terça-feira, fevereiro 15, 2005

Ah, ah, ah

ah, ah, ah, ah, eh,eh ih, ih, ih.

Registe-se a minha primeira asneira, no post anterior. Não se trata de ser púdica, apenas bem educada. É que na P.... da minha infância fartei-me de dizer asneiras, que m.....! Aqueles ca........ões, dos meus amigos achavam que era "in" assim falar. Vá lá, não me ficaram entranhadas f.......-se!

Quem não entender não passou pela geração "x" em Lisboa, nos anos 80.

segunda-feira, fevereiro 14, 2005

sábado, fevereiro 12, 2005

Voar.

Adoro, confesso. Mas detesto quando me dizem:

"Estatisticamente, morrem mais pessoas nas estradas do que nos aviões".

Especialmente quando estou lá em cima, e pensamos que estamos perto do "céu".

Bom fim de semana

sexta-feira, fevereiro 11, 2005

Os meus colaboradores.

E que escrevem para a nossa revista, merecem um toque especial. Talvez mais do que nunca, nestes 4 anos de existência, seja o momento porque tenho alguns por esse mundo fora. Portugal, Etiópia e em Moçambique, mais precisamente em Quelimane.

Eles e elas, são gente especial. Porque escrevem por um sonho que tem sido comum, independentemente da visibilidade que a revista lhes possa dar. O sonho de fazer uma revista em Moçambique, livre de pressões políticas, raças ou religiões. Ela concentra-se na cultura. Com pitadas picantes aqui e ali, ameaças destas ou daquelas, o certo é que seja o que for o caminho que siga esta já conhecida revista, ela tem uma característica marcante, os colaboradores e a equipa que a faz. E a sua persistência.

Têm-me dito que sou uma profissional aqui na praça com uma rara equipa de lealdade e dedicação. Esse é o meu orgulho. Essa é a minha baba. O que me faz aguentar o que nunca pensei que teria a capacidade de aguentar.´

É daquelas visões, intuições esventradas que não dá para chegar a casa e dizer. Porra vou acabar com esta escravatura. Tornou-se num símbolo de qualidade, de assiduidade de postura e por fim tem sem dúvida alguma ditado o que de DESIGN é feito por estas bandas. E a sua seriedade é hoje um peso pesado. Não tenho como virar as costas.

O seu valor é hoje grande e fala a mãe galinha é certo, mas nenhuma outra revista resistiu a tanto. Recentemente fechou mais uma revista, que o Ma-schamba tem vindo a falar constantemente, a Proler. Uma revista dedicada às artes e cultura, tinha o apoio do Fundo Bibliográfico, uma equipa excelente (um dos elemento estagia comigo), mas sucumbiu.

O erro da Proler? Não te percebido que este mercado não consegue absorver uma revista com um único tema. A nossa tem sido contestada ao longo dos tempo, pela sua generalização - desde a banda desenhada ao assunto sério da economia, ou saúde - ela espelha uma realidade de Moçambique, hoje. O seu mercado. E tudo começou com a simples vontade de informar o público sobre o que se passava na praça, onde ir. Hoje temos um programa na televisão nacional e deixou a revista um pouco in-distribuível. Como competir com uma TV??? O meu próprio produto.

Várias vezes tive eu vontade de só ter nas minhas páginas cultura, instrumentos de música, tipos de música, esculturas ou pinturas. Mas isso não é possível. Não neste momento.

Mas dê a volta que eu der, certo é que o que conta aqui é a equipa de colaboração que tenho e por eles, quero aqui deixar o agradecimento global (cannot go further than this) pela existência e constante contribuição qualitativa que tem sido dado a este sonho.

Khanimambo, maniiiingue. :)

quinta-feira, fevereiro 10, 2005

Cores

Sou pessoa de cores, talvez pelo amor exagerado que tenho da vida, do viver. E que contradiz em absoluto o lado sóbrio das cores neutras, terra, que adoro. É assim que muitas vezes encontro o equilíbrio. Elas há, pessoas e almas que por este mundo andam cuja influência assenta por exemplo a ler o horóscopo. Eu não e muito provavelmente farei parte de uma minoria. Não sei, mas também não é importante.

Além de ser verdade que as cores têm um poder impressionante sobre nós, as cores emprestam ao nosso espaço o volume, o contraste as diferenças de objectos, enfim as cores dão cor. Um resultado da luz.

Há dias em que estou comunicativa, só me apetece amarelos-vermelhos-laranjas-vivos, outros em que apenas os azuis nos aguentam os dias calorentos.

O meu espírito observador, muito incomodativo, inato mostra-me pelas cores se a pessoa vive a vida, se é comodista ou se se encontra triste e depressiva, sem luz. São as cores que têm ditado a forma de decoração dos meus espaços. Exemplifico: todas as áreas de grande utilização, provocando rotina eu utilizo cores neutras e acrescento-lhes detalhes cheios de cores e até texturas. Tenho no local de higiéne um tapete em tons azuis, branco por lá misturado e com uma textura para os pés muito engraçada, cheia de elevações em pano e que formam ondinhas. Faz cócegas! Ou a área de comer, mesa, toalhas neutras tudo o resto - pratos, talheres, copos e até a comida - complementam e atribuiem o preenchimento que possa faltar ao vizinho do lado.

Incomóda-me biblôs, gosto deles grandes e que tenham ou uma função ou um significado histórico, mas não necessáriamente valioso. O que não quer dizer que eu não tenha espaço no chão ou parede para um Monet.

As cores, sem que lhes seja dada a devida importância, têm um papel fenomenal nas nossas vidas, eu apenas sou muito sensível a elas. Tudo o que provoca o fechar do espaço eu corto, sofro de claustrofobia (não clínica), mas sendo um ser relativamente baixo, tenho metro e meio, preciso estranhamente de muito espaço à minha volta. E as cores juntamente com a luz fazem um trabalho nesse campo incrível.

Sem dúvida que por pensarmos (ao qual sem ele não chegaríamos a conclusões de nada), temos a capacidade de "saber" e outros "sentir" aquilo que nos influencia, nos toca ou provoca.

O mar, meu espaço de eleição só tem cor quando a luz entra, mas quando entra nada é mais mágico. Magia aliás onde abunda a utilização da cor.

Bem, tudo isto para dizer que fui buscar um template neutro, porque o que eu queria dar como cor através das minhas palavras é bruscamente interrompido pelo ROXO que detesto (deprime-me) e um AZUL CUECA que não encaixa, não equilibra nem contrasta.

Cada um com a sua panca.