A primeira grande mudança e que se apresenta de uma forma algo insultuosa - passamos a ser umas to-be-mothers que não percebemos nada do assunto, nada sabemos. Deixamos de ser aquela persona que até percebems de alguma coisita, temos uma conversa interessante e viramos umas "bicho-do-mato" onde de repente viramos alvo de - atrevo-me - chacota. Vejamos:
"Tu deixaste de existir" (esta mata-me)
"Como está a grávida mais sexy da cidade?" (não tenho mais de palmo e meio e até sei ver-me ao espelho, pelo menos de acordo com os standards que me foram entregues pela sociedade)
"Agora é que vais ver como é..." (será que estou a pagar alguma coisa?)
"Viste, vais entrar para o clube"
"Olha, cuida bem dessas estrias. Tens o creme? Sabes qual é? Olha eu acho que devias utilizar este..." (esta também me mata).
"Já preparaste a mala para o parto? Já só faltam 7 meses e o tempo voa" (credo, acho que nos apressamos um pouco, não?)
"Aos 6 meses tens de pôr as orelhas à criança" (esta tradição é muito engraçada, não é?)
"Faz sexo." (Desculpe?)
"Vi num estudo que o sexo não é nada positivo para a tua criança" (Hum...)
"Tenho um monte de roupa que te posso dar" (cada barriga, uma barriga)
Eu podia continuar penso que eternamente desde que a minha veia literária o permita, mas nestes meses já ouvi de tudo.
A reter como grande mudança: deixamos de ser vistos como somos e isso não é normal.
domingo, setembro 11, 2005
domingo, setembro 04, 2005
Eu...
estou grávida e um dia destes vou partilhar as mudanças que se dão e que, penso eu, sejam subestimadas pela sociedade em geral e tomadas como "normais" dado o estado de graça, mas não são NADA normais, naturais sim mas não normais. Essa é a primeira grande mudança, transformação - tudo o que era normal deixou de o ser.
E hoje em plena cena de café, fui traída por um casal de amigos a quem chamei de "bufos" porque espalharam a notícia numa outra mesa onde se encontrava o JPT do Maschamba que afirma em jeito de pergunta, o seguinte:
"Estás passada?!"
A resposta é por demais evidente. Beijei-lhe as barbas grisalhas de conhecimento a agradecer os parabéns.
E hoje em plena cena de café, fui traída por um casal de amigos a quem chamei de "bufos" porque espalharam a notícia numa outra mesa onde se encontrava o JPT do Maschamba que afirma em jeito de pergunta, o seguinte:
"Estás passada?!"
A resposta é por demais evidente. Beijei-lhe as barbas grisalhas de conhecimento a agradecer os parabéns.
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domingo, setembro 04, 2005
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New Orleans em Maputo
De novo retiro-me ao meu próprio sofrimento, qual egoísmo quando tantos seres sofrem o impensável.
De novo acontece uma devastação da natureza na natureza e onde mais uma vez levamos aquele estalo brutal da falha da engenharia, quem diria, mesmo com todos os avisos.
De novo parei de respirar por uns dias porque eu aqui de África estava à espera de ver "reacção" aos milhares que de repente nem água potável tinham. Eu não entendia como é que não vinha, depois não custou - toda a estrutura estava a aguardar que o "bill" do bush fosse aprovada.
De novo pasmei com as abordagens nacionais e internacionais sobre a tragédia. Estamos a perder o senso comum básco.
De novo chorei por tantas as crianças, todas as que não se conseguem defender. Eu estava a ver a sequela do Mad Max 2030.
Tive o previlégio de conhecer a magia de New Orleans (em português realmente não soa bem). Foi a minha salvação porque ao fim de ter percorrido 3 mil milhas de Estados Unidos de carro, chego à primeira cidade Norte Americana onde consigo comer! Pedi num qualquer restaurante típico creolo a sopa com arroz e feijão, sentada numa cadeira de ferro trabalhada num pátio húmido ao lado do Mississipi a ouvir Blues ao vivo.
A arte, o cosmopolitanismo, a história, origens, beleza, o velho e o novo, o Mardi Gras, as esquinas, todas as esquinas com quartetos ou quintetos a comporem jazz ao vivo soltando notas culturais a troco de um dólar no chapéu. Cada metro percorrido o preenchimento musical, de espectáculo não editado, cru ao vivo dum povo que vim a descobri na sua maioria pobre ou abaixo da média.
Cada esplanada revestida a vidro com cadeiras de 1060 um grupo quase sempre acima dos 40 anos, vestidos a rigor a fazer lembrar não só Luis Armostrong mas todos aqueles que perderama sua vida a querer cantar estas notas tão diferentes de um qualqer outro estilo musical. Senti-me perto do Frank Sinatra.
Quando lá fui tinha 27 anos mas os americanos não acreditavam e pediram-me sempre o passaporte para comprovar que não era under-age.
Enquanto cresci e por culpa do cinema, apaixonei-me pelo Mississipi e não me desiludiu quando o vi fora o cheiro. A beleza arquitectónica da zona velha, a Francesa porque a zona nova não gostei selva de betão que nem uma qualquer outra cidade americana ou sul africana.
Estranhamente, e porque cresci assim, identifiquei-me com esta cidade, apaixonei-me de imediato, já com Miami, Florida, Carolina do Norte, Atlanta não. Faltavam aqueles swamps de Alabama, aquela humidade que me faz lembrar de casa.
Tive a sorte de conhecer esta cidade da Luz dos EUA antes. Não sei como será o depois. Fez-se história. Uma cidade inteira vai ser alterada, vai nascer uma nova. Será que o Mardi Gras vai continuar? Será que vamos retomar as origens do Jazz? Será que vamos perder essa história?
Ontem, em Maputo e no meio de uma actividade desenvolvida (Fama Show, a opreação triunfo de cá) pela STV, num dos melhores se não o melhor restaurante, ao promover talentos Moçambicanos surgem 3 pessoas que foram desafiadas a cantar - Eneas Comiche, Carlos Tembe e Norberto Carrilho e que cada um à sua maneira cumpriram com a tarefa como se tivessem sempre sido cantores. Carlos Tembe em jeito de homenagem ao "Katrina" sai-se com um tema de Luis Armostrong improvisando letras lusitanas que fez parar toda a plateia que o assistia. Incluindo os mais novos. Foi bonito ver que afinal temos a capacidade de olhar para outros umbigos.
De novo acontece uma devastação da natureza na natureza e onde mais uma vez levamos aquele estalo brutal da falha da engenharia, quem diria, mesmo com todos os avisos.
De novo parei de respirar por uns dias porque eu aqui de África estava à espera de ver "reacção" aos milhares que de repente nem água potável tinham. Eu não entendia como é que não vinha, depois não custou - toda a estrutura estava a aguardar que o "bill" do bush fosse aprovada.
De novo pasmei com as abordagens nacionais e internacionais sobre a tragédia. Estamos a perder o senso comum básco.
De novo chorei por tantas as crianças, todas as que não se conseguem defender. Eu estava a ver a sequela do Mad Max 2030.
Tive o previlégio de conhecer a magia de New Orleans (em português realmente não soa bem). Foi a minha salvação porque ao fim de ter percorrido 3 mil milhas de Estados Unidos de carro, chego à primeira cidade Norte Americana onde consigo comer! Pedi num qualquer restaurante típico creolo a sopa com arroz e feijão, sentada numa cadeira de ferro trabalhada num pátio húmido ao lado do Mississipi a ouvir Blues ao vivo.
A arte, o cosmopolitanismo, a história, origens, beleza, o velho e o novo, o Mardi Gras, as esquinas, todas as esquinas com quartetos ou quintetos a comporem jazz ao vivo soltando notas culturais a troco de um dólar no chapéu. Cada metro percorrido o preenchimento musical, de espectáculo não editado, cru ao vivo dum povo que vim a descobri na sua maioria pobre ou abaixo da média.
Cada esplanada revestida a vidro com cadeiras de 1060 um grupo quase sempre acima dos 40 anos, vestidos a rigor a fazer lembrar não só Luis Armostrong mas todos aqueles que perderama sua vida a querer cantar estas notas tão diferentes de um qualqer outro estilo musical. Senti-me perto do Frank Sinatra.
Quando lá fui tinha 27 anos mas os americanos não acreditavam e pediram-me sempre o passaporte para comprovar que não era under-age.
Enquanto cresci e por culpa do cinema, apaixonei-me pelo Mississipi e não me desiludiu quando o vi fora o cheiro. A beleza arquitectónica da zona velha, a Francesa porque a zona nova não gostei selva de betão que nem uma qualquer outra cidade americana ou sul africana.
Estranhamente, e porque cresci assim, identifiquei-me com esta cidade, apaixonei-me de imediato, já com Miami, Florida, Carolina do Norte, Atlanta não. Faltavam aqueles swamps de Alabama, aquela humidade que me faz lembrar de casa.
Tive a sorte de conhecer esta cidade da Luz dos EUA antes. Não sei como será o depois. Fez-se história. Uma cidade inteira vai ser alterada, vai nascer uma nova. Será que o Mardi Gras vai continuar? Será que vamos retomar as origens do Jazz? Será que vamos perder essa história?
Ontem, em Maputo e no meio de uma actividade desenvolvida (Fama Show, a opreação triunfo de cá) pela STV, num dos melhores se não o melhor restaurante, ao promover talentos Moçambicanos surgem 3 pessoas que foram desafiadas a cantar - Eneas Comiche, Carlos Tembe e Norberto Carrilho e que cada um à sua maneira cumpriram com a tarefa como se tivessem sempre sido cantores. Carlos Tembe em jeito de homenagem ao "Katrina" sai-se com um tema de Luis Armostrong improvisando letras lusitanas que fez parar toda a plateia que o assistia. Incluindo os mais novos. Foi bonito ver que afinal temos a capacidade de olhar para outros umbigos.
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domingo, setembro 04, 2005
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domingo, agosto 28, 2005
Carte Blanche e as escolhas de Rebelo de Sousa
É um programa que sigo porque gosto da clarividência do rapaz. Não irei tecer opiniões partidárias, físicas ou mentais. Apesar de tudo, estou também certa que as suas palavras são uma mais valia.
Mas que me irrita a sua constante intereferência da sua companheira neste mono-debate, irrita. A RTP deveria ponderar a possobilidade de colocar a Croft digitalizada, sem custos onde assim que o Rebelo de Sousa proferisse a primeira palavra, ela começaria a sorrir de volta diplomáticamente. Pelo menos não teríamos a sensação de interrupção.
Mas hoje, o rapaz até foi buscar duas notas importantes e de gosto à sua congénere. Ena.
É que Domingo é o dia de Carte Blanche e as Escolhas de Marcelo Rebelo de Sousa. Um da África do Sul outro de Portugal. O primeiro, hoje, falava da importância de se responsabilizar a segurança nos comboios aos comboios, ou a forma como a equipa de jornalistas deu de caras com um pequeno "Lucky" trancado num quarto escuro sem qualquer tipo de condição digna o segundo continua a dar-me o retrato do país.
Boa noite e até amanhã, mundo.
Mas que me irrita a sua constante intereferência da sua companheira neste mono-debate, irrita. A RTP deveria ponderar a possobilidade de colocar a Croft digitalizada, sem custos onde assim que o Rebelo de Sousa proferisse a primeira palavra, ela começaria a sorrir de volta diplomáticamente. Pelo menos não teríamos a sensação de interrupção.
Mas hoje, o rapaz até foi buscar duas notas importantes e de gosto à sua congénere. Ena.
É que Domingo é o dia de Carte Blanche e as Escolhas de Marcelo Rebelo de Sousa. Um da África do Sul outro de Portugal. O primeiro, hoje, falava da importância de se responsabilizar a segurança nos comboios aos comboios, ou a forma como a equipa de jornalistas deu de caras com um pequeno "Lucky" trancado num quarto escuro sem qualquer tipo de condição digna o segundo continua a dar-me o retrato do país.
Boa noite e até amanhã, mundo.
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segunda-feira, agosto 22, 2005
Fim deste blog?
Não sei, não quero crer.
Retive-me e os minutos passaram a ser horas e dias.
Não pensei no fim, só afastei
Não penso, não escrevo, não sinto a vontade
As sinapses lá estão, saltitam
Essas que não me dão descanso
Alertas sem sono
E nada pariram
Não me afasto, vegeto cada som
Deliro cada cheiro
Arrepio cada grau variante da escala farenheit
Sinto, sinto tudo muito
Cansei da fase
Renasce outra
Sublime, inalterada
O pólen planta
As fraldas que limitam
O espaço que é preenchido
As necessidades imitam
Todos os enchidos
Sim, estou cheia de nada
Vazia de tudo
Nasce um novo eu
Retive-me e os minutos passaram a ser horas e dias.
Não pensei no fim, só afastei
Não penso, não escrevo, não sinto a vontade
As sinapses lá estão, saltitam
Essas que não me dão descanso
Alertas sem sono
E nada pariram
Não me afasto, vegeto cada som
Deliro cada cheiro
Arrepio cada grau variante da escala farenheit
Sinto, sinto tudo muito
Cansei da fase
Renasce outra
Sublime, inalterada
O pólen planta
As fraldas que limitam
O espaço que é preenchido
As necessidades imitam
Todos os enchidos
Sim, estou cheia de nada
Vazia de tudo
Nasce um novo eu
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segunda-feira, agosto 22, 2005
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quarta-feira, julho 13, 2005
Passada Moçambicana
Passada
Espumante fez-me uma dedicatória pela passagem do primeiro ano como blogard que além de delicioso, requer alguma dissertação apaixonante.
Eu não tenho dois amores, eu tenho um grande amor por África. Na sua dedicatória, Espumante fala da paixão que tenho por Moçambique, o que é verdade. É algo difícil de explicar, vem das entranhas, uma sensação que nem o tal de amor à primeira vista ou o encontro da alma gémea. É assim que adoro esta terra, sim.
A escolha, está feita. Conturbada, controversa (porque serei sempre uma estrangeira no país que escolhi viver), decidida, apaixonada, consciente e até simples. Não foi uma decisão difílcil, nem tão pouco vacilante. Estava pré-decidido. Era o saber que aqui, em Maputo (e reparem que nunca falei da Beira, de Nampula, Quelimane ou Lichinga) residia a terra onde me sinto em casa e onde sinto a pertença. Nunca me senti em casa em Lisboa e no entanto foi a cidade que melhor me acolheu estruturalmente assim como foi a cidade de Lisboa que me ensinou a gostar de uma cidade.
A paixão que tenho por esta terra nasce em 1984 quando fui morar para Lisboa, vinda de uma cidade Sul-Africana, racista e de um colégio duro, disciplinado. Em 1984 parto no avião com um aperto no peito por não saber quando viria a tocar a terra Moçambicana. Foi aí e assim que nasceu esta paixão. Estava a largar de novo a minha terra, a primeira vez foi de Angola. Estranhamente da África do Sul nunca tive essa sensação.
Daí para a frente foi um circular na segunda circular todos os dias a ver a saída para o aeorporto e rolar na minha mente a data e a oportunidade para voltar.
Até voltar e não mais voltar. Porque já voltei, finalmente à terra.
As características específicas que me fazem apaixonar por esta cidade já as mencionei largas vezes em posts anteriores. Mas nunca antes tinha eu sido "lida" desta forma.
Não existe, infelizmente se calhar, quem sabe, a indecisão ou a dualidade. Existem claramente sentimentos para com Portugal que nunca mos serão retirados e que são positivos, mas não fazem casa. Como existem situações extremamente negativas daqui onde moro.
Mas a grande vantagem de um país sobre o outro é precisamente a paixão e essa vai assumidamente para Moçambique.
Agora sejamos realistas. Adorei a cidade de Paris, conseguia viver lá dois anos, e a Inglaterra (já não vivia pela chuva) ou Vienna de Austria, Espanha (que nada me diz e é lindíssimo). Mas gostar e beber estas culturas não fazem delas a minha.
Não, não me identifico com barbaridades aqui cometidas, nem a total falta de condições humanas e estrutura social para o desenvolvimento, mas se calhar identifico-me bem com a força de vontade que este povo tem para ter paz, comida para dar aos filhos e criar. Moçambicanos adoram criar, criar. Sem escola de Belas Artes criam pinturas, esculturas e danças como ninguém. Não existe formação superior mas a sua existência é superior.
E ver esse evoluir é um previlégio único. Por fim Moçambicano procura-se, que nem eu.
Estamos juntos, é "ultimately" a expressão figurativa da realidade.
A ti Pai, o maior responsável pela paixão que tenho por esta terra pela tua própria paixão.
Espumante fez-me uma dedicatória pela passagem do primeiro ano como blogard que além de delicioso, requer alguma dissertação apaixonante.
Eu não tenho dois amores, eu tenho um grande amor por África. Na sua dedicatória, Espumante fala da paixão que tenho por Moçambique, o que é verdade. É algo difícil de explicar, vem das entranhas, uma sensação que nem o tal de amor à primeira vista ou o encontro da alma gémea. É assim que adoro esta terra, sim.
A escolha, está feita. Conturbada, controversa (porque serei sempre uma estrangeira no país que escolhi viver), decidida, apaixonada, consciente e até simples. Não foi uma decisão difílcil, nem tão pouco vacilante. Estava pré-decidido. Era o saber que aqui, em Maputo (e reparem que nunca falei da Beira, de Nampula, Quelimane ou Lichinga) residia a terra onde me sinto em casa e onde sinto a pertença. Nunca me senti em casa em Lisboa e no entanto foi a cidade que melhor me acolheu estruturalmente assim como foi a cidade de Lisboa que me ensinou a gostar de uma cidade.
A paixão que tenho por esta terra nasce em 1984 quando fui morar para Lisboa, vinda de uma cidade Sul-Africana, racista e de um colégio duro, disciplinado. Em 1984 parto no avião com um aperto no peito por não saber quando viria a tocar a terra Moçambicana. Foi aí e assim que nasceu esta paixão. Estava a largar de novo a minha terra, a primeira vez foi de Angola. Estranhamente da África do Sul nunca tive essa sensação.
Daí para a frente foi um circular na segunda circular todos os dias a ver a saída para o aeorporto e rolar na minha mente a data e a oportunidade para voltar.
Até voltar e não mais voltar. Porque já voltei, finalmente à terra.
As características específicas que me fazem apaixonar por esta cidade já as mencionei largas vezes em posts anteriores. Mas nunca antes tinha eu sido "lida" desta forma.
Não existe, infelizmente se calhar, quem sabe, a indecisão ou a dualidade. Existem claramente sentimentos para com Portugal que nunca mos serão retirados e que são positivos, mas não fazem casa. Como existem situações extremamente negativas daqui onde moro.
Mas a grande vantagem de um país sobre o outro é precisamente a paixão e essa vai assumidamente para Moçambique.
Agora sejamos realistas. Adorei a cidade de Paris, conseguia viver lá dois anos, e a Inglaterra (já não vivia pela chuva) ou Vienna de Austria, Espanha (que nada me diz e é lindíssimo). Mas gostar e beber estas culturas não fazem delas a minha.
Não, não me identifico com barbaridades aqui cometidas, nem a total falta de condições humanas e estrutura social para o desenvolvimento, mas se calhar identifico-me bem com a força de vontade que este povo tem para ter paz, comida para dar aos filhos e criar. Moçambicanos adoram criar, criar. Sem escola de Belas Artes criam pinturas, esculturas e danças como ninguém. Não existe formação superior mas a sua existência é superior.
E ver esse evoluir é um previlégio único. Por fim Moçambicano procura-se, que nem eu.
Estamos juntos, é "ultimately" a expressão figurativa da realidade.
A ti Pai, o maior responsável pela paixão que tenho por esta terra pela tua própria paixão.
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quarta-feira, julho 13, 2005
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F1 e o Lido
Tive o grande previlégio de conseguir descansar 4 dias, em Paris e com um programa rico, cheio e iluminado!
Vamos pelas prioridades:
Lido pela cultura
O espectáculo do Lido é fenomenal no que concerne a coreografia, a teatrilidade, a variedade, a riqueza do guarda-fato, a produção e as maminhas que por ali andam a saltitar. Tive sempre a ideia de que estes cabarets se faziam respeitar por peitaças fartas mas enganei-me, são peitinhos para todos conseguirmos dançar e cantar e quiça não fazer perder a cabeça aos euros que se pagam pelo show. O temo do show que vi foi a "India" o que valeu à casa ocupar quase a zona do palco toda com indianos. O que não gostei foi a voz da cantora principal, nada de special.
Paris pela beleza
O seu conjunto, desde a luz nocturna aos verdadeiros monumentos esculturais, faz daquela cidade um respirar secular de história. Eu ía perguntando pelo Bonaparte e houve mesmo assim um boer no nosso grupo com uma alta posição que me perguntou "mas quem é esse afinal que estás sempre a perguntar por ele?" - No comments porque eu sei quem foi Luis Trichard e não nasci na África do Sul. Adiante. Paris per si é uma cidade cuja beleza todos deviam ter a oportunidade de beber. Conheço um pouco de França (outras cidades) e a comparação que posso fazer recai sobre as casas que têm aquele formato arquitectónico de Bonaparte. É a terra onde nasce os direitos humanos e isso sente-se em cada passeio.
O Louvre pela sua arte
Cansei os meus pés e a minha beleza. Transformei-me num monstro seco de cultura e que engoliu tudo o que podia humanamente podia ter engolido. Tive uma manhã apenas para ver este local e primeiro que tudo pasmei ante o edifício em si. É fenomenal (que nem as pirâmides do Egipto) ver o palácio. E depois tem tanta arte, tanta arte que fiquei enjoada. Procureo por todo o lado origem da sua construção, no local não encontrei e enviei um sms ai meu Pai e que me responde prontamente que "O Louvre é o maior museu do Mundo, seu responsável foi o Pierre Lescot e que Catarina de Medici também participou nos alçados etc e que levou 200 e tal anos a ser construído". Ato que aconteceu à saída do Louvre, estavamos todos dentro do BUS e por causa deste pequeno pormenor nasceu uma ideia muito interessante em termos de produto "Ask Macuácua" onde as pessoas mandam um sms a fazer uma pergunta cultural sobre algo e Macuácua responde pela mesma via.
A Dama de Ferro
Creeeeeedo. Massive structures. Cruuuuuzes. Nem deu para subir que aquilo parecia a praia de costa da caparica, onde não tem sequer o espaço para o pic-nic. Fotografei o Eiffel. Até porque este rapaz tem aqui em Moçambique uma "Casa de ferro" entre outras obras e é verdadeiramente internacional. Do Eiffel gostei de ver a pequenina e fofa estátua da liberdade em ponto pequeno no meio do rio.
Notre Damme, Jantar no "Marina" pelo rio e o Minsitério das Finanças e as Pontes pintadas a ouro.
Algumas obras vi do barco enquanto se jantava. Fiquei um pouco impressionada com o ministério das Finanças (um mundo) e delirei com Notre-Dame. Os opostos. O Palais de Chaillot, enquanto se casava um Ninpónica com um Franciu fez-me parar um pouco.
Champes Elysées
err...pois. Pelo turismo. Além das lojas para se gastar dinheiro a sério, prima pelo Arc de Triumph e as árvores cortadas em quadrados. É uma avenida muito interessante e seriamente movimentada, com paralelipípedo no rotunda. Que nem o Rossio de Lisboa onde as pastelarias não valem os euros que lá se gastam, falamos de comida é claro. Fizemos a pé.
Metro
O metro de Lisboa é bem mais artístico, claro que não vi grandes estações, acredito até que tenham algumas trabalhadas, mas aí Lisboa ganhas aos pontos. Parece o de Madrid, velhos meio underground mas muito limpinho.
Expresso de Madrugada
No dia da F1, apanhamos um comboio específico para a F1 e foi uma viagem de 200kms tipo Agatha Christie com direito a refeição e tudo. O que deu para ver um pouco da cidade e fora dela. Não foi TGV fomos num meio antigo tirado dum filme.
Bosque de Bologne e o Pigalle
Pois. É por é claro. Ver homens vestidos de lingerie com perucas loiras fez-me lembrar o filme do psiquiatra que matava as suas pacientes. Psycho? Não entrei nem fui a lojas de sexo mas presumo que ficaria meio embasbacada com a minha profunda falta de conhecimento destes apetrechos avançados.
Ponte Alexandre III
Se se for a Paris é obrigatório ver esta ponte pintada a ouro!!!Que luxo meu deus.
Museu dos Inválidos, Versailles, Printemps , infelizmente não consegui entrar, só de fora mas fiquei com a água na boca. Claro.
A F1É preciso dizer que na vida uma vez vale a pena ir ver um espectáculo destes, mas apenas uma vez. É assim, o impressionante são as máquinas poderosas, o barulho e o dinheiro que faz mecher aquele mundo (que costumo ver na TV e vou continuar), só de helicópteros dava para criar uma força aérea combativa de máquinas de filmar. Tivemos acesso VIP, com almoço e duas bancadas, sendo uma na pole position. Resultado? Bebi 4 garrafas de água e ía ficando surda, mesmo com os audio-buffers. Agora que já vi e sei que não estarei nas boxes a falar com o Monteiro, prefiro ver no conforto da minha sala. Além da F1 vimos uma corrida de Porches que gostei muito e a GP2 com direito a 3 acidentes.
O regresso ficou marcado por um acidente na autoestrada que provocou uma bicha de 20kms e tivemos que andar pelos suburbs o que foi ótimo para se conhecer a realidade fora dos Champs Elysées, uma cagada de pombo mesmo à entrada do Charles de Gaule (este aeroporto está obsoleto) e uma gripe de caixão à cova que me obrigou a ficar de cama dois dias.
VIVE LA FRANCE!!
Vamos pelas prioridades:
Lido pela cultura
O espectáculo do Lido é fenomenal no que concerne a coreografia, a teatrilidade, a variedade, a riqueza do guarda-fato, a produção e as maminhas que por ali andam a saltitar. Tive sempre a ideia de que estes cabarets se faziam respeitar por peitaças fartas mas enganei-me, são peitinhos para todos conseguirmos dançar e cantar e quiça não fazer perder a cabeça aos euros que se pagam pelo show. O temo do show que vi foi a "India" o que valeu à casa ocupar quase a zona do palco toda com indianos. O que não gostei foi a voz da cantora principal, nada de special.
Paris pela beleza
O seu conjunto, desde a luz nocturna aos verdadeiros monumentos esculturais, faz daquela cidade um respirar secular de história. Eu ía perguntando pelo Bonaparte e houve mesmo assim um boer no nosso grupo com uma alta posição que me perguntou "mas quem é esse afinal que estás sempre a perguntar por ele?" - No comments porque eu sei quem foi Luis Trichard e não nasci na África do Sul. Adiante. Paris per si é uma cidade cuja beleza todos deviam ter a oportunidade de beber. Conheço um pouco de França (outras cidades) e a comparação que posso fazer recai sobre as casas que têm aquele formato arquitectónico de Bonaparte. É a terra onde nasce os direitos humanos e isso sente-se em cada passeio.
O Louvre pela sua arte
Cansei os meus pés e a minha beleza. Transformei-me num monstro seco de cultura e que engoliu tudo o que podia humanamente podia ter engolido. Tive uma manhã apenas para ver este local e primeiro que tudo pasmei ante o edifício em si. É fenomenal (que nem as pirâmides do Egipto) ver o palácio. E depois tem tanta arte, tanta arte que fiquei enjoada. Procureo por todo o lado origem da sua construção, no local não encontrei e enviei um sms ai meu Pai e que me responde prontamente que "O Louvre é o maior museu do Mundo, seu responsável foi o Pierre Lescot e que Catarina de Medici também participou nos alçados etc e que levou 200 e tal anos a ser construído". Ato que aconteceu à saída do Louvre, estavamos todos dentro do BUS e por causa deste pequeno pormenor nasceu uma ideia muito interessante em termos de produto "Ask Macuácua" onde as pessoas mandam um sms a fazer uma pergunta cultural sobre algo e Macuácua responde pela mesma via.
A Dama de Ferro
Creeeeeedo. Massive structures. Cruuuuuzes. Nem deu para subir que aquilo parecia a praia de costa da caparica, onde não tem sequer o espaço para o pic-nic. Fotografei o Eiffel. Até porque este rapaz tem aqui em Moçambique uma "Casa de ferro" entre outras obras e é verdadeiramente internacional. Do Eiffel gostei de ver a pequenina e fofa estátua da liberdade em ponto pequeno no meio do rio.
Notre Damme, Jantar no "Marina" pelo rio e o Minsitério das Finanças e as Pontes pintadas a ouro.
Algumas obras vi do barco enquanto se jantava. Fiquei um pouco impressionada com o ministério das Finanças (um mundo) e delirei com Notre-Dame. Os opostos. O Palais de Chaillot, enquanto se casava um Ninpónica com um Franciu fez-me parar um pouco.
Champes Elysées
err...pois. Pelo turismo. Além das lojas para se gastar dinheiro a sério, prima pelo Arc de Triumph e as árvores cortadas em quadrados. É uma avenida muito interessante e seriamente movimentada, com paralelipípedo no rotunda. Que nem o Rossio de Lisboa onde as pastelarias não valem os euros que lá se gastam, falamos de comida é claro. Fizemos a pé.
Metro
O metro de Lisboa é bem mais artístico, claro que não vi grandes estações, acredito até que tenham algumas trabalhadas, mas aí Lisboa ganhas aos pontos. Parece o de Madrid, velhos meio underground mas muito limpinho.
Expresso de Madrugada
No dia da F1, apanhamos um comboio específico para a F1 e foi uma viagem de 200kms tipo Agatha Christie com direito a refeição e tudo. O que deu para ver um pouco da cidade e fora dela. Não foi TGV fomos num meio antigo tirado dum filme.
Bosque de Bologne e o Pigalle
Pois. É por é claro. Ver homens vestidos de lingerie com perucas loiras fez-me lembrar o filme do psiquiatra que matava as suas pacientes. Psycho? Não entrei nem fui a lojas de sexo mas presumo que ficaria meio embasbacada com a minha profunda falta de conhecimento destes apetrechos avançados.
Ponte Alexandre III
Se se for a Paris é obrigatório ver esta ponte pintada a ouro!!!Que luxo meu deus.
Museu dos Inválidos, Versailles, Printemps , infelizmente não consegui entrar, só de fora mas fiquei com a água na boca. Claro.
A F1É preciso dizer que na vida uma vez vale a pena ir ver um espectáculo destes, mas apenas uma vez. É assim, o impressionante são as máquinas poderosas, o barulho e o dinheiro que faz mecher aquele mundo (que costumo ver na TV e vou continuar), só de helicópteros dava para criar uma força aérea combativa de máquinas de filmar. Tivemos acesso VIP, com almoço e duas bancadas, sendo uma na pole position. Resultado? Bebi 4 garrafas de água e ía ficando surda, mesmo com os audio-buffers. Agora que já vi e sei que não estarei nas boxes a falar com o Monteiro, prefiro ver no conforto da minha sala. Além da F1 vimos uma corrida de Porches que gostei muito e a GP2 com direito a 3 acidentes.
O regresso ficou marcado por um acidente na autoestrada que provocou uma bicha de 20kms e tivemos que andar pelos suburbs o que foi ótimo para se conhecer a realidade fora dos Champs Elysées, uma cagada de pombo mesmo à entrada do Charles de Gaule (este aeroporto está obsoleto) e uma gripe de caixão à cova que me obrigou a ficar de cama dois dias.
VIVE LA FRANCE!!
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terça-feira, julho 12, 2005
"O problema do teu blog, é que lhe dás pouco de mamar"
Sempre temos uma desculpa plausível para não darmos de mamar a este espaço, sei também que este é de facto aquele espaço onde eu não tenho nem sinto a obrigação. Apenas a vontade, o que é além de libertador mas também gratificante, pelas razões o faço.
Tudo o resto na minha vida tem um "quê" de regra, de sociedade que torna todas as acções um pouco influenciadas.
Aqui é o espaço onde, não como uma reflexão do que sou ou penso, mas o escorrer livre do que me vai na tola e no momento em que vai.
Este blog faz anos, um ano de vida e é que nem a mudança de país e vida. O primeiro ano de adaptação vai-nos dizer e provavelmente ditar o continuar.
No blog, essa regra muda um pouco, porque quer eu escreva, quer não, quer eu interrompa ou re-inicie, há sempre o espaço, disponível para aquilo a que me propus fazer aqui.
Tenho estranhamente a mesma sensação com a minha empresa. Por ser minha e porque decido o que fazer com ela. Creio por isso ser uma previligiada e também "ultimately" a responsável pelo seu decurso e resultado.
Talvez por esta razão me dê tanto prazer ter este espaço. Ele não existe pela competição, não existe para provar nada, não existe por necessidade, apenas e tal qual a minha vida - existe.
E a sua existência tem acalmado um pouco a ânsia de algo escrever para dar aos outros, para partilhar as experiências. Tem também permitido controle de níveis menos felizes ou mais perturbados e de condições que me fogem por completo ao controlo.
É assim que este blog clama o seu pequeno território e declama as suas palavras.
Tudo o resto na minha vida tem um "quê" de regra, de sociedade que torna todas as acções um pouco influenciadas.
Aqui é o espaço onde, não como uma reflexão do que sou ou penso, mas o escorrer livre do que me vai na tola e no momento em que vai.
Este blog faz anos, um ano de vida e é que nem a mudança de país e vida. O primeiro ano de adaptação vai-nos dizer e provavelmente ditar o continuar.
No blog, essa regra muda um pouco, porque quer eu escreva, quer não, quer eu interrompa ou re-inicie, há sempre o espaço, disponível para aquilo a que me propus fazer aqui.
Tenho estranhamente a mesma sensação com a minha empresa. Por ser minha e porque decido o que fazer com ela. Creio por isso ser uma previligiada e também "ultimately" a responsável pelo seu decurso e resultado.
Talvez por esta razão me dê tanto prazer ter este espaço. Ele não existe pela competição, não existe para provar nada, não existe por necessidade, apenas e tal qual a minha vida - existe.
E a sua existência tem acalmado um pouco a ânsia de algo escrever para dar aos outros, para partilhar as experiências. Tem também permitido controle de níveis menos felizes ou mais perturbados e de condições que me fogem por completo ao controlo.
É assim que este blog clama o seu pequeno território e declama as suas palavras.
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terça-feira, julho 12, 2005
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quarta-feira, junho 29, 2005
Quando as mulheres gostam de carros!
Eu tenho um pai que me passou um certo bichinho - o gosto pelas máquinas, velozes, monstras, clássicas, práticas, com design ou simplesmente "verdes".
Falo-vos de carros, qualquer espécie e tipo. A minha paixão vai desde o mini reboliço, nervoso ao Porsche como o carro agressivo de cidade, ou o impossível Diablo e o lindíssimo Jaguar. E mesmo assim conseguir encontrar pontos positivos num AX Citroen 1000.
O meu pai, é o declarado culpado desta situação, sem regresso. Ainda hoje fui ter com um amigo meu só para sentir (nunca dizemos experimentar certo) um FTO da Mistubishi, com jantes daquelas que parece que o pneu toca no chão, tipo 17'' x 7. E o carro tem uma boa performance.
A culpa que o meu pai tem, começa no início, quando ele achou que me devia ensinar a conduzir, ainda nem chegava aos pedais, no autódromo de Maputo. Ambiente de "racing". Ele dava a primeira volta para "mostrar" como é que se faz e depois era a vez dos filhos. Foi aqui que aprendi depressa o que é um travão e o que é uma embraiagem.
Há filmes que vejo só por causa das bombas, os Mustangs, os Cadilacs ou o Ford.
Tenho assumidamente uma paixãozita por automóveis, para não dizer GRANDE.
Não esquecerei o momento em que o senhor meu pai me entrega um carro para a mão pela primeira vez, um VW Passat e no final da volta por Cascais me diz "Filha, tu conduzes bem mas tens o pé pesado"! O filho deste meu pai, saiu piloto de aviões. E mais não digo, mas se o Dakar tivesse saído de Lisboa há uns anitos, não sei não. Nem que fosse como limpa rodas, lá estaria.
Foi no aprender algumas coisitas que percebo que na estrada existe muita condução sem qualquer noção física e o desconhecimento básico mecânico do carro. É um curso que deveria ser obrigatório, pelo menos na base.
O calhambeque, o clássico, o desportivo, o citadino, o 4x4 eles há para todos os gostos. A escolha é para mim tão difícil, que havendo a disponibilidade financeira teria alguns, tipo um para cada dia da semana. Mas estes descartáveis são ainda hoje caros. E os que gosto excessivamente caros. Fora as brincadeiras que podemos fazer com as transformações num carocha.
Surgiu-me a oportunidade de ir viver a fórmula 1 a França e vou arrancar amanhã, numas férias de 4 dias (algo que não sei bem o que é há uns anitos) e dentro de todo um programa cultural desta cidade da luz que nos apaixona estou decididamente ansiosa por ir ver os Porches a rebentarem com os escapes e girar a cabeça, umas setenta e tal vezes da direita para a esquerda, com um barulho ensurdecedor e gozer um momento ímpar.
Não tenham pena de mim, a canseira aguenta-se que ainda são umas longas horas de vôo, mas recheado de emoção.
Tudo culpa tua pai!
Falo-vos de carros, qualquer espécie e tipo. A minha paixão vai desde o mini reboliço, nervoso ao Porsche como o carro agressivo de cidade, ou o impossível Diablo e o lindíssimo Jaguar. E mesmo assim conseguir encontrar pontos positivos num AX Citroen 1000.
O meu pai, é o declarado culpado desta situação, sem regresso. Ainda hoje fui ter com um amigo meu só para sentir (nunca dizemos experimentar certo) um FTO da Mistubishi, com jantes daquelas que parece que o pneu toca no chão, tipo 17'' x 7. E o carro tem uma boa performance.
A culpa que o meu pai tem, começa no início, quando ele achou que me devia ensinar a conduzir, ainda nem chegava aos pedais, no autódromo de Maputo. Ambiente de "racing". Ele dava a primeira volta para "mostrar" como é que se faz e depois era a vez dos filhos. Foi aqui que aprendi depressa o que é um travão e o que é uma embraiagem.
Há filmes que vejo só por causa das bombas, os Mustangs, os Cadilacs ou o Ford.
Tenho assumidamente uma paixãozita por automóveis, para não dizer GRANDE.
Não esquecerei o momento em que o senhor meu pai me entrega um carro para a mão pela primeira vez, um VW Passat e no final da volta por Cascais me diz "Filha, tu conduzes bem mas tens o pé pesado"! O filho deste meu pai, saiu piloto de aviões. E mais não digo, mas se o Dakar tivesse saído de Lisboa há uns anitos, não sei não. Nem que fosse como limpa rodas, lá estaria.
Foi no aprender algumas coisitas que percebo que na estrada existe muita condução sem qualquer noção física e o desconhecimento básico mecânico do carro. É um curso que deveria ser obrigatório, pelo menos na base.
O calhambeque, o clássico, o desportivo, o citadino, o 4x4 eles há para todos os gostos. A escolha é para mim tão difícil, que havendo a disponibilidade financeira teria alguns, tipo um para cada dia da semana. Mas estes descartáveis são ainda hoje caros. E os que gosto excessivamente caros. Fora as brincadeiras que podemos fazer com as transformações num carocha.
Surgiu-me a oportunidade de ir viver a fórmula 1 a França e vou arrancar amanhã, numas férias de 4 dias (algo que não sei bem o que é há uns anitos) e dentro de todo um programa cultural desta cidade da luz que nos apaixona estou decididamente ansiosa por ir ver os Porches a rebentarem com os escapes e girar a cabeça, umas setenta e tal vezes da direita para a esquerda, com um barulho ensurdecedor e gozer um momento ímpar.
Não tenham pena de mim, a canseira aguenta-se que ainda são umas longas horas de vôo, mas recheado de emoção.
Tudo culpa tua pai!
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quarta-feira, junho 29, 2005
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segunda-feira, junho 27, 2005
Bandeira do sporting/benfica de moçambique
Apareceu por cá numa revista a fotografia de adeptos de um de outro club, bandeiras dos clubes com a bandeira de Moçambique. Grandes panos a verde e vermelho com dizeres "eu sou do sporting e sou de moçambique".
Eu já tinha falado no buzinão que por aqui se fez ouvir nos jogos finais, mas terem ido aí a Lisboa bandeiras feitas à medida, essa eu não tinha visto.
Eu já tinha falado no buzinão que por aqui se fez ouvir nos jogos finais, mas terem ido aí a Lisboa bandeiras feitas à medida, essa eu não tinha visto.
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segunda-feira, junho 27, 2005
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quarta-feira, junho 22, 2005
Racismo, na realidade não existe
Não tenho hoje, depois de ter conhecido vários povos, várias culturas, vários países que o racismo na sua génese é fruto de um cinismo conveniente, especulativo e acima de tudo uma arrogância cultural com base no próprio sub-desenvolvimento, manipulado pelo desenvolvimento e com benefícios menos generalistas.
Eu para conseguir conceber ser racista de uma outra raça terei que admitir que terei a mesma atitude perante características da minha própria raça.
Senão vejamos, o que nos torna racistas não pode ser a cor de uma pele, porque a cor não faz nada a ninguém. Não provoca nenhuma reacção. É claro baseada em carcaterísticas sociais e culturais.
É a pura exploração dos menos informados.
Tenho para mim que a política veio criar distorções no seio dos humanos. O lado da política que nunca foi abordado.
É como justificarmos até à medula porque é que uma pessoa assasinou alguém, invariavelmente com origens em infâncias menos equilibradas, violência doméstica, alcolémia, famílias desenraizadas, ou simplesmente tem tendências para...etc. Mas o certo é que essa pessoa matou outra (s) e toda a sua justificação não retira o ato cometido.
A política forneceu campo para que todos tenhamos a capacidade de ser cinicos com aceitação resignativa dos seus atos. Racismo idem.
Eu juro que tento manter as minha divagações curtas e recheadas, mas há assuntos em que não dá e corremos o risco.
Eu para conseguir conceber ser racista de uma outra raça terei que admitir que terei a mesma atitude perante características da minha própria raça.
Senão vejamos, o que nos torna racistas não pode ser a cor de uma pele, porque a cor não faz nada a ninguém. Não provoca nenhuma reacção. É claro baseada em carcaterísticas sociais e culturais.
É a pura exploração dos menos informados.
Tenho para mim que a política veio criar distorções no seio dos humanos. O lado da política que nunca foi abordado.
É como justificarmos até à medula porque é que uma pessoa assasinou alguém, invariavelmente com origens em infâncias menos equilibradas, violência doméstica, alcolémia, famílias desenraizadas, ou simplesmente tem tendências para...etc. Mas o certo é que essa pessoa matou outra (s) e toda a sua justificação não retira o ato cometido.
A política forneceu campo para que todos tenhamos a capacidade de ser cinicos com aceitação resignativa dos seus atos. Racismo idem.
Eu juro que tento manter as minha divagações curtas e recheadas, mas há assuntos em que não dá e corremos o risco.
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quarta-feira, junho 22, 2005
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terça-feira, junho 21, 2005
Independência
Nunca mais me esqueço do dia em que fiz 18 anos e nesse mesmo dia, virei-me para a minha mãe e disse "hoje sou oficialmente independente". Mal sabia eu que a independência tinha tantos contornos e tantas fases.
Nevertheless, foi um dia marcante, um dia de muita importância para mim.
Moçambique já se prepara para comemorar a sua independência e só posso imaginar os arrepios, o encher do coração, o sopro de liberdade que nesse dia, há 30 anos foi sentido por milhões de pessoas.
Não leiam estas palavras no sentido politico. Não porque não interessa, apenas porque desejo abordar esta questão por si só.
Aquele momento em que se levanta a bandeira da República Popular de Moçambique, ao ver as imagens de então apercebo-me que foi sentido exactamente o que eu senti, numa dimensão diferente - é claro.
Da janela do meu escritório vejo os preparativos e consigo fazer um filme inteiro, com as pessoas hoje aqui envolvidas nestas comemorações, a relevância da parada e das cores.
Numa altura em que a bandeira de Moçambique se prepara para alterar, é com grande prazer que vivo este momento em Moçambique junto de Moçambicanos e Portugueses que por cá ficaram e outros estrangeiros que cá vivem.
A 25 de Junho de 1975, Samora Moisés Machel proclama a independência deste país tão jovem e tão antigo.
Explico, a 10 de Julho faz anos a mãe do Marcelino dos Santos e ao completar 100 anos (sim um século inteiro), atira-nos com aquele olhar doce que tem, lúcida onde o físico começa a trair, a existência deste país muito além dos 30 anos.
Moçambique está muito diferente, nota-se na apresentação dos pivos da TVM, das lojas, da imensa cultura que por aqui se vai manifestando e cada dia que passa, vai aumentando promovendo e confirmando a paz.
Moçambique é um país muito especial por muitas razões, não consigo deixar de sentir aquele arrepio que eu própria senti quando atingi a maioridade ao ver a sua celebração.
A todos os que a esta terra pertençam naturalmente ou não, os meus parabéns!
Nevertheless, foi um dia marcante, um dia de muita importância para mim.
Moçambique já se prepara para comemorar a sua independência e só posso imaginar os arrepios, o encher do coração, o sopro de liberdade que nesse dia, há 30 anos foi sentido por milhões de pessoas.
Não leiam estas palavras no sentido politico. Não porque não interessa, apenas porque desejo abordar esta questão por si só.
Aquele momento em que se levanta a bandeira da República Popular de Moçambique, ao ver as imagens de então apercebo-me que foi sentido exactamente o que eu senti, numa dimensão diferente - é claro.
Da janela do meu escritório vejo os preparativos e consigo fazer um filme inteiro, com as pessoas hoje aqui envolvidas nestas comemorações, a relevância da parada e das cores.
Numa altura em que a bandeira de Moçambique se prepara para alterar, é com grande prazer que vivo este momento em Moçambique junto de Moçambicanos e Portugueses que por cá ficaram e outros estrangeiros que cá vivem.
A 25 de Junho de 1975, Samora Moisés Machel proclama a independência deste país tão jovem e tão antigo.
Explico, a 10 de Julho faz anos a mãe do Marcelino dos Santos e ao completar 100 anos (sim um século inteiro), atira-nos com aquele olhar doce que tem, lúcida onde o físico começa a trair, a existência deste país muito além dos 30 anos.
Moçambique está muito diferente, nota-se na apresentação dos pivos da TVM, das lojas, da imensa cultura que por aqui se vai manifestando e cada dia que passa, vai aumentando promovendo e confirmando a paz.
Moçambique é um país muito especial por muitas razões, não consigo deixar de sentir aquele arrepio que eu própria senti quando atingi a maioridade ao ver a sua celebração.
A todos os que a esta terra pertençam naturalmente ou não, os meus parabéns!
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terça-feira, junho 21, 2005
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Carlos Queiroz
Esteve ontem no nautilus a tomar um café (não podendo confirmar se era café ou não porque não vi), amena cavaqueira com o melhor treinador de outros tempos de Moçambique e foi interessante ver que o rapaz, é interessante. Assim tão perto, dado que quando o via aí em Lisboa era só na TV.
Essa é uma das características desta cidade, está tudo mais perto uns dos outros.
E digo isto depois de ter ouvido o Marcelo Rebelo de Sousa nas suas escolhas com a seguinte afirmação "Portugal é por si só muito pouco integracionista".
Essa é uma das características desta cidade, está tudo mais perto uns dos outros.
E digo isto depois de ter ouvido o Marcelo Rebelo de Sousa nas suas escolhas com a seguinte afirmação "Portugal é por si só muito pouco integracionista".
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terça-feira, junho 21, 2005
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segunda-feira, junho 20, 2005
Preto ou negro
Estudei artes gráficas e sou na essência de África,a minha confusão começa aqui.
Negro foi sempre aquela "cor" definida com uma carga dramática impressionante, própria para encaixar vazios ou completar contrastes, acumulação de todas as cores.
Preto é uma palavra carregada de insulto e históricamente utilizada para se referir a aquelas pessoas menos brancas com uma carga de "insulto".
No entanto pessoas com a cor preta ou negra, na realidade conheço muito poucos, mais lá para o centro de África tudo o resto é um castanho mais claro ou menos escuro.
Na realidade estas pessoas não são nem negras nem pretas, no seu verdadeiro sentido da palavra, são de facto castanhas.
Branco, é aquela cor que reflete, ausente de qualquer outra cor e que também é utilizada para o contraste e emprestar espaços e atribuir uma variação de uma qualquer outra cor.
Mas não existe outra cor para definir as pessoas brancas e no entanto elas também não são brancas como o branco que conhecemos e nos é ensinado nas escolas. Podem ir do cor de rosa a uma total ausência de cor ou pigmentação e passando pelos castanhos mais claros.
Eu pessoalmente tenho alguma dificuldade em chamar as pessoas menos brancas de negros porque esta palavra para mim é carregada de maior negativismo do que o preto.
Então em que é que ficamos, porque dizer que uma pessoa é branca e chamá-la de Europeu é um erro, existe pretos ou negros da Europa. Dizer que um Africano pressuponha que seja preto ou negro é também um erro porque existe brancos de África.
No caso dos Asiáticos é diferente, são amarelos. Aqui também há erro porque o amarelo que eu conheço das cores nada tem a haver com o amarelo que resolvemos considerar aos Asiáticos. De novo a variação do castanho mais claro, menos claro.
Não falarei das migrações porque aqui e até à data parece que viemos todos de África, segundo a comunidade científca e histórica da humanidade.
Também sabemos que as características de uns de outros resultam de acordo com as adaptações climatéricas. Se o frio desenvolveu mais uns que outros, dá isso direito aos mais desenvolvidos terem a atitude menos desenvolvida em relação aos que não se desenvolveram?
Há claramente aqui um equívoco de postura perante toda esta confusão de cores. É que amarelo é amarelo e cor de vinho é cor de vinho. Tal como a matemática não podemos andar aqui a chamar cores a cores que não o são.
O lado social da questão, qualquer psicólogo vos dirá que assim é. Atribuímos sentidos e significados às cores de acordo com a experiência de cada um, mas as cores não mudam na sua génese.
Andamos é todos aqui um pouco, se calhar sem problemas de fundo de sobrevivência e resolvemos por isso arranjar confusão com as cores. E que confusão isto virou de facto.
A definição: preto é o branco e que vai progressivamente ficando menos branco à medida que se vai aumentando a percentagem do preto, no branco. Tanto o preto como o branco na tela só servem para escurecer ou aclarar a cor de base que se está a utilizar. Se utilizamos o amarelo e queremos dar uma variante do próprio amarelo então utilizamos o branco ou preto, nunca outra cor porque aí alteramos o amarelo.
Sugiro que em vez de andarmos aqui a chamar as pessoas pela sua cor, passemos a chamar pela sua espécie (mamífero etc) que dá menos confusão e não provoca confusão pelo menos em pessoas como eu que trabalho com cores.
E basta ler jornais para ver a confusão, uns chamam de negro outro de pretos, uns de brancos outros de Europeus. Tão a ver a confusão?
Um ladrão pode ter qualquer cor.
Um assasino pode ter qualquer cor.
Um cientista pode ter qualquer cor.
No fundo o que varia de facto são as experiências de cada um, a formação de cada um, e a tal de alma que ninguém conseguiu ainda explicar como deve ser e por fim o carácter, o DNA que recebemos dos nossos pais, os nossos pais dos nossos avós e por aí fora.
Vamos tentar não misturar a política mas que não seja criada a ideia de que o que é "branco" está certo e o que é "preto" está errado. Isso é que não funciona por razões claras, é tudo humano. Até porque a nossa história já nos provou que não é bem assim que devemos funcionar.
Este texto foi inspirado após ter visto durante um zapping normal no programa do Jerry Springer show o seguinte título: Racist Mom's
Negro foi sempre aquela "cor" definida com uma carga dramática impressionante, própria para encaixar vazios ou completar contrastes, acumulação de todas as cores.
Preto é uma palavra carregada de insulto e históricamente utilizada para se referir a aquelas pessoas menos brancas com uma carga de "insulto".
No entanto pessoas com a cor preta ou negra, na realidade conheço muito poucos, mais lá para o centro de África tudo o resto é um castanho mais claro ou menos escuro.
Na realidade estas pessoas não são nem negras nem pretas, no seu verdadeiro sentido da palavra, são de facto castanhas.
Branco, é aquela cor que reflete, ausente de qualquer outra cor e que também é utilizada para o contraste e emprestar espaços e atribuir uma variação de uma qualquer outra cor.
Mas não existe outra cor para definir as pessoas brancas e no entanto elas também não são brancas como o branco que conhecemos e nos é ensinado nas escolas. Podem ir do cor de rosa a uma total ausência de cor ou pigmentação e passando pelos castanhos mais claros.
Eu pessoalmente tenho alguma dificuldade em chamar as pessoas menos brancas de negros porque esta palavra para mim é carregada de maior negativismo do que o preto.
Então em que é que ficamos, porque dizer que uma pessoa é branca e chamá-la de Europeu é um erro, existe pretos ou negros da Europa. Dizer que um Africano pressuponha que seja preto ou negro é também um erro porque existe brancos de África.
No caso dos Asiáticos é diferente, são amarelos. Aqui também há erro porque o amarelo que eu conheço das cores nada tem a haver com o amarelo que resolvemos considerar aos Asiáticos. De novo a variação do castanho mais claro, menos claro.
Não falarei das migrações porque aqui e até à data parece que viemos todos de África, segundo a comunidade científca e histórica da humanidade.
Também sabemos que as características de uns de outros resultam de acordo com as adaptações climatéricas. Se o frio desenvolveu mais uns que outros, dá isso direito aos mais desenvolvidos terem a atitude menos desenvolvida em relação aos que não se desenvolveram?
Há claramente aqui um equívoco de postura perante toda esta confusão de cores. É que amarelo é amarelo e cor de vinho é cor de vinho. Tal como a matemática não podemos andar aqui a chamar cores a cores que não o são.
O lado social da questão, qualquer psicólogo vos dirá que assim é. Atribuímos sentidos e significados às cores de acordo com a experiência de cada um, mas as cores não mudam na sua génese.
Andamos é todos aqui um pouco, se calhar sem problemas de fundo de sobrevivência e resolvemos por isso arranjar confusão com as cores. E que confusão isto virou de facto.
A definição: preto é o branco e que vai progressivamente ficando menos branco à medida que se vai aumentando a percentagem do preto, no branco. Tanto o preto como o branco na tela só servem para escurecer ou aclarar a cor de base que se está a utilizar. Se utilizamos o amarelo e queremos dar uma variante do próprio amarelo então utilizamos o branco ou preto, nunca outra cor porque aí alteramos o amarelo.
Sugiro que em vez de andarmos aqui a chamar as pessoas pela sua cor, passemos a chamar pela sua espécie (mamífero etc) que dá menos confusão e não provoca confusão pelo menos em pessoas como eu que trabalho com cores.
E basta ler jornais para ver a confusão, uns chamam de negro outro de pretos, uns de brancos outros de Europeus. Tão a ver a confusão?
Um ladrão pode ter qualquer cor.
Um assasino pode ter qualquer cor.
Um cientista pode ter qualquer cor.
No fundo o que varia de facto são as experiências de cada um, a formação de cada um, e a tal de alma que ninguém conseguiu ainda explicar como deve ser e por fim o carácter, o DNA que recebemos dos nossos pais, os nossos pais dos nossos avós e por aí fora.
Vamos tentar não misturar a política mas que não seja criada a ideia de que o que é "branco" está certo e o que é "preto" está errado. Isso é que não funciona por razões claras, é tudo humano. Até porque a nossa história já nos provou que não é bem assim que devemos funcionar.
Este texto foi inspirado após ter visto durante um zapping normal no programa do Jerry Springer show o seguinte título: Racist Mom's
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segunda-feira, junho 20, 2005
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domingo, junho 19, 2005
Packard 1938 e as Harleys de Maputo
Costumamos ficar sempre em dois guesthouses quando vamos a nelspruit. Os hotéis deixaram de ter aquele atendimento personalizado, e é comum ver-se hoje num qualquer hotel, desde que não seja 5 strelas o seguinte:
"Ice, on the 2º floor, get it yourself".
E este fim de semana, ficámos num que tem uma vista fenomenal de Nelspruit, um atendimento doce "Passada, I have already put the heater on for you" e estava estacionado lá um clássico: Packard totalmente reconstruído, preto de 1938.
E eu? Sentei a bunda lá dentro, toquei e mexi nos piscas, nos travões (tem um motor igual ao meu BMW), nas escovas, volante, dei uns saltinhos, senti-me num porta-aviões e agradeci ao dono a possibilidade de poder absorver algo que até nós já esquecemos que existe. O dono levou 30 anos a recosntruir e preferiu não dizer quanto gastou.
O que não se parecia com nada era o rádio, JVC com remote controle que retirou um pouco a magia da coisa. Ele veio de pretoria até Nelspruit para um evento.
Entretanto, passou a ser comum ver-se os motards das Harleys no Mundo's ali na Julius Nyerere a divertirtem-se com LM. É costume vê-los em Sabie, num barzinho todo giro com uma paisagem lindíssima e para eles virem aqui naqueles motores é quintal, né.
"Ice, on the 2º floor, get it yourself".
E este fim de semana, ficámos num que tem uma vista fenomenal de Nelspruit, um atendimento doce "Passada, I have already put the heater on for you" e estava estacionado lá um clássico: Packard totalmente reconstruído, preto de 1938.
E eu? Sentei a bunda lá dentro, toquei e mexi nos piscas, nos travões (tem um motor igual ao meu BMW), nas escovas, volante, dei uns saltinhos, senti-me num porta-aviões e agradeci ao dono a possibilidade de poder absorver algo que até nós já esquecemos que existe. O dono levou 30 anos a recosntruir e preferiu não dizer quanto gastou.
O que não se parecia com nada era o rádio, JVC com remote controle que retirou um pouco a magia da coisa. Ele veio de pretoria até Nelspruit para um evento.
Entretanto, passou a ser comum ver-se os motards das Harleys no Mundo's ali na Julius Nyerere a divertirtem-se com LM. É costume vê-los em Sabie, num barzinho todo giro com uma paisagem lindíssima e para eles virem aqui naqueles motores é quintal, né.
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domingo, junho 19, 2005
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sexta-feira, junho 17, 2005
Ai, lá vou eu
Lá vou eu fazer os tais 200kms, vou ali já venho. A um outro país, a uma outra cidade, cheiros, cores e tipos.
Juro que vou escrever ao Home Affairs de Nelspruit a pedir o obséquio de me enviar a totalidade de entradas e saídas que já fiz desde 1979, pode ser que entre numa qualquer rubrica do Guiness Book e ganhar $5000. Pago assim as próximas quinhentas mil que estão ainda por fazer.
Té manhã
Juro que vou escrever ao Home Affairs de Nelspruit a pedir o obséquio de me enviar a totalidade de entradas e saídas que já fiz desde 1979, pode ser que entre numa qualquer rubrica do Guiness Book e ganhar $5000. Pago assim as próximas quinhentas mil que estão ainda por fazer.
Té manhã
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sexta-feira, junho 17, 2005
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quarta-feira, junho 15, 2005
A contra informação
Calma, cuidado.
A forma como a informação chega aí nem sempre tem a mesma "intensidade" que ela faz parecer.
Sim: existe insegurança, mas a de quem? os que vivem na cidade de Maputo? E todos os cidadão que vivem nos arredores, acreditem é bem pior...
Facto: com a abolição dos vistos importamos também uma insegurança mais agressiva, como já mencionei em post anterior, mas os cuidados que se podem ter também podem evitar muita coisa. Não retirando os acontecimentos, é preciso ter alguma calma para não cairmos em exageros.
Não: NÂO TEMOS LEÕES NO MEIO DAS RUAS, OK!!!
Facto: Temos sim, baratas, ratos, aranhas, uma cobrita aqui e ali, cães, gatos, mosquitos, bactérias e virus.
Beijos, abraços e despachos.
A forma como a informação chega aí nem sempre tem a mesma "intensidade" que ela faz parecer.
Sim: existe insegurança, mas a de quem? os que vivem na cidade de Maputo? E todos os cidadão que vivem nos arredores, acreditem é bem pior...
Facto: com a abolição dos vistos importamos também uma insegurança mais agressiva, como já mencionei em post anterior, mas os cuidados que se podem ter também podem evitar muita coisa. Não retirando os acontecimentos, é preciso ter alguma calma para não cairmos em exageros.
Não: NÂO TEMOS LEÕES NO MEIO DAS RUAS, OK!!!
Facto: Temos sim, baratas, ratos, aranhas, uma cobrita aqui e ali, cães, gatos, mosquitos, bactérias e virus.
Beijos, abraços e despachos.
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quarta-feira, junho 15, 2005
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terça-feira, junho 14, 2005
Cunhal, ditaduras, comunismo e afins
Pois.
Que deus o tenha em paz e sossego.
Que deus o tenha em paz e sossego.
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terça-feira, junho 14, 2005
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segunda-feira, junho 13, 2005
Dívida Africana perdoada!
Percebi bem? Não, não falo do perdão.
Falo do valor que Portugal sozinho recebeu da UE, quase o mesmo que África inteira????
Belisquem-me.
Falo do valor que Portugal sozinho recebeu da UE, quase o mesmo que África inteira????
Belisquem-me.
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segunda-feira, junho 13, 2005
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sexta-feira, junho 10, 2005
500 ladrões na praia de carcavelos!!!!!!!
Estou perplexa, confesso. Tinha para mim a pasmasseira com que a cidade de Lisboa me graciou durante 12 anos. Hoje vejo na abertura do telejornal o fenómeno de 500 assaltantes varrerem os haveres de quem lá estava na praia, unidos e fizeram feridos.
Brasil? Não, meus senhores, Portugal.
e perguntou o jornalista: "acha normal?"
presidente da câmara: "não, normal não é, devia era estar aqui sentado o ministro da administração interna"
Tenho uma leve sensação que Portugal não está preparado para tanto.
Violência nas cidades. Nada bate ainda a cidade de JHB (Joanesburgo), se vamos competir.
Brasil? Não, meus senhores, Portugal.
e perguntou o jornalista: "acha normal?"
presidente da câmara: "não, normal não é, devia era estar aqui sentado o ministro da administração interna"
Tenho uma leve sensação que Portugal não está preparado para tanto.
Violência nas cidades. Nada bate ainda a cidade de JHB (Joanesburgo), se vamos competir.
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sexta-feira, junho 10, 2005
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