã é feriado naciona, não por uma boa razão: comemora-se o assasinato de Eduardo Mondlane o primeiro presidente do partido Frelimo, cuja morte foi através duma carta armadilhada. Já lá vão tantos anos. Paz à sua alma assim como à família que ficou sem um pai.
Mas a mim o que me toca especialmente, é o cansaço que me assola neste momento, resultado de 3 dias severamente intensos de fecho duma revista, e onde terei que ficar por perto para dar acompanhamento. É que quando temos fins de semana longos a norma é pirar para as praias, mas eu não posso nem coneguirei tamanha proeza.
Roía de inveja dos que vão poder entrar nestas águas do Índico, tão quentinhas e cheinhas de tubarão por aqui irei ficar a gramar responsabilidade e às vezes não dá vontade, nenhumazinha.
Para mim que já são 8pm, que acabei de trabalhar agora, vou sair para comer um rodízio à maneira e cair de seguida como chumbo no fundo dum poço para dormir e recuperar a energia. Energia esta que com uma barriguez de 8 meses vai faltando.
Voltarei em breve mais inspirada.
Mas a mim o que me toca especialmente, é o cansaço que me assola neste momento, resultado de 3 dias severamente intensos de fecho duma revista, e onde terei que ficar por perto para dar acompanhamento. É que quando temos fins de semana longos a norma é pirar para as praias, mas eu não posso nem coneguirei tamanha proeza.
Roía de inveja dos que vão poder entrar nestas águas do Índico, tão quentinhas e cheinhas de tubarão por aqui irei ficar a gramar responsabilidade e às vezes não dá vontade, nenhumazinha.
Para mim que já são 8pm, que acabei de trabalhar agora, vou sair para comer um rodízio à maneira e cair de seguida como chumbo no fundo dum poço para dormir e recuperar a energia. Energia esta que com uma barriguez de 8 meses vai faltando.
Voltarei em breve mais inspirada.
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terça-feira, janeiro 31, 2006
Anda enjoada
Anda enjoada, não come há 5 dias literalmente, vomitou sábado passado e reduziu o seu nível de brincadeira drasticamente.
Fiquei preocupada, perdeu 2kgs e a urina vinha muito amarelada com cheiro a remédio. A minha doce cadela tinha engolido veneno ou qualquer coisa.
Veternário: Não, não, ela está é de barriguez minha senhora.
Passada: what? sério?
Veternário: sim, sim
Passada: mas então as cadelas também ficam enjoadas? Cansadas? Moles e deixam de comer, pensei eu que dava era fome.
Veternário: é, pode ser que lhe dê para o estado de graça sem graça.
Fui à Universidade veternária, fizemos uma ecografia canina (tão giro.....), onde se vê sacos com os fetos lá dentro e derreti-me com a sua condição de mãe.
É que vamos ter as duas, crias ao mesmo tempo. Que trabalheira, mas ao mesmo tempo fica resolvida a questão da ciumeira resolvida.
Fiquei preocupada, perdeu 2kgs e a urina vinha muito amarelada com cheiro a remédio. A minha doce cadela tinha engolido veneno ou qualquer coisa.
Veternário: Não, não, ela está é de barriguez minha senhora.
Passada: what? sério?
Veternário: sim, sim
Passada: mas então as cadelas também ficam enjoadas? Cansadas? Moles e deixam de comer, pensei eu que dava era fome.
Veternário: é, pode ser que lhe dê para o estado de graça sem graça.
Fui à Universidade veternária, fizemos uma ecografia canina (tão giro.....), onde se vê sacos com os fetos lá dentro e derreti-me com a sua condição de mãe.
É que vamos ter as duas, crias ao mesmo tempo. Que trabalheira, mas ao mesmo tempo fica resolvida a questão da ciumeira resolvida.
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terça-feira, janeiro 31, 2006
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Atitude
Ouviu-se um boer (sul-africano com origens holandesas, inglesas ou francesas) a dizer num espaço publico a seguinte afirmação:
"With all the aids going around here, we don't have to do anything but wait, and get back the power naturally".
Além de perigosa, esta afirmação é o tudo o que eu não queria estar a ouvir neste século. Junta-lhe a crise de identidade da europa tão bem mediatizada pela CNN, os cartoons dos Dinamarqueses, as forças do poder da economia, a profunda crise religiosa hoje assumida e instalada por todo o lado um pouco e podemos antever longos períodos de instabilidade aqui e aí.
Andamos sem causa com tanta causa por vencer.
"With all the aids going around here, we don't have to do anything but wait, and get back the power naturally".
Além de perigosa, esta afirmação é o tudo o que eu não queria estar a ouvir neste século. Junta-lhe a crise de identidade da europa tão bem mediatizada pela CNN, os cartoons dos Dinamarqueses, as forças do poder da economia, a profunda crise religiosa hoje assumida e instalada por todo o lado um pouco e podemos antever longos períodos de instabilidade aqui e aí.
Andamos sem causa com tanta causa por vencer.
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terça-feira, janeiro 31, 2006
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segunda-feira, janeiro 30, 2006
A festa
Importa referir que foi festa, alguma confusão com o calor, as entradas, comida e bebida mas segundo anúncio dos media aqui, em 60.000 não tenho conhecimento de nenhuma morte ou baixa. Desde a tarde até à noite houve a celebração da cultura por cultura e nada mais. Com final de dia com chuva e o sporting a ganhar, nada mais podia acontecer.
Ao que parece os UB40 não encantaram lá muito aqui, indicativo de que os rapazes estão mesmo velhotes.
Foto: Leandro Paul, Estádio da Machava
Ao que parece os UB40 não encantaram lá muito aqui, indicativo de que os rapazes estão mesmo velhotes.
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segunda-feira, janeiro 30, 2006
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domingo, janeiro 29, 2006
Spooooooooorting
Que grande baile levaram os SLB's!!!
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domingo, janeiro 29, 2006
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sexta-feira, janeiro 27, 2006
UB40 debaixo de chuva torrencial
Nunca podemos gabar duma normalidade. Até porque o que é que é normal, aqui e ali?
Ontem adormecemos com uma carga húmida do ar que antevia a chuvada. Aquele tipo de humidade que se entranha em tudo e se nota quando vamos utilizar o papel higiénico e ele encontra-se mole, pegado, indesejado.
Eram cerca de 2.30am, eu com as minhas idas ao WC vejo uma noite absolutamente silenciosa fora a torrencialidade da chuva que já caia nesta cidade. Foi assim até agora que são 8.18am. Não parou, não parece que irá parar.
Resulta disto numa cidade, para quem já conhece, anfíbia. Temos mais água que estrada e circulam vivos os 4x4 e os clássicos “volksolas”. Tudo pára, nada acontece, esmorece uma Sexta-feira que paria entusiasmo o fim de semana, num cinzentismo ao som dos grilos, esses eternos companheiros sonoros.
Bom para uns péssimo para outros. Enquanto “limpa” e “lava” a cidade o ar, adoecem mais uns milhares de pessoas com cólera, essa eterna doença companheira das sub-condições e o florescer da mais mortífera fêmea da praça, a mosquita.
Eu pessoalmente tenho uma paixão assolapada por tudo quanto é tempestade, ciclone e tufões pela sua expressividade, força imponente que a natureza nos vai fazendo lembrar da nossa extrema fraqueza e vulnerabilidade e me devolve assim a humildade. Mas enquanto eu tenho teto, não me sai do pensamento todos aqueles que não têm e sentem na pele os efeitos desta “expressividade”.
Para já, temos os UB40, sentados a curtir o Hotel Polana, muito provavelmente sem a mínima possibilidade de realizarem o concerto amanhã. Segundo o jornal de Notícias, evento que custa cerca de 2milhões de dólares americanos, pagos pelo sector privado e onde já se encontram milhares de bilhetes vendidos. É que o regresso deste grupo britânico está marcado para Segunda-Feira e em África, quando chove, chove.
Ontem adormecemos com uma carga húmida do ar que antevia a chuvada. Aquele tipo de humidade que se entranha em tudo e se nota quando vamos utilizar o papel higiénico e ele encontra-se mole, pegado, indesejado.
Eram cerca de 2.30am, eu com as minhas idas ao WC vejo uma noite absolutamente silenciosa fora a torrencialidade da chuva que já caia nesta cidade. Foi assim até agora que são 8.18am. Não parou, não parece que irá parar.
Resulta disto numa cidade, para quem já conhece, anfíbia. Temos mais água que estrada e circulam vivos os 4x4 e os clássicos “volksolas”. Tudo pára, nada acontece, esmorece uma Sexta-feira que paria entusiasmo o fim de semana, num cinzentismo ao som dos grilos, esses eternos companheiros sonoros.
Bom para uns péssimo para outros. Enquanto “limpa” e “lava” a cidade o ar, adoecem mais uns milhares de pessoas com cólera, essa eterna doença companheira das sub-condições e o florescer da mais mortífera fêmea da praça, a mosquita.
Eu pessoalmente tenho uma paixão assolapada por tudo quanto é tempestade, ciclone e tufões pela sua expressividade, força imponente que a natureza nos vai fazendo lembrar da nossa extrema fraqueza e vulnerabilidade e me devolve assim a humildade. Mas enquanto eu tenho teto, não me sai do pensamento todos aqueles que não têm e sentem na pele os efeitos desta “expressividade”.
Para já, temos os UB40, sentados a curtir o Hotel Polana, muito provavelmente sem a mínima possibilidade de realizarem o concerto amanhã. Segundo o jornal de Notícias, evento que custa cerca de 2milhões de dólares americanos, pagos pelo sector privado e onde já se encontram milhares de bilhetes vendidos. É que o regresso deste grupo britânico está marcado para Segunda-Feira e em África, quando chove, chove.
Foto:Leandro Paul "UB40 aeroporto Maputo" 26.01.06
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sexta-feira, janeiro 27, 2006
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quinta-feira, janeiro 26, 2006
quarta-feira, janeiro 25, 2006
Fase parva, em que estou
Barriga
Coloca-se à frente de tudo e de todos literalmente, passar por cadeiras num café tornou-se num problema que é preciso incomodar sempre dizendo “desculpe...”
Conduzir o meu bólide virou tarefa e não prazer. “Será que consigo chegar à reunião?”
TODA a roupa cessou a sua existência no meu guarda-fatos. Eu já tinha feito uma limpeza, agora estou reduzida a um fato de treino comfortável.
A palavra comforto adquire contornos muito drásticos e impossíveis de atingir.
Comer, humpf! Tendo o estômago na garganta, só falta encomendar uma bulimia e desejar que isto passe. Vou comendo com essa coisa que se chama de refluxo.
A minha cama virou um paraíso de almofadas e mal vejo o meu rapaz, que se encontra lá no fundo, entre...tenho mandado uns sms pelo caminho.
Grito com todas as mulheres que me dizem que ter uma barriga “é giro”. Giro???? Está tudo doido? Giro em quê?
Tenho 10kgs a mais no 8 mês, mas começo a achar que as barrigas de 30kgs sobrevivem muito melhor. O que não sei é como iria pôr essses kilos todos, bem tentei.
Os olhares transeuntes são um fenómeno que nem vale a pena estar aqui a descrever, especialmente os dos homens, muito estranhos!
Pareço um balão prontinho para explodir. Depois agarrem-me por favor.
O que resta da mãe
Quase batia numa administradora hoje, duma empresa, numa reunião porque me falta a paciência para jogos profissionais.
“Intolerante, muito intolerante para complexos, sejam quais forem!”
“É hoje que mando tudo às utrigas! Não fosse o estado o meu maior chulo!”
Passei a ter que aceitar “zonas cinzentas”
A filha
Vai tendo paciência para a mãe, consumindo-a
Vai dando à mãe bons momentos, que é quando se meche e remeche.
Vai crescendo, credo, cada vez mais
Já manda em tudo o que faço, em tudo o que penso.
É a minha paixão.
Coloca-se à frente de tudo e de todos literalmente, passar por cadeiras num café tornou-se num problema que é preciso incomodar sempre dizendo “desculpe...”
Conduzir o meu bólide virou tarefa e não prazer. “Será que consigo chegar à reunião?”
TODA a roupa cessou a sua existência no meu guarda-fatos. Eu já tinha feito uma limpeza, agora estou reduzida a um fato de treino comfortável.
A palavra comforto adquire contornos muito drásticos e impossíveis de atingir.
Comer, humpf! Tendo o estômago na garganta, só falta encomendar uma bulimia e desejar que isto passe. Vou comendo com essa coisa que se chama de refluxo.
A minha cama virou um paraíso de almofadas e mal vejo o meu rapaz, que se encontra lá no fundo, entre...tenho mandado uns sms pelo caminho.
Grito com todas as mulheres que me dizem que ter uma barriga “é giro”. Giro???? Está tudo doido? Giro em quê?
Tenho 10kgs a mais no 8 mês, mas começo a achar que as barrigas de 30kgs sobrevivem muito melhor. O que não sei é como iria pôr essses kilos todos, bem tentei.
Os olhares transeuntes são um fenómeno que nem vale a pena estar aqui a descrever, especialmente os dos homens, muito estranhos!
Pareço um balão prontinho para explodir. Depois agarrem-me por favor.
O que resta da mãe
Quase batia numa administradora hoje, duma empresa, numa reunião porque me falta a paciência para jogos profissionais.
“Intolerante, muito intolerante para complexos, sejam quais forem!”
“É hoje que mando tudo às utrigas! Não fosse o estado o meu maior chulo!”
Passei a ter que aceitar “zonas cinzentas”
A filha
Vai tendo paciência para a mãe, consumindo-a
Vai dando à mãe bons momentos, que é quando se meche e remeche.
Vai crescendo, credo, cada vez mais
Já manda em tudo o que faço, em tudo o que penso.
É a minha paixão.
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quarta-feira, janeiro 25, 2006
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quarta-feira, janeiro 25, 2006
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Europa gela, África aquece
Enquanto a Europa gela, nós aqui deste lado fritamos.
Este é um caminho "eco" que se faz na praia do Zongoene
onde podemos disfrutar de uma beleza crua africana que
eu tanto gosto. Parei neste local pela imensa duna atrás,
mesmo antes de entrar na zona da praia per se. Foi um
passeio de 2 horas deliciosas, entre caminos de cabras,
floresta, praia e aldeias. Não fosse este o desporto que
eu mais gosto.
Como devem reparar isto foi bem antes de haver
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quarta-feira, janeiro 25, 2006
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Zaka

Já por muitas vezes esta rapariga foi aqui mencionada.
O ar angélico dela é só mesmo ar.
O instinto de "ave" é das características mais fortes que tem.
Asseada, simpática (fala até com má rés), sensível e inteligente.
Adoptou um sofá inteiro dela na minha reduzidíssima sala.
Come o que quer quando quer.
Não admite a fala de paciência e exige uma atitude constante de actividade que nem sempre é possível acompanhar. Mas quem não a tiver terá com toda a certeza um cão em suas mãos depressivo.
Xitsu com mistura de maltês e as suas expressões de focinho ou posso dizer faciais, são das fotografias mais instantâneas que possa partilhar.
É a nossa guerreira de brinquedo.
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quarta-feira, janeiro 25, 2006
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terça-feira, janeiro 24, 2006
Zaka ao ataque!
A minha zaka ainda em tenra idade a tentar a sorte com um velhote que a adorou e nada mais! Fim do ano de 2005 na Ponta do Ouro 

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terça-feira, janeiro 24, 2006
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UB40 em Maputo 28.01.06
Vai ser este sábado e os rapazes do reggae vão integrar um Festival Esperança, de um dia inteiro juntamente com outros grupos de Moçambique, EUA e África do Sul: Oliver Mtukudzi, Ghorwane, Lucky Dube, Kapa Dech, Rockefellers e Vinx.
Parte das receitas revertem a favor de crianças orfãs de sida para o gabinete da primeira dama, como manda a boa etiqueta social.
Mas o importante é que o estádio da Machava (e deixo as ilustrações para o Machamba as dar J) está a ser um verdadeiro local “organizado” para receber tamanho feito cultural e que esperamos todos seja do melhor e mais pacífico possível.
Esperam-se cerca de 5000 mil pessoas, arranjaram-se transportes gratuitos de Maputo até à Machava e os organizadores sugerem não se levar carro. Comida, e a vontade de se “curtir” um dia inteiro de música. É inédito.
Eu com esta barriga de 8 meses é que não vem nada a calhar, nada mesmo.
Parte das receitas revertem a favor de crianças orfãs de sida para o gabinete da primeira dama, como manda a boa etiqueta social.
Mas o importante é que o estádio da Machava (e deixo as ilustrações para o Machamba as dar J) está a ser um verdadeiro local “organizado” para receber tamanho feito cultural e que esperamos todos seja do melhor e mais pacífico possível.
Esperam-se cerca de 5000 mil pessoas, arranjaram-se transportes gratuitos de Maputo até à Machava e os organizadores sugerem não se levar carro. Comida, e a vontade de se “curtir” um dia inteiro de música. É inédito.
Eu com esta barriga de 8 meses é que não vem nada a calhar, nada mesmo.
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terça-feira, janeiro 24, 2006
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Eleições presidenciais
As de Portugal fizeram-me lembrar as de Moçambique. A falta de oferta. Não quantitativa, apenas qualitativa. Cavaco só podia ganhar.
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terça-feira, janeiro 24, 2006
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quinta-feira, janeiro 19, 2006
Hoje acordei saloia
Eu não sabia que o era. Ouvi atentamente o programa do Prós e Contras ontem e desculpem-me a saloiice, ri-me como não me lembro de o fazer com um programa televisivo gravado em directo mas que chega aqui indirecto!
Disseram-me tantas vezes que sou saloia por esta razão e por aquela razão que me deitei a pensar, qual poder de sugestão (o poder televisivo), que se calhar era saloia e não o sabia.
Mas esta saloia que vive fora do mundo saloio luso vive de perto toda a alma, que no caso de Moçambique, que por cá foi sendo deixado ao longo dos longos anos. Mesmo com o ódio no meio é visível o culto lusitano em cada área que se possa imaginar. Arrisco-me a dizer que os não lusos mas lusófonos têm uma idéia um pouco mais clara sobre a identidade portuguesa do que os próprios. Mas quem sou eu.
Houve no início do século alguns exportados lusos para o Hawai, e ainda hoje numa perfeita mescla de culturas que por lá existe desse tempo, o pão doce dos portugueses é deliciosamente apreciado. Portanto a comida é sem dúvida alguma uma das vertentes. Mas isso é o que já sabemos.
Mas como estou saloia, sou saloia, serei saloia e assumo ser saloia, mas nada saloio sei o que dizer e todos os saloios que me lerem, sejam saloios retiro-me com nariz erguido, orgulhoso porque agora sei que sou saloia.
Saloio- camponês dos arrabaldes de Lisboa, rústico, grosseiro, finório, velhaco; diz-se de uma qualidade de pão e de outros produtos dos arredores de Lisboa, esperteza, esperteza ardilosa. In Dicionário Universal 3ª edição
Disseram-me tantas vezes que sou saloia por esta razão e por aquela razão que me deitei a pensar, qual poder de sugestão (o poder televisivo), que se calhar era saloia e não o sabia.
Mas esta saloia que vive fora do mundo saloio luso vive de perto toda a alma, que no caso de Moçambique, que por cá foi sendo deixado ao longo dos longos anos. Mesmo com o ódio no meio é visível o culto lusitano em cada área que se possa imaginar. Arrisco-me a dizer que os não lusos mas lusófonos têm uma idéia um pouco mais clara sobre a identidade portuguesa do que os próprios. Mas quem sou eu.
Houve no início do século alguns exportados lusos para o Hawai, e ainda hoje numa perfeita mescla de culturas que por lá existe desse tempo, o pão doce dos portugueses é deliciosamente apreciado. Portanto a comida é sem dúvida alguma uma das vertentes. Mas isso é o que já sabemos.
Mas como estou saloia, sou saloia, serei saloia e assumo ser saloia, mas nada saloio sei o que dizer e todos os saloios que me lerem, sejam saloios retiro-me com nariz erguido, orgulhoso porque agora sei que sou saloia.
Saloio- camponês dos arrabaldes de Lisboa, rústico, grosseiro, finório, velhaco; diz-se de uma qualidade de pão e de outros produtos dos arredores de Lisboa, esperteza, esperteza ardilosa. In Dicionário Universal 3ª edição
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quinta-feira, janeiro 19, 2006
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terça-feira, janeiro 17, 2006
Não leiam isto!
Sei que evoluimos muito, de há uns 200 anos para cá nada é como dantes. A todos os níveis. Mas mesmo com toda a nossa evolução, há uma área onde a mim me parece bastante primitiva na sua abordagem – a ginecologia. Mesmo com os avanços.
Eu explico. À medida que se aproxima a hora do parto, existem uns pormenores esquisitos de todo o processo de nascimento que me fazem arrepiar. Porque sou mulher mas talvez pior ainda porque sou reservada a tudo o que diga respeito ao meu corpo. Vamos aos detalhes.
Uma mulher passa por uma série de dores que a impossibilitam sequer de comandar ou melhor controlar o seu corpo no parto, mas nem por isso deixa de pensar nos pequenos “quês” e que a fazem sentir-se algo “invadida” e impotente para dignificar a sua intimidade.
Vontade de fazer (como é que preferem: cócó ou fezes?) uma necessidade – para isto à resposta eficiente aplicando o clister. Depois só temos é que acertar com a retrete, certo?
Necessidade de se “rapar” os pelos pelo risco de infecção e incómodo enquanto a cria vai saindo – para isto devem chegar ali à zona e zás, rapam (será que terei sequer vagar para ver se a gilete é safe?
No caso da cesariana (o meu já que a minha filha sai em tamanho ao pai, o que quer dizer GRANDE), ainda temos de pensar na algalia – que doi, é incómoda e só retiram horas depois da operação. Vamos (como é que preferem mijar, fazer xixi ou urinar) fazendo a necessidade na cama para um saquinho herméticamente fechado.
O toque – o maldito toque. Será que preciso dizer alguma coisa a este respeito. É como as idas à ginecologia: papa-nicolau, palpações (para não dizermos claro apalpações) da zona, dos peitos – enfim toda uma área bastante íntima e que não há como contornar. Lá vou escolhendo mulheres que sempre reduzo o risco, mas com a homosexualidade hoje em dia nunca se sabe bem.
Abrir pernas – esta também me mata e não há como contornar a coisa. É por ali que a cria sai. No meu caso valha-me a cesariana.
Amamentar – a enfermeira (só testemunhei) chega-se ao peito, escolhe um deles como se do nosso corpo não tratasse, agarra literalmente nele (uma pessoa que nunca vimos antes) e vai metendo na boquinha da cria, olhando para nós com o ar mais corriqueiro deste mundo. Quantas mamas não deve ela ou ele agarrar por dia. Eu é que não tenho a mesma experiência, não é assim?
Não estou a colocar maldade nisto, atenção. Mas é preciso que se entenda o que poderá querer dizer uma ida à ginecologia ou passar por um parto.
Há dias, no zapping televisivo enquanto aguardava as noticias da RTPi, espequei ante a apresentação duma família imensa portuguesa, na praça da alegria onde a avó centenária (parteira ela própria, assistiu-se a ela própria!!!) dizia assim para uma das filhas (teve 15 deles, credo) o seguinte:
“Oh filha, não grites porque não gritaste para o fazer” - pois.
Eu explico. À medida que se aproxima a hora do parto, existem uns pormenores esquisitos de todo o processo de nascimento que me fazem arrepiar. Porque sou mulher mas talvez pior ainda porque sou reservada a tudo o que diga respeito ao meu corpo. Vamos aos detalhes.
Uma mulher passa por uma série de dores que a impossibilitam sequer de comandar ou melhor controlar o seu corpo no parto, mas nem por isso deixa de pensar nos pequenos “quês” e que a fazem sentir-se algo “invadida” e impotente para dignificar a sua intimidade.
Vontade de fazer (como é que preferem: cócó ou fezes?) uma necessidade – para isto à resposta eficiente aplicando o clister. Depois só temos é que acertar com a retrete, certo?
Necessidade de se “rapar” os pelos pelo risco de infecção e incómodo enquanto a cria vai saindo – para isto devem chegar ali à zona e zás, rapam (será que terei sequer vagar para ver se a gilete é safe?
No caso da cesariana (o meu já que a minha filha sai em tamanho ao pai, o que quer dizer GRANDE), ainda temos de pensar na algalia – que doi, é incómoda e só retiram horas depois da operação. Vamos (como é que preferem mijar, fazer xixi ou urinar) fazendo a necessidade na cama para um saquinho herméticamente fechado.
O toque – o maldito toque. Será que preciso dizer alguma coisa a este respeito. É como as idas à ginecologia: papa-nicolau, palpações (para não dizermos claro apalpações) da zona, dos peitos – enfim toda uma área bastante íntima e que não há como contornar. Lá vou escolhendo mulheres que sempre reduzo o risco, mas com a homosexualidade hoje em dia nunca se sabe bem.
Abrir pernas – esta também me mata e não há como contornar a coisa. É por ali que a cria sai. No meu caso valha-me a cesariana.
Amamentar – a enfermeira (só testemunhei) chega-se ao peito, escolhe um deles como se do nosso corpo não tratasse, agarra literalmente nele (uma pessoa que nunca vimos antes) e vai metendo na boquinha da cria, olhando para nós com o ar mais corriqueiro deste mundo. Quantas mamas não deve ela ou ele agarrar por dia. Eu é que não tenho a mesma experiência, não é assim?
Não estou a colocar maldade nisto, atenção. Mas é preciso que se entenda o que poderá querer dizer uma ida à ginecologia ou passar por um parto.
Há dias, no zapping televisivo enquanto aguardava as noticias da RTPi, espequei ante a apresentação duma família imensa portuguesa, na praça da alegria onde a avó centenária (parteira ela própria, assistiu-se a ela própria!!!) dizia assim para uma das filhas (teve 15 deles, credo) o seguinte:
“Oh filha, não grites porque não gritaste para o fazer” - pois.
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terça-feira, janeiro 17, 2006
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