quarta-feira, dezembro 29, 2004

2004, ano do balão esvoaçante ou esvoassante? :)

2004 é um ano que para mim vai acabar tipo balãozinho que voa sozinho pelo ar depois de cheio. Vade retro santanás. Mas de coisas boas também esteve recheado: meu pai, minha mãe, meus manos e a família está toda viva. Ao contrário dos já 80 e tal mil. O Bush aqui anda a falar na CNN com as suas baboseiras habitués, portugal meio calmo, considering os ordenados não pagos da função pública e o outro que diz "são probremas informáticos, aliás como tem todos os meses..." credo, haja paciência. Mas que se saiba toca a todos, a nossa deste lado também falou algo parecido com esse argumento. É assim, é a política e temos de a ter para não sermos anárquicos e desordeiros. 2004 é um ano que ficará na minha história particular e lá ficará que nem o balãozinho que esvoassará ou será esvoaçará (eh,eh,eh provoco meu pai descansem) pelo ar, no dia 31 deste mês, onde estarei tipo no mato com mosquito, gibóias com o mínimo de 4 metros (a casa para onde vou, tem lá uma pele com 4,5m de tamanho), dois pastores alemães ou alemões, 6 casais, 4 crianças a minha Tiki Zaca (que vai ter de aguentar os dois grandes), escaravelhos tamanho família e já sei por um telefonema que recebi que irei discutir negócio... haja pachorra. Temos de imaginar praias lindíssimas, muito calor, picanhas na brasa um bom binho tinto, saladas das minhas (um resultado dos meus 2 anos de vegetariana), anedotas e aquela conversa de fazer crescer rabos na rede. Mas uma coisa é certa, não terei internet!! O que quer dizer que...voltaremos a encontrar no dia 4 de Janeiro. A todos, a todas piriquitos incluídos um bom fim de ano, nada de beber e conduzir e não hesitem nunca, muito menos na estrada. Beijos

Trágico.

Quando a cada dia que passa aparecem mais, mais e mais mortos. Sendo o grave mais de metade crianças, bebés que não chegarão a ver mais a vela a queimar. Estou revoltada, horrorizada com a polítiquice que mais uma vez vai envolver os milhões de dólares à volta da morte de crianças, a exploração do sempre, sempre mais fraco. Não se enganem não falo de comunismo, ou capitalismo, quero lá saber se isso sequer existe numa altura em que discutimos que o nosso, ou melhor o meu Índico não tinha boias de aviso. Nada posso fazer, o dólar na conta X e as milhares de gerações qu ficarão marcadas por centenas de anos. Famílias inteiras puramente desfeitas e o que vejo é a profunda análise dos meios de comunicação, no vagar, na tragédia, na morte. Eu sou do mar, vim de lá e lá voltarei. Mas estes milhares de seres humanos não puderam nem tiveram poder de escolha. Arrepiada que ando, não passa uma hora sem que eu vagueie pelos canais TODOS informativos apenas para que esse receio aumente. Moro num 16º andar, tenho 4 seres humanos à minha volta e uma canina, vamos hoje para a lá acender velas, solidarizar o minuto de silêncio, mas nada está a fazer passar a angústia que sinto por todos os que foram com a tsunami do índico.

terça-feira, dezembro 28, 2004

Frelimo.

Ganhou com uma maioria absoluta. E pouco mais há a dizer. Abstenção elevada, tempos foram calmos agora resta saber se o investimento estrangeiro e nacional, por exemplo os que foram parar em Angola, voltem e a economia nacional seja uma prioridade para os próximos 5 anos. Levei um tempinho a falar neste assunto, já nem notícia é mas a desgraça natural que se abateu sobre a Ásia teve sobremaneira prioridade da minha atenção. Cenas do próximo capítulo, a Ponta do Ouro para onde eu e mais de metade da cidade irá passar o fim de ano. Aquele corredor migratório magnífico do tubarão baleia.

domingo, dezembro 26, 2004

O sério da CNN.

Tem esse dom, como um canal informativo e pelo zapping lá parei e desatinei tanto com a novidade do terramoto e das tsunamis e das pessoas que morreram. Se todos aqueles que praticam terrorismo deixassem o trabalho para a natureza não gastavam tanto dinheiro. O respeito e admiração que tenho pela natureza é neste momento tão grande quanto a revolta de ter levado mais alguns milhares de pessoas, ao que temos vindo já numa frase demodé "a seleçcão natural" atribuído a responsabilidade. Não me interessam. Morreram um monte de pessoas, digamos, sem necessidade?

sexta-feira, dezembro 24, 2004

Oh, oh, oh I wish you

Então, gostaram? Tá melhorzito? Já sei não se consegue ler bem, terei de aumentar um pouco o tamanho da fonte.
Mulher que sou, tenho algumas tarefas muito próprias hoje, outras nem por isso. Mas não sem deixar aqui o desejo de que todos que aqui andam, fazem a diferença, melhoram ou pioram os nossos dias tenham bons momentos, espalhem o tal de sentimento universal tão nosso e que gozem este natal como cada um quiser e prefere. Se estão a trabalhar, acho que estão a perder tempo, vão para casa junto da família ou de quem vos ama. O Iva e o Irs pode esperar um dia, 24horazitas sem o vosso incondicional amor, a política que se dane com todo o respeito, se não fez até hoje não será hoje. Procurem uma acção altruista para ter no cardápio antes de acabarem o ano, perdoem a barata insistente tentem manter-se afastados da sáude pública para não se chatearem, olhem para um motorista da carris nos olhos uma vez, ele(a) trabalha hoje para vos servir, aqueçam a alma e espalhem esse calor por outros seres.
Acima de tudo tenham um bom natal cheio de carinho por perto.