Percebi bem? Não, não falo do perdão.
Falo do valor que Portugal sozinho recebeu da UE, quase o mesmo que África inteira????
Belisquem-me.
segunda-feira, junho 13, 2005
sexta-feira, junho 10, 2005
500 ladrões na praia de carcavelos!!!!!!!
Estou perplexa, confesso. Tinha para mim a pasmasseira com que a cidade de Lisboa me graciou durante 12 anos. Hoje vejo na abertura do telejornal o fenómeno de 500 assaltantes varrerem os haveres de quem lá estava na praia, unidos e fizeram feridos.
Brasil? Não, meus senhores, Portugal.
e perguntou o jornalista: "acha normal?"
presidente da câmara: "não, normal não é, devia era estar aqui sentado o ministro da administração interna"
Tenho uma leve sensação que Portugal não está preparado para tanto.
Violência nas cidades. Nada bate ainda a cidade de JHB (Joanesburgo), se vamos competir.
Brasil? Não, meus senhores, Portugal.
e perguntou o jornalista: "acha normal?"
presidente da câmara: "não, normal não é, devia era estar aqui sentado o ministro da administração interna"
Tenho uma leve sensação que Portugal não está preparado para tanto.
Violência nas cidades. Nada bate ainda a cidade de JHB (Joanesburgo), se vamos competir.
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sexta-feira, junho 10, 2005
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Quem me lê?
Agora neste momento? Hein? Quem é, quem é? Acusa-te! E falas português.
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sexta-feira, junho 10, 2005
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quinta-feira, junho 09, 2005
Prós e Contras
É o programa que costumo ver aqui deste lado, creio que um dia depois de passar aí. Pela sua abrangência, painel e intervenções feitas.
O último com Pacheco Pereira, Miguel Beleza etc e não me passou despercebido o fato elegante do Beleza e a acompanhar este seu estilo um relógio tipo swatch do mickey mouse, pode?
Azul e tudo.
Fartei-me de rir e assustei-me com o pensamento do meu anterior post.
Fala-se de economia.
O último com Pacheco Pereira, Miguel Beleza etc e não me passou despercebido o fato elegante do Beleza e a acompanhar este seu estilo um relógio tipo swatch do mickey mouse, pode?
Azul e tudo.
Fartei-me de rir e assustei-me com o pensamento do meu anterior post.
Fala-se de economia.
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quarta-feira, junho 08, 2005
O choque cultural
África do Sul (AS) é para mim, dos países mais bonitos, multiracial (mesmo, a mistura a variadíssima e grande), de grandes avanços tecnológicos, com boas infraestruturas. O país que me mostrou as grandes superfícies, ainda andava a Europa a pensar nelas, as tais autoestradas, um parque natural com vida selvagem protegida (Kruger Park) maior que Portugal, o fast food e uma estrutura social impressionante. Fora o apartheid.
O que eu não ando a aguentar são as notícias de bébés com cinco (5) meses apenas a serem violados por homens feitos.
É a terra dos grandes assasinatos, qual EUA a produzir os seus próprios serial killers, não fosse o filme "monster" ter ganho essa vertente de uma actriz ela própria com uma estória da mãe ter morto o pai.
Terra dos mais macabros efeitos violentos, terra cheia, cheíssima de gente a produzir cidades com um nível de insegurança impressionante. Visível na publicidade feita há tempos do cartão visa onde se vê uma sul africana branca na europa a telefonar em desespero para a visa porque foi assaltada lá!!!!! E no final aparece em texto "so many thousand south african citizens are robbed in europe".
Este jeito apurado, inteligente, maldoso da contra-informação que a AS é de facto campeã leva a extremos destes, e vão sempre passando.
O ódio que têm dos americanos é também ele fenomenal, chegando a ser ouvido em conversas amenas, sociais que estão prontos para os americanos e que também têm uma arma nuclear...
Eu cheguei a viver neste país, onde eu própria era demasiado "escura" para lá estar, hoje AS é um país integrado onde uma grande maioria quer o seu trabalho, tem eventualmente as questões rácicas resolvidas e pretende assegurar o futuro.
O que não está certo é a violação de bébés com 5 meses. Isso não aguento lá muito bem!
Aqui em maputo, não sabemos de nenhum caso destes, que supostamente tem a sua origem na doença HIV-Sida, pelo menos nos meios de comunicação, mas hoje num dos jornais aparece a manchete de crianças que cmeças a ser abandonadas por causa da doença.
Um misto de não saber o que fazer, como fazer e não correr o risco de perder a casa, o marido, a família do marido e ou o emprego por causa da doença.
Devagarinho entrei nesta já cansada e clássica complicação social. Tenho o hábito de dizer que a diabetes mata mais depressa, mas não parece ser o suficiente. O país onde escolhi viver por todas as razões mais do que óbvias é severamente afectado por esta doença (e outras) e estamos a ver centenas se não milhares de moçambicanos a definhar sem qualquer tipo de possibilidade de lutar contra. Apesar dos milhões que entram e tal como na europa onde um estudo provou que os milhões gastos em comunicação, as pessoas não mudaram seus hábitos sexuais i.e. continuam a ir a prostitutas sem a prevenção do preservativo etc., aqui não vai ser diferente.
Mas o tema deste post vai para todos aqueles bébés que não têm como se defender, não têm como gritar socorro apenas despejar a lágrima da dor que lhe é infligido e a todos estes homens (e mulheres?) que concebem este ato horrendo, monstruoso, deshumano tenham um final muito infeliz.
Eu sei que não se deseja o mal a ninguém, mas há "ninguéns" que mereciam o pior que este mundo tem para lhes oferecer. Não, não é pena de morte, não, isso é demasiado fácil, é ser-lhes arrancado o sexo que nem a tortura renascentista do nosso amigo Da Vinci, devagar muito devagarinho, para doer cada gota de sangue por cada penetração feita a um bébé, cada rasgão do escroto, cada veia, cada músculo, cada suspiro de ar, assim ficar não semanas mas meses, anos até apodrecer de maldade.
Meu coração torcia, quando vi a peça jornalística de um bébé com 5 meses que sobreviveu a uma violação com 3 homens, minhas lágrimas pareciam do tamanho de todos os rios do mundo (mesmo os contrários - o Nilo), as entranhas apertaram como se tivesse a ter contracções duma gravidez e desesperei ante tamanha barbaridade.
Não contarei os pormenores dos danos físicos do bébé, mas dificilmente me sairá da mente o olhar, a dor que me fez sentir por ele e da profunda tristeza que me assolou saber que pessoas maduras, crescidas tivessem tamanha coragem de fazer.
O nosso lado humano muito, muito desesperadamente ruim.
Vários escritores, pessoas, interessadas escreveram sobre a beleza que existe no olhar do bébé africano aquele olhar meigo, quiça pelos longos meses de mama, onde a capacidade de sorrir e dançar mesmo quando nada têm, é algo indiscritível pela sua magia e a ternura com que nos invade o nosso ser. Violar isto aos 5 meses de idade é crime.
O que eu não ando a aguentar são as notícias de bébés com cinco (5) meses apenas a serem violados por homens feitos.
É a terra dos grandes assasinatos, qual EUA a produzir os seus próprios serial killers, não fosse o filme "monster" ter ganho essa vertente de uma actriz ela própria com uma estória da mãe ter morto o pai.
Terra dos mais macabros efeitos violentos, terra cheia, cheíssima de gente a produzir cidades com um nível de insegurança impressionante. Visível na publicidade feita há tempos do cartão visa onde se vê uma sul africana branca na europa a telefonar em desespero para a visa porque foi assaltada lá!!!!! E no final aparece em texto "so many thousand south african citizens are robbed in europe".
Este jeito apurado, inteligente, maldoso da contra-informação que a AS é de facto campeã leva a extremos destes, e vão sempre passando.
O ódio que têm dos americanos é também ele fenomenal, chegando a ser ouvido em conversas amenas, sociais que estão prontos para os americanos e que também têm uma arma nuclear...
Eu cheguei a viver neste país, onde eu própria era demasiado "escura" para lá estar, hoje AS é um país integrado onde uma grande maioria quer o seu trabalho, tem eventualmente as questões rácicas resolvidas e pretende assegurar o futuro.
O que não está certo é a violação de bébés com 5 meses. Isso não aguento lá muito bem!
Aqui em maputo, não sabemos de nenhum caso destes, que supostamente tem a sua origem na doença HIV-Sida, pelo menos nos meios de comunicação, mas hoje num dos jornais aparece a manchete de crianças que cmeças a ser abandonadas por causa da doença.
Um misto de não saber o que fazer, como fazer e não correr o risco de perder a casa, o marido, a família do marido e ou o emprego por causa da doença.
Devagarinho entrei nesta já cansada e clássica complicação social. Tenho o hábito de dizer que a diabetes mata mais depressa, mas não parece ser o suficiente. O país onde escolhi viver por todas as razões mais do que óbvias é severamente afectado por esta doença (e outras) e estamos a ver centenas se não milhares de moçambicanos a definhar sem qualquer tipo de possibilidade de lutar contra. Apesar dos milhões que entram e tal como na europa onde um estudo provou que os milhões gastos em comunicação, as pessoas não mudaram seus hábitos sexuais i.e. continuam a ir a prostitutas sem a prevenção do preservativo etc., aqui não vai ser diferente.
Mas o tema deste post vai para todos aqueles bébés que não têm como se defender, não têm como gritar socorro apenas despejar a lágrima da dor que lhe é infligido e a todos estes homens (e mulheres?) que concebem este ato horrendo, monstruoso, deshumano tenham um final muito infeliz.
Eu sei que não se deseja o mal a ninguém, mas há "ninguéns" que mereciam o pior que este mundo tem para lhes oferecer. Não, não é pena de morte, não, isso é demasiado fácil, é ser-lhes arrancado o sexo que nem a tortura renascentista do nosso amigo Da Vinci, devagar muito devagarinho, para doer cada gota de sangue por cada penetração feita a um bébé, cada rasgão do escroto, cada veia, cada músculo, cada suspiro de ar, assim ficar não semanas mas meses, anos até apodrecer de maldade.
Meu coração torcia, quando vi a peça jornalística de um bébé com 5 meses que sobreviveu a uma violação com 3 homens, minhas lágrimas pareciam do tamanho de todos os rios do mundo (mesmo os contrários - o Nilo), as entranhas apertaram como se tivesse a ter contracções duma gravidez e desesperei ante tamanha barbaridade.
Não contarei os pormenores dos danos físicos do bébé, mas dificilmente me sairá da mente o olhar, a dor que me fez sentir por ele e da profunda tristeza que me assolou saber que pessoas maduras, crescidas tivessem tamanha coragem de fazer.
O nosso lado humano muito, muito desesperadamente ruim.
Vários escritores, pessoas, interessadas escreveram sobre a beleza que existe no olhar do bébé africano aquele olhar meigo, quiça pelos longos meses de mama, onde a capacidade de sorrir e dançar mesmo quando nada têm, é algo indiscritível pela sua magia e a ternura com que nos invade o nosso ser. Violar isto aos 5 meses de idade é crime.
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