Hoje um mês que a Tsunami da Ásia leva consigo 280 mil vidas, hoje 60 anos que o homem mais maqueavélico que Maqueavel aniquilou milhões de pessoas. Era viciado num cocktail de "energia", profundamente doente Hitler marcou este mundo pela brutalidade, frieza e calculismo da sua limpeza étnica. Apelamos para a tolerância, a fraternidade, a compaixão mas assumo que existem casos sociais que merecem a pena de morte. Hitler seria um sério candidato a ela. Pouco ou nada se fala na 2ª GGM (Grande Guerra Mundial), por razões que eu compreendo, mas quando vejo homens e mulheres que ao fim de 50 anos continua a deixar cair a lágrima ao lembrar-se do que passou e viu passar, a sequela mental dos atos deste homem horrendo dá vontade de perder toda a tolerância e fazer algumas asneiras. Pena é que já esteja morto...
Tenho o maior respeito e consideração por todos aqueles que sobrevivem a uma guerra, seja ela qual for e entendo as razões pelas quais muitos não quererão falar ou partilhar o que viveram e sentiram no meio dela. Será que não dava mesmo para acabar com esta treta de nos matar-mos uns aos outros?
Com isto e porque o presidente Americano mesmo a "proteger" todo o seu negócio, afundar aquele império consegue ser re-eleito? Leva-me a querer que o Santana Lopes vai fazer a mesma proeza em Portugal. Não se surpreendam.
Hoje é dia para lembrar a nossa história e perceber o que foi feito, como foi feito e para quê foi feito. Seria um absurdo pensar num novo Hitler a querer limpar etnicamente (apesar de hoje acontecer aqui em África com o Rhuanda, Burundi e até nos Zulus) a raça humana, e vermos a hostória (holocausto+história)a repetir-se. Quem é que nos garante que não acontece, mesmo?
Antes de ter estudado a História na escola, iniciei-me neste assunto com o clássico "Diário de Ann Frank" que por sinal foi responsável pela minha curiosidade histórica. A ela devo-lhe o meu interesse. Um catraia de respeito.
Que todos os pais e mães tenham a coragem de saber levar os seus rebentos pela história vergonhosa que muitas vezes nos caracteriza e que dela saibam aprender a ser tolerantes.
quarta-feira, janeiro 26, 2005
Passo-me!
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quarta-feira, janeiro 26, 2005
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terça-feira, janeiro 25, 2005
É....
que o Sporting anda a ganhar Yes, YES, YES, yes
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Pois
Esta coisa não anda a up-loadar!!!! Anda por aí muito mundo a bloggar.
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domingo, janeiro 23, 2005
Tempestades Maputenses
Já faz uns dois dias que Maputo anda com "aquelas" tempestades próprias e transportou-me para um tempo de Maputo já longe das nossas próprias memórias. Prédio da TVM, 13 andar e a vista que tínhamos era desta baía lindíssima. Era norma ou "habitué" em dias de tempestade irmos para a varanda saborear o espéctaculo impressionante das tempestades em Maputo. Além de serem calientes, o espectáculo visual, gráfico é algo indescritível. Como explicar a aguarela que ainda não foi pintada pou o pastel cores púrpuras, veladas a difundirem nos cinzentos, os quentes a desaparecer com o sol e a noite a querer entrar num manto de céu que mais parece tirado do Mad Max II? Como explicar a força e imponência da trovoada relampejada cheia de luz intensamente electrificante que começa numa ponta da Catembe e acaba no porto da Mozal, sem pestanejo? Como explicar tanta beleza? Por pintar? Por escrever ou fotografar? Como explicar o peso húmido nas nossas roupas, agarradas que só o algodão puro sedoso sabe bem e ao sairmos do cinema às 23h não termos vontade de ir para casa porque o dia não acabou? Como explicar a transformação das pessoas com a chuva? Como explicar a paixão que tenho por toda a força que a natureza me mostra com uma simples tempestade. O pronúncio da malária é tão certo como as centenas de pessoas que irão morrer com ela. Aí, são as ovelhas que vão morrendo por seca à espera que "um" novo governo lhes dite um melhor Alentejo. Como explicar o governo que nos governa?
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domingo, janeiro 23, 2005
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quarta-feira, janeiro 19, 2005
Sabedoria vem do Mar
Do tanto por que vivi, poucas coisas me marcaram ou impressionaram tão profundamente como o mar. Foi no mar que estranhamente, dado que era um pouco jovem, aprendi a estar comigo mesma, não só pelos mergulhos aceitando o silêncio aquático misturado com bolhas de ar, incrivél é ver uma enormidade de vida diversa, dispersa, numerosa, como também pelas intermináveis viagens feitas da baía de Maputo à Ilha da Inhaca. Espaço geográfico que nos restava na altura para algum gozo e não mentiremos, de onde extraíamos o ferro, pelo peixe do mar. Pescar ao corrico tanto servia de desporto como para termos peixe no congelador, fresco e muitas vezes abundante. Até os cães gozavam do menu, se a memória não me falha adoravam as entranhas cruas, qual sushi canino. Foi no mar que aprendi a ser paciente e tolerante, o acto de pescar podia levar horas até ouvirmos aquele zumbido do carreto, maravilhoso, mágico, misterioso sem nunca sabermos o que lá vinha. Eu fantasiava sempre por um tubarão, pela paixão que tenho por este animal específico. Eram horas por vezes, mais vento menos vento e antes de se ter um aparelho que nos indicava os cardumes, as gaivotas serviam perfeitamente, a andar atrás do pitéu, mais comumente chamado peixe. Todo aquele ritual também me mostrou que estar no mar, pescar e não ser pescado tinha regras de muitga disciplina, conhecimento e experiência. Existe uma que sempre funcionou nas praias, "nunca virar as costas ao mar", mas quando se está lá metido, sem terra à vista ou com terra, que costas podíamos nós proteger? Assim o mar também me mostrou respeito (neste caso muito respeito, tentarei não vos cansar com experiências vividas propriamente) porque tíinhamos de nos valer sem ter costas e sabermos estar constantemente de "costas" para o mar, o que me leva ao próximo ensinamento. Controlar o medo ou o receio, o mar para o bom e para o mau (na terra é tão diferente) ensinou-me a ser destemida, solta e confiante. Sim tudo isto pelo mar. Por outro lado, foi também o mar que me presenteou com beleza. Já passei por montanhas, lagos, zonas desérticas, rochosas (falta-me o grand canyon) e florestais, mas em nenhum deles tenha gasto tanto tempo para apreciar a paisagem como o tempo que estive no mar. O mar fornece talvez das paisagens mais dislumbrantes e equilibradas que até hoje conheci. O mar zanga-se e a sério, nessas alturas a resignação à condição de ser humano, mamíferos que somos temos de saber que a sobrevivência é a única forma de nos mantermos a respirar e assim dar-mos espaço à esperança, preserverança e fé. É preciso rezar muito quando nos encontramos em situação frágil no mar, ele engole-nos impiedosamente. Por ser fêmea estive sempre numa posição um pouco desvantajada, mas também aqui penso tenha tido a sorte de ter tido um pai que é aventureiro qb., e por esta razão foi-me possibilitada a experiência do mar: pesca, sair com a rapaziada e quase sempre sentada na prôa enquanto os homens lá atrás falavam, riam e bebiam o café quentinho (não imaginam como sabe bem, no mar ficamos sempre com sede de água e açucar),partilhei nesses momentos a amizade. De novo, quando estamos no mar e ele nos rodeia por todos os lados, existe um sensação de proximidade humana natural. Valemos por aquilo que somos e pela capacidade que temos para a situação em que nos encontraremos, caso o vento mude e nos estale uma tempestade. Foi também no mar que vi dor e tristeza, seja humana seja animal. Sítio perfeito para a melancolia, curar mágoas e quiça ter o tempo do mundo para as resolver. Custava-me muito ver dar a "vitamina" ao peixe, o anzól enfiado na boca do peixe o amordaçar sôfrego da morte anuniada do peixe. É um ser vivo e aqui aprendi que tenho uma força estranha aos meus valores de base. O radicalismo, o risco e o desporto no mar andam de mão dada. Um barco, máquina que é pode falhar e o mais certo, é falhar. A nossa criatividade terá de sair do baú. No mar a hierarquia humana é suplantada pela hierarquia universal, quando se está lá metido de nada nos serve: fofoca, inveja, ódios e rancores, "desimportâncias" que numa pequena onda, um momento de vento ou escuridão no mar rápidamente se esqueçe. Não há espaço para a mesquinhice nem para heróis. Batemos na humildade. O mar deu-me o lugar que tenho neste contexto e ensinou-me o valor que se dá a uma pequena pulga, microscópica agarrada entre dedos dos pés, é o valor que se dá a atos humanos. Está a parecer que não acabarei. Assim vou terminar por dizer o que o mar não me deu: o livro.
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quarta-feira, janeiro 19, 2005
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