segunda-feira, novembro 15, 2004

Hoje estou verde, verdinha.

Ganhou, ganhou, ganhou, ganhou. De vez em quando é preciso rematar uns tantos, nem que seja para dizer que estamos vivos, da silva. Bibó Sporting!!!!

A Costa e o Marfim.

Desculpem-me, mas fui ontem apanhada numa notícia já no fim e o que ouvi foi o seguinte:
"...mortos 9 frenceses, tendo a força aérea francesa destruído a força aérea da Costa do Marfim".
1. Morreram 9 franceses
2. Costa do Marfim deixou de ter uma força aérea
3. França é efectivamente uma força bélica
Agora e fora do contexto da notícia, nós aqui rimo-nos alto, em gargalhadas por termos achado absurdo tamanha notícia, um país ter deixado outro sem uma força aérea, ou um, achar que se deveria meter com outro um pouco mais forte ou ainda de grande nervosismo porque, aqui em África, salvo algumas excepções, não existe uma força que faça frente ao poderio bélico europeu, o que naturalmente leva a um certo nervosismo.

quinta-feira, novembro 11, 2004

E outras mais estranhas...

"Sabe é que estive um pouco mal, semana passada"
"Então Isaac, diga lá porquê?"
"Algum problema com a pasta de dentes, criou-me uma infecção, tomei antibióticos, estou de jejum por causa do Ramadan e ainda por cima fui dar sangue!"

a minha resposta

"Oh Isaac, apetece-me dar-te umas boas palmadas nesse rabo. Jejum, antibiótico e foste dar sangue??? Mas tu és normal? Estás vivo?"

dorme, neste momento uma soneca no meu escritório com o jornal na mão a escorregar, sítio diz ele que lhe dá paz de alma.

Maldita Malária.

Tenho tido o acompanhamento duma "blogarda" (esta é para o JPT) no meu blog e que num comment hoje toca num assunto muito sério - a malária. Este tema é deverás impressionante porque a dama de negro é já costumeira e se as estatísticas (que com todo o respeito, penso estejam erradas) não nos enganam, a malária mata mais e mais depressa que o HIV/Sida. Pelo menos nesta parte do mundo. Quando aqui voltei no já longínquo ano de 1994, fui passar o fim de ano a uma cidade a cerca de 200kms de Maputo, o Bilene. Eramos um grupo de cerca de 15 pessoas e se a memória não me falha, a malária tocou a 7 ou 9 pessoas desse grupo, demonstrando uma altíssima prevalência, num curtíssimo espaço de tempo. Foram apenas dois ou 3 dias. Desse grupo a minha irmã pequenina, quando volta para Macau, já saiu de Maputo com 42 de febre ficou logo internada de emergência no hospital em Nelspruit (nosso pai levava-nos às duas para Joanesburgo de carro), eu de regresso a Lisboa via Roma estive muito mal com diarreia cerca de 2 semanas, meu pai passados uns dias cai de cama num 11º andar, sem elevador com malária e esteve muito mal tendo perdido cerca de 10 kilos e um fígado que quase não aguentou o "baque", e uma amiguinha da minha irmã, então foi pior porque teve de fazer transfusão de sangue. Este foi um fim de ano que ficou bem marcado pela malária, e mais tarde soube eu de bilhargiose que terei apanhado na lagôa do Bilene. Felizmente não houve baixas mas já perdi uma amiga que em 3 dias se fina sem a mínima possibilidade de defesa contra este mal que nos toca, pela mordidura duma "mosquita". Este é um caso a partir da minha pessoa, é só imaginarem a quantidade de pessoas afectadas pela malária e que segundo rezam de novo as estatísticas, ceifa cerca de milhão de vidas por ano. Número muito elevado. Ano passado voltei a apanhar malária de uma cruz e fiquei de cama uma semana inteira.
Existem alguns problemas com o tratamento da malária pela resistência, acima de tudo que se vai criando aos tratamentos. Muitas pessoas chegam a esta terra a tomar remédios que por princípio "sobrecarregam" o fígado e que nem sempre previne a malária. É preciso saber. Mas a melhor forma, até hoje de prevenção da malária, é a própria prevenção: evitar ao máximo andar com o corpo exposto no final da tarde, hora em que mais aparecem, utilizar os repelentes sejam em que forma fôr, bezuntar à vontade e proteger o quarto onde se dorme (parece que os mosquitos gostam muito de dioxido de carbono que expiramos), com baygon, ligar o arcondicionado e as clássicas redes, deixando a porta do quarto sempre fechada. Sempre é melhor do que os tratamentos que não dignificam em nada o nosso fígado.Existem áreas de maior prevalência claro, mas o raio da "mosquita" ando por aí, no nosso dia-a-dia, vivemos com ela, e rezamos sempre que a mordidela que temos precisamente na veia do pé não tenha sido feita por uma mosquita e se sim, que não seja nunca a malária cerebral!

117 e não 116 anos de Maputo

1887 a 2004 e fica esta data marcada pela morte do Arafat.
Tenho tido a sorte de viver num tempo de grandes mudanças, como a queda do Muro de Berlim, ir à Lua, a devastação de florestas, espécies animais extintas e em extinsão, submarinos que descem até aos fundos do abismo aquático sem voltar mais, o avião da DHL que mata uma imensidão de crianças russas dum outro avião (passe a publicidade), a descoberta do genoma e seu código, a nossa querida ovelha idêntica, a doença das vacas loucas com a sua base em canibalismo alimentar (e falamos nós dos humanos...), o primeiro concorde a descer abruptamente, o exagero e anárquico deboche do multi-culturalismo globalizado, o 9/11 e que este represente toda a forma de terrorismo real de todos os sítios, as grandes manobras comerciais sobrepondo-se a tudo indiscriminadamente, os genocídios hoje falados, o fim das guerras mundiais e o início das regionais, a China que começa a abrir, meu deus a China anda a fazer publicidade turística na CNN, a massificação do poder de informação do Gates (ainda o homem mais rico do mundo e que anda a atirar algumas migalhas aqui para a nossa terra bruta), o primeiro presidente russo que fala diplomáticamente com os americanos (esta é mesmo saborosa...), os assasinatos praticados por jovens muito jovens e que a nossa estrutura jurídica não se encontra preparada para "julgar" tais casos, o fast-food e consequente obesidade crescente, a profunda falta de fazedores de cultura como um Mozart, a mulher que dispõe de benefícios de taxa no seguros automóveis por terem menos acidentes, o terrível vírus mutante do HIV (e não tenham dúvidas que ira alterar profundamente continentes como este o africano por todas as razões conhecidas, o cancro provocado pela radiações dos celulares, abstenho-me de falar no cigarro e droga e nos calmantes psiquiátricos, os grandes avanços nesta área mas continuamos a saber muito pouco dela a psique, o desenvolvimento urbano e social ainda que apenas em alguns sítios.
É hoje acordei assim, sem eira nem beira. Falta-me a ponte para a outra margem.