quinta-feira, maio 12, 2005

Inocent, until proven otherwise

Hoje, entre outras notícias como a de Gondomar a o "pequeno ditador", vejo em plena via pública nos EUA o assasinato de um ladrão de carros. Caucasiano, que ao sair da viatura em que seguia em perseguição, puxa a arma para se "defender", mas tão próprio dos americanos, no questions asked e é um cão que anuncia a sua morte no local através de repetidas mordidelas. Ele já tinha sido alvejado - ao que parece pela filmagem - numa perna e aí teria sido o suficiente para irem então fazer as perguntas, mas não. Tinha de ser morto. Com alguns, vários tiros.

As cadeias devem estar cheias, o dinheiro público não deve chegar. Ladrão de carros deve ser morto, por isso mesmo.

Sou um ser humano que sabe na pele o que é ser arrancado um carro à mão armada, como sei também o tipo de trauma que é preciso resolver depois de uma cena destas, mas caramba matar assim o rapaz?

Talvez o mais macabro desta peça jornalística foi o comentário do jornalista que se encontrava no ar, de helicopetro, a fazer cobertura e que proferiu o seguinte:

"This I gotta see".

quarta-feira, maio 11, 2005

Português nas escolas Sul Africanas

Foi estranho, muito. Ligo sempre pela manhã 07h00am noticiário de portugal e eis senão quando:

"Ministro dos Negócios Estrangeiros da África do Sul acaba de assinar um protocolo com Portugal para que a língua portuguesa seja utilizada como first language, nas escolas sul africanas, já a partir de 2006..."

O que o Excelso explica na notícia, é que o critério irá ficar nas mãos dos directores de cada escola. A decisão se coloca portguês como primeira língua, segunda, terceira ou....12ª (porque existem 12 dialectos oficiais na àfrica do Sul) será no final deles.

Mas o que é bom, interessante é este passo, África do Sul aquele país que se encontra entre uma Angola e um Moçambique.

Um passo dado para a lusofonia.

terça-feira, maio 10, 2005

O meu Sporting

Não dou a ninguém, tou numa de fazer birra. É que passaram tantos anos que me fizeram esperar por momentos que ando a viver, que parece nem ser verdade. Mais parece ainda que o Sporting ganha, ganha muito e há imenso tempo. Não é bem assim. Tenho estado à espera destas alturas em que não me deito à espera de garantir que passamos.

Lembro-me do senhor que ainda vendia a bica em Lisboa a 12$50...


Ganhamos ontem, com um livre de primeira. Aliás é preciso denunciar que tenho visto o futebol português sinceramente mais competitivo e de maior espectáculo. Menos o Benfica e o Porto que fizeram dois jogos (Penanfiel e Moureirense-que nem sequer sabia da sua existência) que mais parecia não serem os "grandes".

A intervenção do treinador do Guimarães foi interessante "aceito o resultado porque a equipa do sporting mostrou-se mais ofensiva".


Vamos agora esperar pelo clássico.

segunda-feira, maio 09, 2005

Escola Portuguesa, Portugal e Portugueses

Juro, vou segurar a minha língua, mas há alturas em que se torna tão difícil perante o óbvio. A Escola Portuguesa em Maputo, um dos edifício mais bonitos sociais que por aqui andam (faça-se justiça), decidiu por manter a escola aberta, em funcionamento, a dar aulas a e a empregar trabalhadores, no feriado de 1 de maio!!! Que foi Domingo e a Lei diz que passa para a Segunda-Feira.

Denúncias, pais, encarregados de educação e estudantes ficaram mesmo chateados. Resultado, o Ministério do Trabalho aplicou e sancionou a escola em 30 salários de Moçambique por este gesto algo mal pensado pela sua Excia a Directora.

É que parece que foi avisada umas quantas vezes! Mas não bastava o senso comum?

Exponho:
1. Feriados portugueses, a escola fecha
2. Feriados internacionais a escola abre?
3. Feriados nacionais a escola abre?

Ya!!!!!!

A marginal de Maputo

Tem cerca de 8km (se não me engano) e é caracterizada pelo evoluir natural duma cidade. Para quem quiser começar na baixa, a 25 de Setembro passa primeiro por uma zona que nem pista de fórmula 1, com curvas de mónaco e muitos, muitos acidentes resultantes de excesso de velocidade, copofonia e falta de maturidade apenas (esta estrada encontra-se mesmo ao lado do mar o que significa que estará sempre para mais ou para menos húmida) e consequentes mortes, uma pequena muralha que vai ficando dia para dia mais destruída e uma beleza estonteante.

É de salientar que se encontra agora nesta zona um take away de sumo de cana de açucar, giríssimo - paramos o carro e o copo de sumo sai duma máquina tipo de carne moída. Um pequeno bar que parec ter dificuldade em "pegar", o naval e mais nada.

Mais lá para a frente, onde agora fica o Holiday Inn nasceram mais bares, restaurantes, cervejarias e é tabém onde clássicamente existe uma senhora que vende toalhas e peças em crochê penduradas numa corda entre árvores. Até esta zona a marginal não paresenta grande problemas, excepto na zona das curvas de mónaco onde a estrada está a ser comida por dentro pelo mar, e há cerca de uns meses abriu lá um buraco numa curva de 2m e o passeio fragilizado cedeu.

Do Holiday Inn para o Costa do Sol é onde se começa a ver as tais de árvores em pé suspensas apenas pelas suas majestosas e sustentadas raízes oferecendo assim excelentes imagens fotográficas.

O volume de trânsito aumentou drasticamente estes últimos 10 anos, creio arriscar dizer que Maputo não está preparada para tanto carro (hoje já temos hora de ponta e para quem conhece Maputo sabe que isso é fenomenal, em vez de eu levar 5 minutos a chegar ao serviço, levo agora 15m), este factor veio contribuir para o normal wear and tear da estrada, mas o que está a acontecer mesmo é o mar engolir a terra. Normal. E zonas há, a seguir ao cruzamento do Marítimo onde foi feita uma pequena ponte a seguir às cheias onde tem mais de areia do que de estrada.

Do Marítimo para o Costa do Sol e para além de um boom de construção (tenho que o dizer, de casas onde só vi em Miami) a estrada que separa o mar e estas casas vai reduzindo, reduzindo, reduzindo.

Cenário: ou ficamos sem uma grande parte desta marginal e que oferece um verdadeiro romario de hábitos e cultura (desde os casamentos, o desporto radical que é hoje praticado, as missas Ziónicas no mar, os fitipaldis, a pescadinha que ainda é vendida à berma, o Costa do Sol restaurante clássico e de belle epoque) ou este governo percebe que é necessário fazer alguma coisa.

Das imagens mais bonitas, paisagisticas que temos é o regresso pela marginal vindos do Costa do Sol, final de tarde onde parece estarmos a deixar um Maputo dos anos 60 e se começa a ver o skyline da cidade de cimento, e como não podia deixar de ser o sinal cores de espanha para os navios não baterem nesta curva de entrada para o porto de Maputo.

Esta não é porém uma prioridade.