E de Angola, talvez por causa do percurso dela, a guerra, toda a minha vida daí para a frente tenha tomado não só em percurso mas em importância contornos fenomenais. Eu era muito pequena. E permitam-me a viagem. Tem sido longa.
The recollection of it are as if like photos of a war that was not mine. So young, not knowing anything else but hiding, switching of the living room lights, the scare and insecure fear of the dark alongside the noise of gunfire or bombing, rockets fluying over in the sky.
Os curtíssimos 4 anos em que vivi, naquela que é a minha terra natal marcaram para sempre toda a minha vida. A instabilidade criada nas pessoas, os adultos. As razões dessa guerra, que deus nos absolva de tanto atraso mental (não sei classificar guerra de outra maneira e se formos a ver os reis e os donos das guerras têm sempre um ego do tamanho do universo motivados tantas vezes por pequenez...), ao que me lembro era a justificada independência de Angola, qual filha saída de um ventre que nunca foi-Portugal. Que raio, mas eu sou portuguesa!!! A confusão inicia o seu percurso aí mesmo. E eu não fiz mal a ninguém!
Don´t do this, don´t say that, don´t go outside now, not now. But why, I was never, ever told that it was a war going on. The flags in the car, the extreme expressions marked in my soul as if I had to have 20 or so years old. I grew without knowing I had grown. There are some eyes that don´t seem to leave my soul and live alongside myself as if they were mine.
A primeira entrada em portugal e a rápida saída também devolve-me a memória involuntária duma não aceitação de portugueses (que apesar de terem saído de portugal e foram parar a áfrica por cumprimento de serviço militar...need I say more? ou outro se quisermos voltar mais lá atrás na história), por portugueses "ultramarinos", ou brancos de segunda ou portugueses que não são bem portugueses. Só o português saberia dar um significante a um nacionalidade com tantos significados. Sem no entanto nada significar. Vim a saber depois de crescida e voltar a Portugal que seria por receio a "estes" portugueses virem retirar empregos e etc e tal. Ya!
I will never forget the way out of Angola, at the airport. Nothing to eat or drink, a plane ticket to go, at the time I had no idea what the hell was going on, but the confusion told me that something was going on. We had to leave. And I do remember the fact that I did not understand why we had to leave. That and playing with my moms cigarretes. yes I do smoke today. I had lost my country for the next 30 years. Because I am portuguese.
in "curtas memórias sentidas e lembradas ao som do comboio na celebração dos 60 anos da libertação de Auschwitz na CNN"
quinta-feira, janeiro 27, 2005
Até deu télélés
Não é que eu tenha visto muitos, ao vivo e do pouco que tenho visto o futebol português irrita-me sempre porque é creativo e muitas vezes não eficaz. Estamos neste momento à espera (digo estamos porque devemos ser uns milhares agarrados à tube a cores) dos penalties. Mas preciso de dizer, foi dos melhor jogos que tenho visto, umexcelente formato competitivo, agressivo, bonito e cheio, cheio de golos de primeira. O nível quase se perdeu com o excessivo teatro do benfiquista e consequente expulsão do sportinguista e claro os objectos atirados ao campo, deste vez um ou dois celulares (coisa barata). Porque de resto este foi um jogo digno de ser visto e pela primeira vez senti uma enorme vontade de estar lá, no meio a gritar pelo meu sporting. Nota dez e desculpem-me o clubismo, para o Paíto que mais parecia um cavalo, atropelando sem deixar cair dois do benfica, frangueou o Luisão que não estava de olhão e executou um belíssimo golo. É preciso conhecer Moçambicano, foi tipo "estes gajos nunca mais se resolvem, aqui vou eu". Alto espectáculo, assim sim. Que o meu sporting ganhe!
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quinta-feira, janeiro 27, 2005
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quarta-feira, janeiro 26, 2005
Passo-me!
Hoje um mês que a Tsunami da Ásia leva consigo 280 mil vidas, hoje 60 anos que o homem mais maqueavélico que Maqueavel aniquilou milhões de pessoas. Era viciado num cocktail de "energia", profundamente doente Hitler marcou este mundo pela brutalidade, frieza e calculismo da sua limpeza étnica. Apelamos para a tolerância, a fraternidade, a compaixão mas assumo que existem casos sociais que merecem a pena de morte. Hitler seria um sério candidato a ela. Pouco ou nada se fala na 2ª GGM (Grande Guerra Mundial), por razões que eu compreendo, mas quando vejo homens e mulheres que ao fim de 50 anos continua a deixar cair a lágrima ao lembrar-se do que passou e viu passar, a sequela mental dos atos deste homem horrendo dá vontade de perder toda a tolerância e fazer algumas asneiras. Pena é que já esteja morto...
Tenho o maior respeito e consideração por todos aqueles que sobrevivem a uma guerra, seja ela qual for e entendo as razões pelas quais muitos não quererão falar ou partilhar o que viveram e sentiram no meio dela. Será que não dava mesmo para acabar com esta treta de nos matar-mos uns aos outros?
Com isto e porque o presidente Americano mesmo a "proteger" todo o seu negócio, afundar aquele império consegue ser re-eleito? Leva-me a querer que o Santana Lopes vai fazer a mesma proeza em Portugal. Não se surpreendam.
Hoje é dia para lembrar a nossa história e perceber o que foi feito, como foi feito e para quê foi feito. Seria um absurdo pensar num novo Hitler a querer limpar etnicamente (apesar de hoje acontecer aqui em África com o Rhuanda, Burundi e até nos Zulus) a raça humana, e vermos a hostória (holocausto+história)a repetir-se. Quem é que nos garante que não acontece, mesmo?
Antes de ter estudado a História na escola, iniciei-me neste assunto com o clássico "Diário de Ann Frank" que por sinal foi responsável pela minha curiosidade histórica. A ela devo-lhe o meu interesse. Um catraia de respeito.
Que todos os pais e mães tenham a coragem de saber levar os seus rebentos pela história vergonhosa que muitas vezes nos caracteriza e que dela saibam aprender a ser tolerantes.
Tenho o maior respeito e consideração por todos aqueles que sobrevivem a uma guerra, seja ela qual for e entendo as razões pelas quais muitos não quererão falar ou partilhar o que viveram e sentiram no meio dela. Será que não dava mesmo para acabar com esta treta de nos matar-mos uns aos outros?
Com isto e porque o presidente Americano mesmo a "proteger" todo o seu negócio, afundar aquele império consegue ser re-eleito? Leva-me a querer que o Santana Lopes vai fazer a mesma proeza em Portugal. Não se surpreendam.
Hoje é dia para lembrar a nossa história e perceber o que foi feito, como foi feito e para quê foi feito. Seria um absurdo pensar num novo Hitler a querer limpar etnicamente (apesar de hoje acontecer aqui em África com o Rhuanda, Burundi e até nos Zulus) a raça humana, e vermos a hostória (holocausto+história)a repetir-se. Quem é que nos garante que não acontece, mesmo?
Antes de ter estudado a História na escola, iniciei-me neste assunto com o clássico "Diário de Ann Frank" que por sinal foi responsável pela minha curiosidade histórica. A ela devo-lhe o meu interesse. Um catraia de respeito.
Que todos os pais e mães tenham a coragem de saber levar os seus rebentos pela história vergonhosa que muitas vezes nos caracteriza e que dela saibam aprender a ser tolerantes.
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quarta-feira, janeiro 26, 2005
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terça-feira, janeiro 25, 2005
É....
que o Sporting anda a ganhar Yes, YES, YES, yes
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terça-feira, janeiro 25, 2005
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Pois
Esta coisa não anda a up-loadar!!!! Anda por aí muito mundo a bloggar.
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terça-feira, janeiro 25, 2005
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