quarta-feira, janeiro 12, 2005
A QP em África.
E sim parece que vamos levantar asas e voar para o resto de África. Teremos de aguardar pormenores para mais tarde.
Publicada por
Passada
à(s)
quarta-feira, janeiro 12, 2005
2 comentários:
Hiperligações para esta mensagem
Praça da Alegria.
Sempre foi um programa, e já lá vão 10 anos que sei que existe. Pelo menos desde que aqui estou. Nunca foi um programa que me tenha feito "companhia" porque nunca me senti emigrante, cooperante. Como também nunca terá sido o programa que me tivesse puxado para ver porque...não. Não serei o seu grupo alvo. Mas e como que a dar-me uma lição de "não desprezes ou menosprezes a Praça da Alegria", fui completamente apanhada pela sua importância e sou contactada por um ex-cliente daqui que trabalhou cá, que leu uma mensagem que dizia assim: procuro MMICR algures entre a África do Sul e Moçambique, cel número tal, obrigada. Assim me re-encontro com uma amiga, que não falo há 10 anos. E podem ter a certeza que é esquisito ser-se apanhado assim. Recolhe-se as memórias, as histórias, as saudades os momentos e espaços comuns. Principalmente quando estão associados a uma adolescência que parec já tão longínqua. Bem hajam assim estes programas popularuchos que conseguem juntar pessoas entre dois continentes.
Publicada por
Passada
à(s)
quarta-feira, janeiro 12, 2005
4 comentários:
Hiperligações para esta mensagem
As viroses de novo.
É que quando os médicos não sabem, não diagnosticam como deve ser, seja por estarem fartos, cansados, ou não tenham as estruturas para bem atender - chama-lhe de virose. O que aconteceu ontem quando andei uma série de horas às voltas com uma criança de 6 anos e que já vai no quarto dia de febre e com dor de garganta e depois de um médico ter diagnosticado uma amigdalite e outro que apenas mandou fazer testes, sem qualquer base dado que quando fomos levantar os resultados do hemograma, não estava pronto. Isto quer dizer que o médico receitou um antibiótico para tratar um "virose" que ele próprio desconhecia as causas. A médica amiga, descobre que é uma infecção bacteriana, tem foco de pneumo-bronco-qualquer-coisa nos dois pulmões e uma afta na garganta! Não podemos esquecer que ainda não passaram 20 dias desde que morreu uma sobrinha minha com 10 anos exactamente com os mesmos sintomas. Entretanto, por todo o Maputo vou ouvindo que anda por aí uma virose chata, com sintomas de gripe forte, parecido com a malária e tal, adultos e crianças e faz-me alguma comichão quanto à forma como se passam por "epidemias" sem que se saiba rigorosamente nada. A empregada que levei ao hospital com malária, já voltou a trabalhar, tinha malária mas não poderei esquecer nunca o que disse um enfermeiro já de idade no Polana Caniço "anda aí umas febres, que não sabemos bem o que são!" Mas não é malária. Do grupo da Ponta do Ouro de 8 pessoas 4 já ficaram afectadas, representando 50%. Número muito elevado. Dos quais 3 crianças e um adulto. Mas é assim, sendo este um dos preços que pagamos por cá viver. Ou seja, se não tivermos uma amiga e que seja médica e boa, estamos mal. Agora imaginem os restantes 17 milhões de Moçambicanos. Pelo menos desta vez não é por causa do lixo nas redondezas.
Publicada por
Passada
à(s)
quarta-feira, janeiro 12, 2005
2 comentários:
Hiperligações para esta mensagem
A cuspidela alfacinha e o morto maputense.
Já ando há uns tempos para falar neste ponto. Porque mete nojo, arrepia-me as sinapses e "desconsigo" entender que tipo de gozo pode ser tirado daí. Cuspir para o chão, para os pés do vizinho traseunte, sabe que me acompanhou quantas vezes eu própria pisei "bisgadelas" nausiabundas. Mas permitam-me começar do início. Antes de ter visto tal acção, vim eu de África para Portugal, e duas coisas (entre outras mas hoje não!) me saltaram à vista no que toca a usos e costumes da sociedade que me encontrava a penetrar. As meias de vidro, que as minhas pernas teimaram em não gostar lá muito, sempre me fizeram parecer objecto de fisioterapia e só bem mais tarde da adolescência é que e através dos meios informativos disponíveis, filmes e demais comentários, só os franceses é que me convenceram de que se tratava de um acessório altamente sensual. Quem diria. A outra questão e aqui prende-se com questões de cultura. Tenho uma teimosa forma de olhar para as coisas que não compreendo, como sendo questões a aprofundar. No caso de Maputo, ou África dado que o exemplo que darei aqui agora seja comum a África, será o de ver mulheres a cumprirem as suas necessidades fisiológicas "leves" em pé, cheias de técnica, sabedoria e direccionadas sem que um pingo suje. Apesar de ter crescido a ver sempre me intrigou a razoabilidade. Aqui e passo a ignorância, encontrei a gaveta cuja razão me transportaria para a migração do campo para a cidade, juntamente com a falta de locais apropriados para tamanho alívio, há que arranjar solução capaz. Mas confesso que não consegui encontrar uma razão de fundo básico para a cuspidela, venha de quem vier. Vi cuspidelas de todos os tipos: saídas de um taxi, comigo lá dentro, enquanto esperava por um autocarro, em plena caminhada de ponta A a ponto B, engravatados, enquanto se esperava pela consulta médica, e na falta de chão os sagrados lenços com um também outro hábito de os abrir para confirmarmos não sei bem o quê? Consistência, cor, espessura, tipo se ranho ou escarro, tosse ou tuberculose ou a pura confirmação de que aquilo que foi sonoramente expulso pela boca, estava lá. Este foi um hábito que até hoje não me habituou nem habituará. E depois tem outra coisa simples: uma sociedade cujos efeitos higiénicos já estariam mais avançados, explicados e onde tanto falamos de respeito pelo espaço do outro, não se concebe que se veja com normalidade a cuspidela em pleno público. Falando de um outro efeito cultural que neste caso possa chocar, mas que quase será com a mesma normalidade que acontece. Quando aqui voltei e à porta do meu prédio, estava um morto. Morrido, falecido. Não enterrado. Em pleno passeio. Ía eu a pé para o supermercado e vejo pessoas a saltarem, tornearem, desviarem os seus caminhos pelo morto. Senti-me um pouco sozinha porque vejo imensas pessoas a negarem o evidente. Estava ali um morto. Será que já ligaram para se retirar o corpo do passeio? Como é possível passar-se por cima, do lado desviando sem que as expressões não mudem? Como? Os dez anos subsequentes a seguir mostraram-me como e porquê que foi possível ter visto e presenciado a indiferença tão grande pela vida.Ou a pura resignação do fatalismo do acontecimento. Seja ele de nascimento ou falecimento. Até amanhã.
Publicada por
Passada
à(s)
quarta-feira, janeiro 12, 2005
Sem comentários:
Hiperligações para esta mensagem
segunda-feira, janeiro 10, 2005
Spooooooooor......ting.
Sem comentários. Ganhou. Ao Benfica. Podia ter sido ao Porto. Continuamos uns coxos no futebol, com excelentes jogadores. Faltou o espectáculo, cuidadosamente oferecido pela falta, profunda falta de civismo que nos acompanha ao serem atirados objectos aos jogadores. Tribalismo? Ná. Um dois a um que sabia a 3 a um. Ganhou. Está a ganhar. Manter? Veremos. Sporting habituou-me à tolerância, que não tinha. Curta a vida esta, não há muito tempo a perder com "tretas". Mas elas há e eles também. Ganhou e viva o sporting!!!
Publicada por
Passada
à(s)
segunda-feira, janeiro 10, 2005
4 comentários:
Hiperligações para esta mensagem
Subscrever:
Mensagens (Atom)