terça-feira, janeiro 24, 2006

Zaka ao ataque!

A minha zaka ainda em tenra idade a tentar a sorte com um velhote que a adorou e nada mais! Fim do ano de 2005 na Ponta do Ouro Posted by Picasa

UB40 em Maputo 28.01.06

Vai ser este sábado e os rapazes do reggae vão integrar um Festival Esperança, de um dia inteiro juntamente com outros grupos de Moçambique, EUA e África do Sul: Oliver Mtukudzi, Ghorwane, Lucky Dube, Kapa Dech, Rockefellers e Vinx.

Parte das receitas revertem a favor de crianças orfãs de sida para o gabinete da primeira dama, como manda a boa etiqueta social.

Mas o importante é que o estádio da Machava (e deixo as ilustrações para o Machamba as dar J) está a ser um verdadeiro local “organizado” para receber tamanho feito cultural e que esperamos todos seja do melhor e mais pacífico possível.

Esperam-se cerca de 5000 mil pessoas, arranjaram-se transportes gratuitos de Maputo até à Machava e os organizadores sugerem não se levar carro. Comida, e a vontade de se “curtir” um dia inteiro de música. É inédito.

Eu com esta barriga de 8 meses é que não vem nada a calhar, nada mesmo.

Eleições presidenciais

As de Portugal fizeram-me lembrar as de Moçambique. A falta de oferta. Não quantitativa, apenas qualitativa. Cavaco só podia ganhar.

quinta-feira, janeiro 19, 2006

Hoje acordei saloia

Eu não sabia que o era. Ouvi atentamente o programa do Prós e Contras ontem e desculpem-me a saloiice, ri-me como não me lembro de o fazer com um programa televisivo gravado em directo mas que chega aqui indirecto!

Disseram-me tantas vezes que sou saloia por esta razão e por aquela razão que me deitei a pensar, qual poder de sugestão (o poder televisivo), que se calhar era saloia e não o sabia.

Mas esta saloia que vive fora do mundo saloio luso vive de perto toda a alma, que no caso de Moçambique, que por cá foi sendo deixado ao longo dos longos anos. Mesmo com o ódio no meio é visível o culto lusitano em cada área que se possa imaginar. Arrisco-me a dizer que os não lusos mas lusófonos têm uma idéia um pouco mais clara sobre a identidade portuguesa do que os próprios. Mas quem sou eu.

Houve no início do século alguns exportados lusos para o Hawai, e ainda hoje numa perfeita mescla de culturas que por lá existe desse tempo, o pão doce dos portugueses é deliciosamente apreciado. Portanto a comida é sem dúvida alguma uma das vertentes. Mas isso é o que já sabemos.

Mas como estou saloia, sou saloia, serei saloia e assumo ser saloia, mas nada saloio sei o que dizer e todos os saloios que me lerem, sejam saloios retiro-me com nariz erguido, orgulhoso porque agora sei que sou saloia.

Saloio- camponês dos arrabaldes de Lisboa, rústico, grosseiro, finório, velhaco; diz-se de uma qualidade de pão e de outros produtos dos arredores de Lisboa, esperteza, esperteza ardilosa. In Dicionário Universal 3ª edição

terça-feira, janeiro 17, 2006

Não leiam isto!

Sei que evoluimos muito, de há uns 200 anos para cá nada é como dantes. A todos os níveis. Mas mesmo com toda a nossa evolução, há uma área onde a mim me parece bastante primitiva na sua abordagem – a ginecologia. Mesmo com os avanços.

Eu explico. À medida que se aproxima a hora do parto, existem uns pormenores esquisitos de todo o processo de nascimento que me fazem arrepiar. Porque sou mulher mas talvez pior ainda porque sou reservada a tudo o que diga respeito ao meu corpo. Vamos aos detalhes.

Uma mulher passa por uma série de dores que a impossibilitam sequer de comandar ou melhor controlar o seu corpo no parto, mas nem por isso deixa de pensar nos pequenos “quês” e que a fazem sentir-se algo “invadida” e impotente para dignificar a sua intimidade.

Vontade de fazer (como é que preferem: cócó ou fezes?) uma necessidade – para isto à resposta eficiente aplicando o clister. Depois só temos é que acertar com a retrete, certo?

Necessidade de se “rapar” os pelos pelo risco de infecção e incómodo enquanto a cria vai saindo – para isto devem chegar ali à zona e zás, rapam (será que terei sequer vagar para ver se a gilete é safe?

No caso da cesariana (o meu já que a minha filha sai em tamanho ao pai, o que quer dizer GRANDE), ainda temos de pensar na algalia – que doi, é incómoda e só retiram horas depois da operação. Vamos (como é que preferem mijar, fazer xixi ou urinar) fazendo a necessidade na cama para um saquinho herméticamente fechado.

O toque – o maldito toque. Será que preciso dizer alguma coisa a este respeito. É como as idas à ginecologia: papa-nicolau, palpações (para não dizermos claro apalpações) da zona, dos peitos – enfim toda uma área bastante íntima e que não há como contornar. Lá vou escolhendo mulheres que sempre reduzo o risco, mas com a homosexualidade hoje em dia nunca se sabe bem.

Abrir pernas – esta também me mata e não há como contornar a coisa. É por ali que a cria sai. No meu caso valha-me a cesariana.

Amamentar – a enfermeira (só testemunhei) chega-se ao peito, escolhe um deles como se do nosso corpo não tratasse, agarra literalmente nele (uma pessoa que nunca vimos antes) e vai metendo na boquinha da cria, olhando para nós com o ar mais corriqueiro deste mundo. Quantas mamas não deve ela ou ele agarrar por dia. Eu é que não tenho a mesma experiência, não é assim?

Não estou a colocar maldade nisto, atenção. Mas é preciso que se entenda o que poderá querer dizer uma ida à ginecologia ou passar por um parto.

Há dias, no zapping televisivo enquanto aguardava as noticias da RTPi, espequei ante a apresentação duma família imensa portuguesa, na praça da alegria onde a avó centenária (parteira ela própria, assistiu-se a ela própria!!!) dizia assim para uma das filhas (teve 15 deles, credo) o seguinte:

“Oh filha, não grites porque não gritaste para o fazer” - pois.