sexta-feira, dezembro 24, 2004

Oh, oh, oh I wish you

Então, gostaram? Tá melhorzito? Já sei não se consegue ler bem, terei de aumentar um pouco o tamanho da fonte.
Mulher que sou, tenho algumas tarefas muito próprias hoje, outras nem por isso. Mas não sem deixar aqui o desejo de que todos que aqui andam, fazem a diferença, melhoram ou pioram os nossos dias tenham bons momentos, espalhem o tal de sentimento universal tão nosso e que gozem este natal como cada um quiser e prefere. Se estão a trabalhar, acho que estão a perder tempo, vão para casa junto da família ou de quem vos ama. O Iva e o Irs pode esperar um dia, 24horazitas sem o vosso incondicional amor, a política que se dane com todo o respeito, se não fez até hoje não será hoje. Procurem uma acção altruista para ter no cardápio antes de acabarem o ano, perdoem a barata insistente tentem manter-se afastados da sáude pública para não se chatearem, olhem para um motorista da carris nos olhos uma vez, ele(a) trabalha hoje para vos servir, aqueçam a alma e espalhem esse calor por outros seres.
Acima de tudo tenham um bom natal cheio de carinho por perto.

terça-feira, dezembro 21, 2004

Blogs e Família.

Estou contente. 90% da minha família directa tem um blog e não imaginam entre estes o que se vão divertir, concordar, discordar, achar estranho adorar ou repudiar. Apenas porque são 3 gerações totalmente diferentes. Bien venu my little sister, mas este assunto dá direito a um post próprio.

Resultados oficiais.

Eram para ter saído ontem, mas não houve acordo. Parece que serão hoje os tão esperados resultados das eleições aqui em moçambique.

Crianças, flores que nunca murcham.

E quando murcham, morrem. Não, não me atrasei no regresso daquela que é a terra natal da minha irmã, JHB. Mas marcou-nos dois acontecimentos que me fizeram calar, à boa maneira respeitar o silêncio destas ocasiões. Sentir, apenas a dor do perder uma flor que deus decidiu dar 10 anos de vida e levá-la. Cheia de vida, uma menina que lhe doeu a garganta e no seu acordar pede leite para beber e foi o seu último golo de vida, como que a dizer à mãe da sua origem de mama. Estou arrepiada, profundamente revoltada porque e ao que parece a meningite foi a sua dama de morte e implacável a FDP (não queiram que traduza) da bactéria leva uma flor que espalhava um sorriso lindo cheio de vida. Fico revoltada porque já não se morre deste mal, mas o conhecimento popular julgou a dor de garganta e tratou as anginas. Estou revoltada e revirada porque sofro em silêncio a dor da mãe, que meus caros é indescritível. Devia ser proibido uma mãe ou um pai perder um filho, por lei. Enterros, capelas, flores e peluches vão acompanhar esta flor para a sua última morada e eu cá fico a gerir esta dor tão desconhecida, tão agressiva e tão pacífica. Foi ontem que ao acordar tive de lidar com a morte mais do que injusta duma pequenina, dum ser humano. Estremeci só de pensar que afinal posso perder o meu mano a minha mana, pessoas que são tudo na minha vida e que se tal me acontecer ficarei coxa, vazia das suas vidas. Vidas que me dão vida a mim. Fui à florista fazer um ramo cheio de cor, cheio de vida e sabor, cheiro e respeito por tão tenra idade, assolou-me o pensamento de todas as crianças deste mundo que ficam crianças sem nunca terem desabrochado. A lágrima que corre é um misto estranho de sentimentos, mas sobressai aquele da paz que ela agora encontrou. Vermelho, amarelo, branco, rosa e laranja com verde fundo e nada a traz de volta. Irei vestir branco para o funeral pela inocência de ter visto o esvaziar duma vida. Será esta tarde. O outro acontecimento foi mesmo no dia da chegada, e como a minha varanda tem o previlégio de ver a baixa toda de Maputo, eram 23h00 da noite de domingo, quando fui fumar um cigarro e deparar com fogo, qual cidade de tróia a arder, mas não de guerra nem confronto apenas de parvoice na reabilitação de um restaurante. Palha, chaminé e calor dá resultados churrascados. Ardeu o antigo Palma Dourada. Cenário interessante porque houve tempo para se retirar as mobílias, miudos ali sempre à mão, que no fim serviram-se de coca-colas e o polícia mandou-os parar porque estavam a "roubar" ao que e muito inteligentemente responderam ao mesmo "sr. polícia, quer que as mobílias queimem?". Nada mais descreverei porque este fogo apocalíptico anunciou o fim da vida duma menina que se chamava Taiz. E ela voltou à raiz.

terça-feira, dezembro 14, 2004

O meter.

Amanhã arranco para um descanso curto de 4 dias, em JHB. Tenho lá um colaborador que chegou de portugal em Sandton à espera que os 600kms sejam percorridos, naquela N4 que mais parece o nosso quintal. Portanto não se zanguem com a minha ausência. Mas não queria partir sem agradecer a todos quanto até aqui me acompanharam, hoje passei a barreira das 1000 visitas não sei se lidas (mas meu blog é assim só tem patuá) e sempre achei que esse factor não me afectaria, não podem imaginar o quanto afecta. Por muitas razões mas talvez a mais interessante pelo facto de que aqui sou medida, julgada, respondida, averiguada, gostada ou odiada. Na revista que faço, e salvo raras incursões em circulos restritos, como será o caso do jantar aqui em casa esta noite (vou bacalhar) com um escritor desta praça, raramente, muito raramente sei quem me lê. Até ao meu regresso, não se esqueçam de aqui voltar no domingo.