terça-feira, janeiro 18, 2005

Maputo, calma

Estranha ordem das palavras, Maputo masculino, cidade feminina. E está calma, muito calma, demasiado calma. Faltam carros a circular, nada se sabe dos próximos. Estrá tudo muito calmo. E dizem que levará o próximo cerca de uma ano para a sua mudança de governo. Credo, um ano de calma, assim tanta? O problema é que as contas têm de ser pagas, os ordenados pagos e os impostos já nem falo. Quem paga isso? Se está calmo, muito calmo...! Seminários, as chuvads de Nampla (infelizmente já ceifaram se não me engano 4 vidas), as mensagens da publicidade do(a) Sida que não são compreendidas, é preciso voltar ao básico, menos criatividade mais palavras de ordem, directas, a "onda de solidariedade" no dia 26 de janeiro promovido pela FDC aqui memso ao lado na Escola Naútica e nada se ouve,lê ou vê. Que se passa? Ah, esquecia as velhas consequências de actos resultantes em assaltos à mão armada continuam, a rent-a-car Imperial já foi assaltada duas vezes este mês e levaram dinheiro. Os dias pesadíssimos de uns ceús loucamente cinzentos, carregados de peso molhado mas na chove, que raio. Sai a dor de cabeça que nem boné a tapar-nos a soleira. O Ministro das Finanças da UK anda lá pelo outro lado não é? Plano Marshall para África? Não é um pouco velho esse plano? Hum.....

segunda-feira, janeiro 17, 2005

Coconuts, Búzio AKA Minigolf.

Para os que daqui são, sabem bem a que me refiro. Para uns lá para os anos 70, era dos poucos sítios onde se podia alçar a perna, eu ainda um pouco catraia e a coisa tinha de ser muito bem negociada com os meus pais, caso não fossem. Durante estes útlimos 10 anos, o Búzio, como é carinhosamente conhecido, transformou-se várias vezes e mais recentemente acompanhado por um bar "Sixties" onde já me ía encaixando melhor, dado que nunca fui de raves. Em paralelo, foi abrindo um outro espaço o Mambo's Caffee essencialmente música cubana. Perto da mesquita na baixa e tem talvez dos pátios sul americanos mais inn da cidade. MAAAAAAAS, a recente remodelação a que o búzio foi sujeito encabeçado pelo Luis Moreira, um português conhecido daqui e daí, dos maiores responsáveis pela divulgação e promoção de música africana, colocou o nosso búzio na dianteira no que concerne a espaços de diversão nocturna e diunra, visto que e com a perceria da mCel (telefonia móvel) têm vindo a promover espectáculos todas as semanas mesmo à tarde. Passou a chmar-se Coconuts, com uma palmeirinha que nada diz do espaço que lá se encontra neste momento. Vamos dizer assim: sofisticado, muito inn, muito hot, bem cheiroso (não se riam, que esta factor é importante), uma decoração incrivelmente elegante, com toques afro-nova yorkinos, 5 bares internos, WC limpos, uma iluminação qb, e um palco delicioso. é hoje um espaço multi-usos de primeira mão com tudo o que tem de africano e que gosto. Continua a ser uma discoteca aberta, o ar circula. A noite Maputense continua a ser cosmopolita mas hoje já encontra sítio para abarcar um bom momento sem encontrões e empurrões para se estar. Estive ontem num concerto de affro-jazz, very nice sentada num sofá (ok, está certo que eu encontrava-me na zona VIP, sotão criado para o efeito), mesmo assim e olhando para baixo vi uma multidão de gente bem vestida, cheios de óculos de sol para os raios lunares decerto, mulheres aperaltadas e descascadas mas sem exageros, bicas de primeira e espaço para me mexer e muita "vib" que e aqui desculpem-me só aqui encontro, em áfrica. É que ontem foi Domingo. Sugiro vivamente que quem cá venha e se não arranjar convites e borlas, compre o bilhete de entrada para a melhor noite Maputense. Quando sentada ontem a ver tudo, passou um pequeno arrepio porque me lembrei de palavras que disse a meu pai a respeito de Maputo. O tempo das grades e da total falta de tudo, acabou e temo que muito dificilmente este ritmo seja parado. Concerto, música ao vivo, bar ou discoteca o Coconuts é hoje o melhor sítio da cidade para se curtir um pouco de música com qualidade e rodeada de qualidade. Os meus parabéns ao Luís e a todos os que o apoiaram, sim não posso esquecer do Izidine Faquirá, seu companheiro de guerra desde sempre.

sábado, janeiro 15, 2005

Política I

Ainda não toquei neste tema como deve ser. Tem a haver com o facto de que os partidos de hoje andam a fazer os que os partidos de ontem faziam, com menos sangue, maior abertura, mais apurada a verdade e menos limitativa a promessa. Mas por irritação minha, detenho uma relação de amor-ódio com este mal/bem que nos rege e faz reger, por ser um bem/mal necessário, porque me insulta no constante, acha que não percebo nada disto e que no final irei como "todos" votar. Mas engana-se. E sou religiosa, também. Pela fé não pela beatitude, pelo respeito de sentir que nos falta ainda muito por "atingir", mas assento acima de tudo a admiração pelo Humano. Posto isto, tudo quanto seja partido ou facção religiosa que "em nome" de forças superiores (ou será inferiores) ou declararmos os votos dos mortos como legais, desacredita e enfraquece quem o pratica. Logo "desconsigo" assentar a crença na política praticada e na missa rezada. Um dia destes começo a falar Tibetano, rapar o cabelo e achar que tudo o que me rodeia é um resultado do equilíbrio perfeito da Deusa.

sexta-feira, janeiro 14, 2005

Impostos.

Não existe por aí uma associação, classe, aglomerado de pessoas que defendam a utilização e destino dos impostos que passo a vida a pagar? É que o sindicato a mim soa-me a cosa nostra cujo denominador comum é sempre a exploração. Depois admiram-se pelo meu respeito pelos animais.

Vergonha do meu passaporte

José Mesquita, médico em Bangkok a dar o seu apoio afirma "tenho pena de dizer isto mas Portugal, não deu apoio rigorosamente nehum a este processo". Referindo-se à Filipa que perdeu ali seu pai e andou por lá à procura dele. Mas meus caros, que isto não seja novidade e que por aqui vivo, até esta data nunca vi Portugal através da sua embaixada fazer alguma coisa visível que seja. Eu explico, existem picos de insegurança em Maputo, altura do Natal sendo a mais complicada para o roubo de carros, assaltos à mão armada etc. É comum ver-se nos jornais cá avisos de embaixadas do EUA ou Inglaterra, mas Portugal, nunca. É que nem todos os cidadãos portugueses têm acesso à internet ou circula por grupos onde estas mensagens sejam disseminadas. Infelizmente é para mim, muito fácil ver os nossos podres e até que ponto os deixamos aqui em Moçambique.