quinta-feira, maio 26, 2005

Bébé de 1 ano preso

Saiu na nossa imprensa ontem e incrédula leio que no México um bébé de 1 ano foi preso por cumplicidade num roubo.

A loucura teve sempre um lugarzinho especial, muito especial na não-democracia.

Polícia: "Então, o menino ajudou a roubar"
Bébé: "gugu,gágá, mãmã, pápá"
Polícia: "Foi a sua mãe e o seu pai?"
Bébé: tira uma pistola do bolso e squish com água na cara do policia.

quarta-feira, maio 25, 2005

Passada pelo futebol

Espumadamente, falou e disse neste artigo aquilo que já vivi pela terceira vez consecutiva e que é digno de registar.

Além de eu ter filmado este evento, a vitória do Benfica, aqui na praça Robert Mugabe, constituiu talvez das mais marcantes não só pela crescente quantidade de adeptos, de campeonato para campeonato mas também e porque em Maputo se festejava um campeonato português.

Já está mais ou menos abordado no artigo do Espumadamente, mas e repito, é preciso viver o momento para assimilar tamanho jubilo por uma equipa que não é nacional.

Há tempos, o nosso Machado da Graça fez um artigo, na altura do Euro 2004, onde os Moçambicanos "torciam" pelos Portugueses e onde pela TV seríamos todos colonizados pelo futebol (que dirá ele das telenovelas brasileiras e agora a crescente parceria com uma das nossas televisões) e onde ao que parece teve respostas de um autor anónimo, onde questionava o porquê de tanta estranheza nestes festejos.

Moçambique e Portugal, pelo bom e pelo mau têm um histórico referencial comum na sua vivência, mas acima de tudo e o mais importante é que no desporto não se discute política (apesar de tanta existir: apitos dourados, prateados, platinados...), joga-se e promove-se o intercâmbio cultural, o fair play, a exuberação dos sentimento e da emoção antes clássicamente pelos homens, hoje as mulheres estão lá todas a gritar com os mesmos decibéis.

O desporto aqui em Moçambique, mais pelo futebol, a grande alavanca dessa área, tem vindo a ter impulso, crescimento e consequente aderência e não tarda muito estaremos a ver em Lisboa, no Porto e no Algarve multidões de Moçambicanos a gritar pelo Maxaquene, Desportivo ou o Costa do Sol em plena esplanada juntamente com Portugueses e quiça Brasileiros e Eslovenos.

Improvavel mas não impossível. Cero, certo e tenho o registo filmado, foram centenas devem ter chegado a ser milhares de pessoas e viaturas na praça a cantar o SLB, com luzes, piscas, boa disposição e a festejar aquela que é a área de maior engajamento cultural, concorrendo assim com a música.

Bem haja o desporto.

quinta-feira, maio 19, 2005

Derrota pesada, mas verde

Buuuuuuuuuuuááááááá, chuif chuif chuif.

"Olhe, desculpe pode passar um tissue please?"

Quando é o próximo jogo?

terça-feira, maio 17, 2005

Harley Davidson, in Maputo

O cinema americano provocou em mim uma admiração idolatrada por alguns símbolos, inspirados por Kerouac, por James Dean e a beleza estonteante de Ava Gardner.

Não é costume, ver Harley Davidsons em Maputo. Um resultado penso eu da abolição dos vistos de entrada entre África do Sul e Moçambique (começo a ver sinais positivos de diplomacia) e no início da noite (que por sinal aqui começa às 17h30) ao atravessar um dos muitos cruzamentos (Maputo é recheada de paralelismo urbano, ainda dizem que nada temos para escrever e ser característicos, irra), deparo-me com um grupo imenso de umas 10 motas, da minha marca preferida para o passeio. Quiça toda a liberdade mais do que associada a este brand, certo, certo é que atravessou perante os meus olhos bem míopes (código genético por explicar com paciência, sou efectivamente um resultado de pais, avós, bisavós, trisavós pergunto se tenho algo meu?? Just joking) um cenário giríssimo, caracterizado por homens e mulheres com aquele look de tatoo e quem sabe desmepregados (touché).

Este é um pormenor nada comum e que a cidade de Maputo, em tempos altamente cosmopolita, nunca vê.

Foi ótimo. Por muitas razões mas talvez a principal por eu ter dito ao meu pai: "Dad, é aqui que quero ficar porque as coisas vão acontecer e acontecendo estarei no meu lugar".

Com tudo do bom e do mau que acontece com as "aberturas" (para nós ainda terá de ser entre-aspas), pelo menos alguns catraios, daqueles que já passaram o que eu ainda estou por passar e que continuam a ter uma postura dançante e de música naqueles olhos expressivos. Era ver as expressões de quem vê pela primeira vez um estilo completamente diferente de viajar, de vestir de estar.

Sempre é melhor do que falar no meu sporting que me fez deprimir a minha esperança, até amanhã. Porque vamos ganhar.

Última hora, fresca: moeda única em África para 2018. Já tenho alguma barba branca mas, cá estarei para ver!

quinta-feira, maio 12, 2005

Inocent, until proven otherwise

Hoje, entre outras notícias como a de Gondomar a o "pequeno ditador", vejo em plena via pública nos EUA o assasinato de um ladrão de carros. Caucasiano, que ao sair da viatura em que seguia em perseguição, puxa a arma para se "defender", mas tão próprio dos americanos, no questions asked e é um cão que anuncia a sua morte no local através de repetidas mordidelas. Ele já tinha sido alvejado - ao que parece pela filmagem - numa perna e aí teria sido o suficiente para irem então fazer as perguntas, mas não. Tinha de ser morto. Com alguns, vários tiros.

As cadeias devem estar cheias, o dinheiro público não deve chegar. Ladrão de carros deve ser morto, por isso mesmo.

Sou um ser humano que sabe na pele o que é ser arrancado um carro à mão armada, como sei também o tipo de trauma que é preciso resolver depois de uma cena destas, mas caramba matar assim o rapaz?

Talvez o mais macabro desta peça jornalística foi o comentário do jornalista que se encontrava no ar, de helicopetro, a fazer cobertura e que proferiu o seguinte:

"This I gotta see".