sexta-feira, janeiro 14, 2005
Impostos.
Não existe por aí uma associação, classe, aglomerado de pessoas que defendam a utilização e destino dos impostos que passo a vida a pagar? É que o sindicato a mim soa-me a cosa nostra cujo denominador comum é sempre a exploração. Depois admiram-se pelo meu respeito pelos animais.
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sexta-feira, janeiro 14, 2005
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Vergonha do meu passaporte
José Mesquita, médico em Bangkok a dar o seu apoio afirma "tenho pena de dizer isto mas Portugal, não deu apoio rigorosamente nehum a este processo". Referindo-se à Filipa que perdeu ali seu pai e andou por lá à procura dele. Mas meus caros, que isto não seja novidade e que por aqui vivo, até esta data nunca vi Portugal através da sua embaixada fazer alguma coisa visível que seja. Eu explico, existem picos de insegurança em Maputo, altura do Natal sendo a mais complicada para o roubo de carros, assaltos à mão armada etc. É comum ver-se nos jornais cá avisos de embaixadas do EUA ou Inglaterra, mas Portugal, nunca. É que nem todos os cidadãos portugueses têm acesso à internet ou circula por grupos onde estas mensagens sejam disseminadas. Infelizmente é para mim, muito fácil ver os nossos podres e até que ponto os deixamos aqui em Moçambique.
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sexta-feira, janeiro 14, 2005
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quarta-feira, janeiro 12, 2005
A QP em África.
E sim parece que vamos levantar asas e voar para o resto de África. Teremos de aguardar pormenores para mais tarde.
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quarta-feira, janeiro 12, 2005
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Praça da Alegria.
Sempre foi um programa, e já lá vão 10 anos que sei que existe. Pelo menos desde que aqui estou. Nunca foi um programa que me tenha feito "companhia" porque nunca me senti emigrante, cooperante. Como também nunca terá sido o programa que me tivesse puxado para ver porque...não. Não serei o seu grupo alvo. Mas e como que a dar-me uma lição de "não desprezes ou menosprezes a Praça da Alegria", fui completamente apanhada pela sua importância e sou contactada por um ex-cliente daqui que trabalhou cá, que leu uma mensagem que dizia assim: procuro MMICR algures entre a África do Sul e Moçambique, cel número tal, obrigada. Assim me re-encontro com uma amiga, que não falo há 10 anos. E podem ter a certeza que é esquisito ser-se apanhado assim. Recolhe-se as memórias, as histórias, as saudades os momentos e espaços comuns. Principalmente quando estão associados a uma adolescência que parec já tão longínqua. Bem hajam assim estes programas popularuchos que conseguem juntar pessoas entre dois continentes.
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quarta-feira, janeiro 12, 2005
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As viroses de novo.
É que quando os médicos não sabem, não diagnosticam como deve ser, seja por estarem fartos, cansados, ou não tenham as estruturas para bem atender - chama-lhe de virose. O que aconteceu ontem quando andei uma série de horas às voltas com uma criança de 6 anos e que já vai no quarto dia de febre e com dor de garganta e depois de um médico ter diagnosticado uma amigdalite e outro que apenas mandou fazer testes, sem qualquer base dado que quando fomos levantar os resultados do hemograma, não estava pronto. Isto quer dizer que o médico receitou um antibiótico para tratar um "virose" que ele próprio desconhecia as causas. A médica amiga, descobre que é uma infecção bacteriana, tem foco de pneumo-bronco-qualquer-coisa nos dois pulmões e uma afta na garganta! Não podemos esquecer que ainda não passaram 20 dias desde que morreu uma sobrinha minha com 10 anos exactamente com os mesmos sintomas. Entretanto, por todo o Maputo vou ouvindo que anda por aí uma virose chata, com sintomas de gripe forte, parecido com a malária e tal, adultos e crianças e faz-me alguma comichão quanto à forma como se passam por "epidemias" sem que se saiba rigorosamente nada. A empregada que levei ao hospital com malária, já voltou a trabalhar, tinha malária mas não poderei esquecer nunca o que disse um enfermeiro já de idade no Polana Caniço "anda aí umas febres, que não sabemos bem o que são!" Mas não é malária. Do grupo da Ponta do Ouro de 8 pessoas 4 já ficaram afectadas, representando 50%. Número muito elevado. Dos quais 3 crianças e um adulto. Mas é assim, sendo este um dos preços que pagamos por cá viver. Ou seja, se não tivermos uma amiga e que seja médica e boa, estamos mal. Agora imaginem os restantes 17 milhões de Moçambicanos. Pelo menos desta vez não é por causa do lixo nas redondezas.
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