E que escrevem para a nossa revista, merecem um toque especial. Talvez mais do que nunca, nestes 4 anos de existência, seja o momento porque tenho alguns por esse mundo fora. Portugal, Etiópia e em Moçambique, mais precisamente em Quelimane.
Eles e elas, são gente especial. Porque escrevem por um sonho que tem sido comum, independentemente da visibilidade que a revista lhes possa dar. O sonho de fazer uma revista em Moçambique, livre de pressões políticas, raças ou religiões. Ela concentra-se na cultura. Com pitadas picantes aqui e ali, ameaças destas ou daquelas, o certo é que seja o que for o caminho que siga esta já conhecida revista, ela tem uma característica marcante, os colaboradores e a equipa que a faz. E a sua persistência.
Têm-me dito que sou uma profissional aqui na praça com uma rara equipa de lealdade e dedicação. Esse é o meu orgulho. Essa é a minha baba. O que me faz aguentar o que nunca pensei que teria a capacidade de aguentar.´
É daquelas visões, intuições esventradas que não dá para chegar a casa e dizer. Porra vou acabar com esta escravatura. Tornou-se num símbolo de qualidade, de assiduidade de postura e por fim tem sem dúvida alguma ditado o que de DESIGN é feito por estas bandas. E a sua seriedade é hoje um peso pesado. Não tenho como virar as costas.
O seu valor é hoje grande e fala a mãe galinha é certo, mas nenhuma outra revista resistiu a tanto. Recentemente fechou mais uma revista, que o Ma-schamba tem vindo a falar constantemente, a Proler. Uma revista dedicada às artes e cultura, tinha o apoio do Fundo Bibliográfico, uma equipa excelente (um dos elemento estagia comigo), mas sucumbiu.
O erro da Proler? Não te percebido que este mercado não consegue absorver uma revista com um único tema. A nossa tem sido contestada ao longo dos tempo, pela sua generalização - desde a banda desenhada ao assunto sério da economia, ou saúde - ela espelha uma realidade de Moçambique, hoje. O seu mercado. E tudo começou com a simples vontade de informar o público sobre o que se passava na praça, onde ir. Hoje temos um programa na televisão nacional e deixou a revista um pouco in-distribuível. Como competir com uma TV??? O meu próprio produto.
Várias vezes tive eu vontade de só ter nas minhas páginas cultura, instrumentos de música, tipos de música, esculturas ou pinturas. Mas isso não é possível. Não neste momento.
Mas dê a volta que eu der, certo é que o que conta aqui é a equipa de colaboração que tenho e por eles, quero aqui deixar o agradecimento global (cannot go further than this) pela existência e constante contribuição qualitativa que tem sido dado a este sonho.
Khanimambo, maniiiingue. :)
sexta-feira, fevereiro 11, 2005
quinta-feira, fevereiro 10, 2005
Cores
Sou pessoa de cores, talvez pelo amor exagerado que tenho da vida, do viver. E que contradiz em absoluto o lado sóbrio das cores neutras, terra, que adoro. É assim que muitas vezes encontro o equilíbrio. Elas há, pessoas e almas que por este mundo andam cuja influência assenta por exemplo a ler o horóscopo. Eu não e muito provavelmente farei parte de uma minoria. Não sei, mas também não é importante.
Além de ser verdade que as cores têm um poder impressionante sobre nós, as cores emprestam ao nosso espaço o volume, o contraste as diferenças de objectos, enfim as cores dão cor. Um resultado da luz.
Há dias em que estou comunicativa, só me apetece amarelos-vermelhos-laranjas-vivos, outros em que apenas os azuis nos aguentam os dias calorentos.
O meu espírito observador, muito incomodativo, inato mostra-me pelas cores se a pessoa vive a vida, se é comodista ou se se encontra triste e depressiva, sem luz. São as cores que têm ditado a forma de decoração dos meus espaços. Exemplifico: todas as áreas de grande utilização, provocando rotina eu utilizo cores neutras e acrescento-lhes detalhes cheios de cores e até texturas. Tenho no local de higiéne um tapete em tons azuis, branco por lá misturado e com uma textura para os pés muito engraçada, cheia de elevações em pano e que formam ondinhas. Faz cócegas! Ou a área de comer, mesa, toalhas neutras tudo o resto - pratos, talheres, copos e até a comida - complementam e atribuiem o preenchimento que possa faltar ao vizinho do lado.
Incomóda-me biblôs, gosto deles grandes e que tenham ou uma função ou um significado histórico, mas não necessáriamente valioso. O que não quer dizer que eu não tenha espaço no chão ou parede para um Monet.
As cores, sem que lhes seja dada a devida importância, têm um papel fenomenal nas nossas vidas, eu apenas sou muito sensível a elas. Tudo o que provoca o fechar do espaço eu corto, sofro de claustrofobia (não clínica), mas sendo um ser relativamente baixo, tenho metro e meio, preciso estranhamente de muito espaço à minha volta. E as cores juntamente com a luz fazem um trabalho nesse campo incrível.
Sem dúvida que por pensarmos (ao qual sem ele não chegaríamos a conclusões de nada), temos a capacidade de "saber" e outros "sentir" aquilo que nos influencia, nos toca ou provoca.
O mar, meu espaço de eleição só tem cor quando a luz entra, mas quando entra nada é mais mágico. Magia aliás onde abunda a utilização da cor.
Bem, tudo isto para dizer que fui buscar um template neutro, porque o que eu queria dar como cor através das minhas palavras é bruscamente interrompido pelo ROXO que detesto (deprime-me) e um AZUL CUECA que não encaixa, não equilibra nem contrasta.
Cada um com a sua panca.
Além de ser verdade que as cores têm um poder impressionante sobre nós, as cores emprestam ao nosso espaço o volume, o contraste as diferenças de objectos, enfim as cores dão cor. Um resultado da luz.
Há dias em que estou comunicativa, só me apetece amarelos-vermelhos-laranjas-vivos, outros em que apenas os azuis nos aguentam os dias calorentos.
O meu espírito observador, muito incomodativo, inato mostra-me pelas cores se a pessoa vive a vida, se é comodista ou se se encontra triste e depressiva, sem luz. São as cores que têm ditado a forma de decoração dos meus espaços. Exemplifico: todas as áreas de grande utilização, provocando rotina eu utilizo cores neutras e acrescento-lhes detalhes cheios de cores e até texturas. Tenho no local de higiéne um tapete em tons azuis, branco por lá misturado e com uma textura para os pés muito engraçada, cheia de elevações em pano e que formam ondinhas. Faz cócegas! Ou a área de comer, mesa, toalhas neutras tudo o resto - pratos, talheres, copos e até a comida - complementam e atribuiem o preenchimento que possa faltar ao vizinho do lado.
Incomóda-me biblôs, gosto deles grandes e que tenham ou uma função ou um significado histórico, mas não necessáriamente valioso. O que não quer dizer que eu não tenha espaço no chão ou parede para um Monet.
As cores, sem que lhes seja dada a devida importância, têm um papel fenomenal nas nossas vidas, eu apenas sou muito sensível a elas. Tudo o que provoca o fechar do espaço eu corto, sofro de claustrofobia (não clínica), mas sendo um ser relativamente baixo, tenho metro e meio, preciso estranhamente de muito espaço à minha volta. E as cores juntamente com a luz fazem um trabalho nesse campo incrível.
Sem dúvida que por pensarmos (ao qual sem ele não chegaríamos a conclusões de nada), temos a capacidade de "saber" e outros "sentir" aquilo que nos influencia, nos toca ou provoca.
O mar, meu espaço de eleição só tem cor quando a luz entra, mas quando entra nada é mais mágico. Magia aliás onde abunda a utilização da cor.
Bem, tudo isto para dizer que fui buscar um template neutro, porque o que eu queria dar como cor através das minhas palavras é bruscamente interrompido pelo ROXO que detesto (deprime-me) e um AZUL CUECA que não encaixa, não equilibra nem contrasta.
Cada um com a sua panca.
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quinta-feira, fevereiro 10, 2005
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quarta-feira, fevereiro 09, 2005
Aldous Leonard Huxley,
e o seu livro Admirável Mundo Novo (versão inglesa completa), foi dos autores e obras que mais me marcaram.
Várias as razões, mas a mais impressionante a data em que foi escrito e o ano em que vivo.
A controvérsia à volta de todo este tema além de ser grande, chegará um dia ao ponto em que deixa de ser tema. E porque este escritor já o tinha dito há muito. Também. Mas não só e aqui que me seja perdoada a ignorância da matéria, a minha observação em nada erudita, diz-me pelo que me rodeia que já lá estamos. Nesta fase onde abundam não só as pesquisas mas acima de tudo as tendências.
Um outro livro "A guerra dos Espermas" (bom ou mau, não vem para o caso) alertou-me para a selecção feminina que já é feita e de uma forma natural, inconsciente até da parte das mulheres, na continuação se possível forte das suas crias, ou melhor filhos.
Porque faço eu a ligação entre um livro e outro? Penso que tem tudo a haver. No caso do segundo, onde cerca de 10% da população que nasce, nasce sem ser dos pais biológicos (por favor tentem ler-me sem a capa da moral, se se conseguir), onde a infertilidade nem sempre parte de um ou do outro lado, porque será que ela acontece? Tem tudo a haver.
exemplo de perto: uma amiga minha daqui de Maputo, andava há 8 anos a tentar ter um filhote. Nem ela nem ele, após longos, chatos e custosos testes, chegaram à conclusão de que não havia de facto problema nenhum de ambos os lados. Mulher dos seus 35 anos, já desesperava ante a possibilidade de envelhecer sem conceber. Um dia na brincadeira (mesmo) disse-lhe que se ela fosse fazer o filho num outro "pai" (atenção à moralidade de novo) que engravidava. Rimos um pouco com a estranheza do pensamento e da possibilidade, discutimos o livro e passou-se.
Os acontecimentos a seguir ditaram o inevitável. Separaram-se não por esta razão, mas por outras (tão comuns às separações, incompatibilidades etc e tal) e esta minha amiga em férias, aí em Portugal apaixona-se por um rapaz todo giro e na primeira relação sexual que tiveram (porque se acabaram os preservativos...) ela engravida logo. Hoje o bébé tem ano e meio, ele veio viver para Maputo e ela anda mesmo ... mulher.
É importante salientar o facto de que no último teste que ela fez, o médico informou que ela tinha uma "membrana" que bloqueava as trompas.
Pergunta: onde estava ela, quando engravidou? E que não a deixou engravidar durante 8 anos?
As duas, sentámos, falamos, discutimos longamente este assunto como devem clacular. Tivemos que chegar à conlcusão de que o amor que esta mulher sentia pelo homem de quem se separou nada tinha a haver com a "procriação". Dois processos distintos. Nesse momento toda a ansiedade, frustração e até medos desapareceram.
Nós as mulheres andamos a escolher quem queremos que seja o pai das nossas crainças. Aldou Huxley, fala sem dúvida, sob outro prisma, mas dessa selecção, remetendo para o final numa reserva única, a espécia ainda humana.
Cada vez que vou ao Kruger Park, o Mr. Aldous Huxley assalta-me a mente e a mãe natureza instala-se...
Várias as razões, mas a mais impressionante a data em que foi escrito e o ano em que vivo.
A controvérsia à volta de todo este tema além de ser grande, chegará um dia ao ponto em que deixa de ser tema. E porque este escritor já o tinha dito há muito. Também. Mas não só e aqui que me seja perdoada a ignorância da matéria, a minha observação em nada erudita, diz-me pelo que me rodeia que já lá estamos. Nesta fase onde abundam não só as pesquisas mas acima de tudo as tendências.
Um outro livro "A guerra dos Espermas" (bom ou mau, não vem para o caso) alertou-me para a selecção feminina que já é feita e de uma forma natural, inconsciente até da parte das mulheres, na continuação se possível forte das suas crias, ou melhor filhos.
Porque faço eu a ligação entre um livro e outro? Penso que tem tudo a haver. No caso do segundo, onde cerca de 10% da população que nasce, nasce sem ser dos pais biológicos (por favor tentem ler-me sem a capa da moral, se se conseguir), onde a infertilidade nem sempre parte de um ou do outro lado, porque será que ela acontece? Tem tudo a haver.
exemplo de perto: uma amiga minha daqui de Maputo, andava há 8 anos a tentar ter um filhote. Nem ela nem ele, após longos, chatos e custosos testes, chegaram à conclusão de que não havia de facto problema nenhum de ambos os lados. Mulher dos seus 35 anos, já desesperava ante a possibilidade de envelhecer sem conceber. Um dia na brincadeira (mesmo) disse-lhe que se ela fosse fazer o filho num outro "pai" (atenção à moralidade de novo) que engravidava. Rimos um pouco com a estranheza do pensamento e da possibilidade, discutimos o livro e passou-se.
Os acontecimentos a seguir ditaram o inevitável. Separaram-se não por esta razão, mas por outras (tão comuns às separações, incompatibilidades etc e tal) e esta minha amiga em férias, aí em Portugal apaixona-se por um rapaz todo giro e na primeira relação sexual que tiveram (porque se acabaram os preservativos...) ela engravida logo. Hoje o bébé tem ano e meio, ele veio viver para Maputo e ela anda mesmo ... mulher.
É importante salientar o facto de que no último teste que ela fez, o médico informou que ela tinha uma "membrana" que bloqueava as trompas.
Pergunta: onde estava ela, quando engravidou? E que não a deixou engravidar durante 8 anos?
As duas, sentámos, falamos, discutimos longamente este assunto como devem clacular. Tivemos que chegar à conlcusão de que o amor que esta mulher sentia pelo homem de quem se separou nada tinha a haver com a "procriação". Dois processos distintos. Nesse momento toda a ansiedade, frustração e até medos desapareceram.
Nós as mulheres andamos a escolher quem queremos que seja o pai das nossas crainças. Aldou Huxley, fala sem dúvida, sob outro prisma, mas dessa selecção, remetendo para o final numa reserva única, a espécia ainda humana.
Cada vez que vou ao Kruger Park, o Mr. Aldous Huxley assalta-me a mente e a mãe natureza instala-se...
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quarta-feira, fevereiro 09, 2005
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terça-feira, fevereiro 08, 2005
Paul Kruger, homem com visão.
Isto leva-me a outro ponto.
O nosso comportamento dentro destas reservas. É corriqueiro ouvir dizer "Ah, no Kruger não há problema porque os animais estão habituados! Essa pode ser sem dúvida uma verdade, tão grande quanto a natureza destes bichos. Anything can go wrong.
É comum o erro com os elefantes, quais monstros de peso pesado com algumas toneladas (para quem quiser ter um em casa tem de preparar um dieta com cerca de 300kgs / dia), mamíferos e que normalmente andam em manadas.
Diz o outro "É pá, que giro está a abanar as orelhas, agora levanta a tromba..." se eu fosse esse personagem tirado de um livro de fantasias, corria, mas corria dali para fora e rezava para que o elefante não tivesse vontade de vir atrás.
O mesmo com o rinoceronte, mas principalmente com o hipopótamo. Estes normalmente estarão dentro de água, mas se por acaso estiver atrás, ali do arbustro e não o vimos antes teremos de estar preparados para uma investida deles no carro. Quando o hipopótamos abre aquela bocarra gigante e mostra aqueles dois dentinhos fofos, ele está a dizer "Oh meu sai daqui que quem manda aqui sou eu". Mas elas há, as pessoas claro que por força da excitação e muitas vezes ignorância, desconhecem o comportamento dos animais no seu meio. Depos apanham surpesas.
Houve um pequeno episódio, já há muitos anos, com elefantes no parque da Gorongosa, aqui em Moçambique, lá no Norte. Imagine-se o carro, um mini morris, por lá se foi aventurar, e estes elefantes não têm o "hábito" de ver carros, lá achou que devia espezinhar o carrito e as pessoas (itas).
E casos, para os amantes destas coisas (como é o meu caso), há muitos mais que não dará para aqui relatar, por serem muitos.
Mas onde eu quero chegar, porque ok, agora assumo que quero ainda nadar perto de um great white (uma grande e já longa paixão), é que quando eu estiver a interagir com animais com a capacidade de me triturarem e ainda terem achado pouco, eu vou primeiro aprender um pouco sobre estes e acima de tudo comportar-me de acordo com essas regras.
A velha mania(zinha) paternalista que temos de dar comida aos animais, além de absurda, desestabiliza com a cadeia alimentar normal desse animal que estamos a alimentar (e normalmente são com pacotes de batata frita etc), provoca alterações gástricas ao animal e por vezes até, sei lá virar-se contra nõs por essa razão. A exemplo os corvos e aqui o meu querido pai irá concordar comigo. É natural que os corvos na Ilha da Inhaca, roubem sacos de plástico (eles sabem que os humanos lá guardam comida).
O parque dos elefantes, aqui mesmo pertinho de Maputo, a caminho da Ponta do Ouro, tem naturalmente elefantes, comunidade que tem vindo a crescer pelas chuvas que tem havido, a menor fome humana e a protecção deles. Esta lindíssima espécie animal e neste caso, nem sequer temo hábito de ver carros por perto. É preciso ter precaução redobrada.
Assim, para quem daí vier e nunca teve o contacto com esta maravilha que são os animais no seu habitat, LEIAM as condições de circulação (não fumar, nem deitar beatas, não abrir a porta, nem a janela, não tentar estabelecer um laço carinhoso com um leão, não subestimar a natureza...não buzinar, credo NÃO buzinar perto dum elefante, a natureza é silenciosa muito), elas estão lá para proteger. NÃO trocar um pneu que furou, é preciso chamar o ranger para proteger as costas (é que os felinos atacam com uma velocidade por detrás dum arbustro que não dá para nada e sair das garras dum felino, só com muita sorte...) e por fim talvez a melhor defesa é o conhecimento sobre o comportamento animal. Seja ele qual fôr. Nem, mas nem pensar em parar para fazer um xixizito (cobras ADORAM o ácido da urina e os leões ADORAM carne), na berma.
Por outro lado e se houver uma postura correcta, a possibilidade que estes parques nos dão de estar por perto dos animais, a experiência não só é enriquecedora, mas fabulosa. Especialmente para os amantes da natureza, como é o meu caso. Nada mais gratificante e humilde do que ver um rinoceronte com aquele ar dinossaúrico ou os olhos de mel dum leão, as listas duma zebra, o saltar duma impala parece que têm tranpolins nos cascos, o andar dócil dum elefante o seu olhar, meu deus o seu olhar é do mais maternal que até hoje vi, a sua imponência, os cães selvagens que neste momento se encontram em extinção (no Kruger existe uma comunidade de 350 apenas e com programas de protecção e aumento já há uns anos), o tamanhão das girafas o animal mais elegante do reino a proteger uma cria com as suas pernas, os javalis que sempre fazem lembrar Obélix, a cheetah o tal que mais corre (só existem 200 no kruger). Posso continuar....
Aliás, históricamente o parque do Kruger nasce precisamente por causa do declínio do reino animal. Na altura 1898 o Sr. Paul Kruger inicia esta maravilha com o Sabi Game Reserve (Sabi é no sul do kruger onde passamos e vimos os leõzitos) e por volta de 1905 a área desta reserva era de 17.000 metros quadrados e tinham apenas uma equipa de 15 pessoas a proteger os animais da caça ilegal. Só em 1926 é que o Kruger nasce com o formato que hoje conhecemos através da fusão entre as quintas Sabi e Shingwedzi.
O grande impulsionador depois do Paul Kruger foi o Stevenson Hamilton que inicia a suia actividade em 1902 e faleceu em 1957 e as suas cinzas foram espalhadas pela zona do Skukuza. Em 1959 começa a dura tarefa de circundar o Kruger com arame para os seus 18 000 metros quadrados. Em 1999 o Kruger regista um lucro de 200 milhões de randes.
Hoje encontram-se 3 parques de 3 países a favor destes animais: Zimbabwe com o Gonarezhou National Park, África do Sul com o Kruger Park e Moçambique com o Limpopo National Park (2002). Ligaram-se e os animais já circulam. Esforços estão a ser feitos no sentido de ser projectar o eco-turismo de modo a proteger esta já enorme área, mas na junção destes 3 parques não existe ainda infraestrutura de apoio e visita. Impossível para já.
Resta-me desejar a todos quanto tenham possibilidade de visitar esta grande quinta cheia de animais lindos, que o façam tipo "100 coisas para fazer antes de morrer", sempre se morre mais rico de espírito, quiça mais humano. No fundo é o que nós somos apenas.
Não é possível passar nesta vida sem viver de perto o equilíbrio que existe no reino animal, a brutalidade, o amor e companheirismo.
O nosso comportamento dentro destas reservas. É corriqueiro ouvir dizer "Ah, no Kruger não há problema porque os animais estão habituados! Essa pode ser sem dúvida uma verdade, tão grande quanto a natureza destes bichos. Anything can go wrong.
É comum o erro com os elefantes, quais monstros de peso pesado com algumas toneladas (para quem quiser ter um em casa tem de preparar um dieta com cerca de 300kgs / dia), mamíferos e que normalmente andam em manadas.
Diz o outro "É pá, que giro está a abanar as orelhas, agora levanta a tromba..." se eu fosse esse personagem tirado de um livro de fantasias, corria, mas corria dali para fora e rezava para que o elefante não tivesse vontade de vir atrás.
O mesmo com o rinoceronte, mas principalmente com o hipopótamo. Estes normalmente estarão dentro de água, mas se por acaso estiver atrás, ali do arbustro e não o vimos antes teremos de estar preparados para uma investida deles no carro. Quando o hipopótamos abre aquela bocarra gigante e mostra aqueles dois dentinhos fofos, ele está a dizer "Oh meu sai daqui que quem manda aqui sou eu". Mas elas há, as pessoas claro que por força da excitação e muitas vezes ignorância, desconhecem o comportamento dos animais no seu meio. Depos apanham surpesas.
Houve um pequeno episódio, já há muitos anos, com elefantes no parque da Gorongosa, aqui em Moçambique, lá no Norte. Imagine-se o carro, um mini morris, por lá se foi aventurar, e estes elefantes não têm o "hábito" de ver carros, lá achou que devia espezinhar o carrito e as pessoas (itas).
E casos, para os amantes destas coisas (como é o meu caso), há muitos mais que não dará para aqui relatar, por serem muitos.
Mas onde eu quero chegar, porque ok, agora assumo que quero ainda nadar perto de um great white (uma grande e já longa paixão), é que quando eu estiver a interagir com animais com a capacidade de me triturarem e ainda terem achado pouco, eu vou primeiro aprender um pouco sobre estes e acima de tudo comportar-me de acordo com essas regras.
A velha mania(zinha) paternalista que temos de dar comida aos animais, além de absurda, desestabiliza com a cadeia alimentar normal desse animal que estamos a alimentar (e normalmente são com pacotes de batata frita etc), provoca alterações gástricas ao animal e por vezes até, sei lá virar-se contra nõs por essa razão. A exemplo os corvos e aqui o meu querido pai irá concordar comigo. É natural que os corvos na Ilha da Inhaca, roubem sacos de plástico (eles sabem que os humanos lá guardam comida).
O parque dos elefantes, aqui mesmo pertinho de Maputo, a caminho da Ponta do Ouro, tem naturalmente elefantes, comunidade que tem vindo a crescer pelas chuvas que tem havido, a menor fome humana e a protecção deles. Esta lindíssima espécie animal e neste caso, nem sequer temo hábito de ver carros por perto. É preciso ter precaução redobrada.
Assim, para quem daí vier e nunca teve o contacto com esta maravilha que são os animais no seu habitat, LEIAM as condições de circulação (não fumar, nem deitar beatas, não abrir a porta, nem a janela, não tentar estabelecer um laço carinhoso com um leão, não subestimar a natureza...não buzinar, credo NÃO buzinar perto dum elefante, a natureza é silenciosa muito), elas estão lá para proteger. NÃO trocar um pneu que furou, é preciso chamar o ranger para proteger as costas (é que os felinos atacam com uma velocidade por detrás dum arbustro que não dá para nada e sair das garras dum felino, só com muita sorte...) e por fim talvez a melhor defesa é o conhecimento sobre o comportamento animal. Seja ele qual fôr. Nem, mas nem pensar em parar para fazer um xixizito (cobras ADORAM o ácido da urina e os leões ADORAM carne), na berma.
Por outro lado e se houver uma postura correcta, a possibilidade que estes parques nos dão de estar por perto dos animais, a experiência não só é enriquecedora, mas fabulosa. Especialmente para os amantes da natureza, como é o meu caso. Nada mais gratificante e humilde do que ver um rinoceronte com aquele ar dinossaúrico ou os olhos de mel dum leão, as listas duma zebra, o saltar duma impala parece que têm tranpolins nos cascos, o andar dócil dum elefante o seu olhar, meu deus o seu olhar é do mais maternal que até hoje vi, a sua imponência, os cães selvagens que neste momento se encontram em extinção (no Kruger existe uma comunidade de 350 apenas e com programas de protecção e aumento já há uns anos), o tamanhão das girafas o animal mais elegante do reino a proteger uma cria com as suas pernas, os javalis que sempre fazem lembrar Obélix, a cheetah o tal que mais corre (só existem 200 no kruger). Posso continuar....
Aliás, históricamente o parque do Kruger nasce precisamente por causa do declínio do reino animal. Na altura 1898 o Sr. Paul Kruger inicia esta maravilha com o Sabi Game Reserve (Sabi é no sul do kruger onde passamos e vimos os leõzitos) e por volta de 1905 a área desta reserva era de 17.000 metros quadrados e tinham apenas uma equipa de 15 pessoas a proteger os animais da caça ilegal. Só em 1926 é que o Kruger nasce com o formato que hoje conhecemos através da fusão entre as quintas Sabi e Shingwedzi.
O grande impulsionador depois do Paul Kruger foi o Stevenson Hamilton que inicia a suia actividade em 1902 e faleceu em 1957 e as suas cinzas foram espalhadas pela zona do Skukuza. Em 1959 começa a dura tarefa de circundar o Kruger com arame para os seus 18 000 metros quadrados. Em 1999 o Kruger regista um lucro de 200 milhões de randes.
Hoje encontram-se 3 parques de 3 países a favor destes animais: Zimbabwe com o Gonarezhou National Park, África do Sul com o Kruger Park e Moçambique com o Limpopo National Park (2002). Ligaram-se e os animais já circulam. Esforços estão a ser feitos no sentido de ser projectar o eco-turismo de modo a proteger esta já enorme área, mas na junção destes 3 parques não existe ainda infraestrutura de apoio e visita. Impossível para já.
Resta-me desejar a todos quanto tenham possibilidade de visitar esta grande quinta cheia de animais lindos, que o façam tipo "100 coisas para fazer antes de morrer", sempre se morre mais rico de espírito, quiça mais humano. No fundo é o que nós somos apenas.
Não é possível passar nesta vida sem viver de perto o equilíbrio que existe no reino animal, a brutalidade, o amor e companheirismo.
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Previlégio LEONINO
Quando viajamos para Nelspruit, temos sempre a opção de em vez de seguir pela N4, fazer um muito pequeno desvio e entrar para o Kruger Park. Para os que não conhecem é um parque natural com animais que normalmente só se vê nos circos. E no Kruger Park existem os chamados "Big 5" que neste caso é o Leão, Leopardo, Elefante, Bufalo e o Rinoceronte (black or white).
Desta vez optamos por seguir caminho pelas estradas não tocadas pelo desenvolvimento, as únicas estâncias lá existentes são lodges ou hotéis altamente controlados e que cumpram com rigor as Leis da Natureza.
Consegue-se meter Portugal lá dentro, é grande.
E característicamente quando lá vamos vemos por norma: Impalas (o símbolo nacional de rugby da África do Sul) ou vulgo Bambi das histórias, lindíssimo e a sua comunidade é cerca de 110 mil. Estes fazem parte da dieta de um número grande de animais; vemos os Babuínos, macaco um pouco maior com umas mandíbulas um pouco fortes, Javalis, Kudus, Wilderbeest, Crocodilos, Hipopótamos, Elefante, Girafa e os pássaros (estes para os conhecedores é de uma riqueza impressionante dada a sua variedade), e pouco mais vemos.
Os felinos, são visões normalmente raras, temos que ou ter sorte, ou quando os vemos estão metidos no mato. Leopardo então tem mesmo de ser com um safari específico porque são mesmo muito tímidos.
Andamos 6 horas dentro do parque, a uma velocidade não superior a 50kms, estavam 38º . Uma brasa, os vidros dos carros aquecem como se de uma forno tratasse e a vegetação depois das cheias de 2001, uma queimada séria em 2002, está hoje farta, verdinha, renovada. Linda e abundante o que siginifica dificuldade em ver os animais. Existem claro está melhores ou piores ciclos para se visitar os Kruger, na esperança de ver os Leões.
Desta vez não vimos rigorosamente nada a não ser Leões. E no total foram 5. Além de ser um previlégio, fizeram valer as 6 horas gastas sem vislumbrar a vida que aquele parque tem. Além de os termos visto, o impressionante é que em ambos os casos estavam mesmo na estrada ou picada.
O primeiro, quase que passavamos por ele, solitário, jovem lindo enconstado a uma sombra da micaistas. Parámos e ali ficamos a olhar o máximo de tempo possível até chegar um ouro carro e depois outro. Um pêlo lindo, os dentes brancos enormes e uma cabeça digna do seu estatuto. Estes bichos são umas bestas e nós na nossa condisãozita mortal, somos para este lindo animais petiscos.
A segunda vez, desviamos nós para um ponto de água, cerca de 6kms em picada. Por lá andaram crocodilos e hipópotamos (estes ultimos os que mais pessoas matam em toda a África, muito territoriais e agressivos). Viemos embora, é normal. No regresso, para nosso jubilo e de novo à beira da estrada estava um casal, um Leão já velhote e a sua cara metade, a Leoa elegante, mais jovem atenta. Parámos e desta vez desligamos o motor queríamos ali ficar muitas horas a partilhar o mesmo espaço com estes animais tão superiores. Sem tempo para respirar, chega mais um macho, com uma barriga que parecia pronta a explodir, macho, també, velhote e ao chegar perto do casal que estava debaixo da sombra, senta-se resignado à sua condição de enfradado e puff cai na estrada de tão cheio e dentro daquele silêncio todo, a respiração de um leão é algo que se impõem e com respeito. Nós dentro do carro, sem ar condicionado ligado, janelas semi aberta começavamos a transpirar, mas o espectáculo era demasiado grandioso para nos mexer-mos. Chega a última fêmea, namorada do Leão barrigudo e que aoaproximar-se dele, tiveram um pequena trica e trocaram assim umas patadas simpáticas com grrrrrrrs pelo meio.
Desta vez e pelo desvio que fizemos a probabilidade de virem outros carros era remota e assim ficámos uns largos minutos, porque lá apareceram carros (imagine-se), e para darmos lugar aos outros carros tivemos de perder o lugar VIP que foi ter olhado para estes dois casais, maduros a tentar fazer a digestão com um sol abrasador. Iam a caminho da água.
O meu coração batia de tanto Leão ver num só dia e porque afinal a minha ida ao supermercado a Nelspruit valeu a pena.
Um pequeno episódio deste fim de semana passado: um boer farmeiro parece (porque não sei bem a estória) chateou-se com um seu empregado que era Moçambicano, agarrou nele e deixou-o dentro do Kruger Park. O Moçambicano foi comido por Leões, qual presa fácil que nem correr consegue. O Boer-farmeiro está em tribunal.
Mas outros casos existiram, como um grupo de Chineses, que para tirarem a melhor fotografia dos Leões, sairam do carro e foi assim a sua última fotografia. Foram comidos.
É que Leão, é carnívoro. Que coisa. E é rápido nos reflexos. Muito. Com umas garras incrivéis, uma boca enorme tipo lobo mau. A sua característica de ataque é a sua investida ao pescoço da vítma, ou melhor presa para morrer rápido, dado que muitas vezes os coices das impalas ou zebras podem partir costelas e deixar um leão ou leôa ferido, morte certa.
Ali, a natureza manda.
Desta vez optamos por seguir caminho pelas estradas não tocadas pelo desenvolvimento, as únicas estâncias lá existentes são lodges ou hotéis altamente controlados e que cumpram com rigor as Leis da Natureza.
Consegue-se meter Portugal lá dentro, é grande.
E característicamente quando lá vamos vemos por norma: Impalas (o símbolo nacional de rugby da África do Sul) ou vulgo Bambi das histórias, lindíssimo e a sua comunidade é cerca de 110 mil. Estes fazem parte da dieta de um número grande de animais; vemos os Babuínos, macaco um pouco maior com umas mandíbulas um pouco fortes, Javalis, Kudus, Wilderbeest, Crocodilos, Hipopótamos, Elefante, Girafa e os pássaros (estes para os conhecedores é de uma riqueza impressionante dada a sua variedade), e pouco mais vemos.
Os felinos, são visões normalmente raras, temos que ou ter sorte, ou quando os vemos estão metidos no mato. Leopardo então tem mesmo de ser com um safari específico porque são mesmo muito tímidos.
Andamos 6 horas dentro do parque, a uma velocidade não superior a 50kms, estavam 38º . Uma brasa, os vidros dos carros aquecem como se de uma forno tratasse e a vegetação depois das cheias de 2001, uma queimada séria em 2002, está hoje farta, verdinha, renovada. Linda e abundante o que siginifica dificuldade em ver os animais. Existem claro está melhores ou piores ciclos para se visitar os Kruger, na esperança de ver os Leões.
Desta vez não vimos rigorosamente nada a não ser Leões. E no total foram 5. Além de ser um previlégio, fizeram valer as 6 horas gastas sem vislumbrar a vida que aquele parque tem. Além de os termos visto, o impressionante é que em ambos os casos estavam mesmo na estrada ou picada.
O primeiro, quase que passavamos por ele, solitário, jovem lindo enconstado a uma sombra da micaistas. Parámos e ali ficamos a olhar o máximo de tempo possível até chegar um ouro carro e depois outro. Um pêlo lindo, os dentes brancos enormes e uma cabeça digna do seu estatuto. Estes bichos são umas bestas e nós na nossa condisãozita mortal, somos para este lindo animais petiscos.
A segunda vez, desviamos nós para um ponto de água, cerca de 6kms em picada. Por lá andaram crocodilos e hipópotamos (estes ultimos os que mais pessoas matam em toda a África, muito territoriais e agressivos). Viemos embora, é normal. No regresso, para nosso jubilo e de novo à beira da estrada estava um casal, um Leão já velhote e a sua cara metade, a Leoa elegante, mais jovem atenta. Parámos e desta vez desligamos o motor queríamos ali ficar muitas horas a partilhar o mesmo espaço com estes animais tão superiores. Sem tempo para respirar, chega mais um macho, com uma barriga que parecia pronta a explodir, macho, també, velhote e ao chegar perto do casal que estava debaixo da sombra, senta-se resignado à sua condição de enfradado e puff cai na estrada de tão cheio e dentro daquele silêncio todo, a respiração de um leão é algo que se impõem e com respeito. Nós dentro do carro, sem ar condicionado ligado, janelas semi aberta começavamos a transpirar, mas o espectáculo era demasiado grandioso para nos mexer-mos. Chega a última fêmea, namorada do Leão barrigudo e que aoaproximar-se dele, tiveram um pequena trica e trocaram assim umas patadas simpáticas com grrrrrrrs pelo meio.
Desta vez e pelo desvio que fizemos a probabilidade de virem outros carros era remota e assim ficámos uns largos minutos, porque lá apareceram carros (imagine-se), e para darmos lugar aos outros carros tivemos de perder o lugar VIP que foi ter olhado para estes dois casais, maduros a tentar fazer a digestão com um sol abrasador. Iam a caminho da água.
O meu coração batia de tanto Leão ver num só dia e porque afinal a minha ida ao supermercado a Nelspruit valeu a pena.
Um pequeno episódio deste fim de semana passado: um boer farmeiro parece (porque não sei bem a estória) chateou-se com um seu empregado que era Moçambicano, agarrou nele e deixou-o dentro do Kruger Park. O Moçambicano foi comido por Leões, qual presa fácil que nem correr consegue. O Boer-farmeiro está em tribunal.
Mas outros casos existiram, como um grupo de Chineses, que para tirarem a melhor fotografia dos Leões, sairam do carro e foi assim a sua última fotografia. Foram comidos.
É que Leão, é carnívoro. Que coisa. E é rápido nos reflexos. Muito. Com umas garras incrivéis, uma boca enorme tipo lobo mau. A sua característica de ataque é a sua investida ao pescoço da vítma, ou melhor presa para morrer rápido, dado que muitas vezes os coices das impalas ou zebras podem partir costelas e deixar um leão ou leôa ferido, morte certa.
Ali, a natureza manda.
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terça-feira, fevereiro 08, 2005
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