Puxa que falta me fez esta esfera dos blogues.
Nós, aqui em Maputo temos um hábito engraçado. Viajamos 1200Kms num fim de semana, para arejar, descansar, lavar a vista dos produto novos e que por estas bandas ainda não chegam com a mesma celeridade duma europa, fazer kilómetros por alguma razão desconhecida, ir ao cinema, ver alguma família que por lá viva (é que não vivem só madeirenses e açorianos em JHB), comprar livros e...voltar. Passado o fim de semana de uma intensa movimentação que não nos caracteriza nada, já vos falo da conferência do sector privado, estes últimos 3 dias, voltamos sempre com uma sensação de estar a voltar duma cidade tipo nova york, com sede de sangue porque é insegura mas que nos maravilham alguns pontos: as casas de banho da áfrica do sul, na sua maioria são imaculadamente limpas, bem cheirosas, lavadas; os jardins e espaços verdes são zonas onde aquela gente gasta dinheiro e tempo, as autoestradas totalmente filmadas diáriamente são enormes (só em Miami é que vi estradas maiores que as da áfrica do sul, sempre com um mínino de 6 faixas para cada lado, 12 no total!), o champanhe com laranja para o pequeno almoço, ou matabicho como aqui dizemos e a total falta de cultura latina que se vive. Ás 9 da noite numa cidade pequena como a de Nelspruit a 200kms de Maputo, não se vê alma na estrada, na rua, nos restaurantes. Aliás, os sulafricanos jantam às 6 da tarde e os miudos até vão de pijama para os restaurantes e assim quando a casa chegam é só meter na cama. Fascina a edução disciplinada que as mães sulafricanas dão às suas crias.
Joanesburgo, é uma cidade bonita, com um charme anglo-saxónico e hoje já não existe estabelecimento que não tenha o café expresso, a bica, dada a enorme comunidade de italianos e portugueses que or lá vive. Quando chego duma viagem Maputo-Joanesburgo, aterro sempre num pequeno café exterior com a marca EUROPA, pelo seu expresso e facilidade de estacionamento, que é perto do parking para tomar o café e deliro sempre, sempre com a mistura humana que por lá vejo e que em Maputo apesar de ser cosmopolita, ainda não se vê por exemplo a homosexualidade activa e assumida. Em JHB é o extremo oposto. A moda, os carros, meu deus os carros tiram-nos sempre do sério, nunca passo um fim de semana sem ver pelo menos um maserati, porches muitos, jaguares, ferraris ou o clássico lamborgini. A zona onde ficamos chama-se Sandton, zona Norte de JHB para onde as massas que vivia no centro de JHB migrou toda, hoje e para quem já lá viveu, nem entro pela insegurança.
É uma cidade sem mar, sem rio e com lagos artificiais criados para que o ser humano não se sinta tão mal e com falta de iodo! À entrada passamos por minas que já nada se extrai e viraram montes/cabeços com alguma relva. É totalmente desprovido de nutrientes, nada cresce lá, mais parecendo um cemitério de minério. É uma cidade imensa a 5 mil pés de altitude e que nos faz sempre ter sono, dor de cabeça e sangramento do nariz, é que nós vivemos à beira-mar...ou seja tem a mesma altitude da Serra da Estrela. Menos ar, muita luminosidade a o apressar próprio da cidade grande. Maior que Lisboa para dar uma ideia.
Mas JHB tem um encanto próprio, pela sua história, pela sua agressividade. Nós aqui em Maputo pelo menos uma vez por mês lá vamos picar o ponto e voltar com a sensação que é bom viver numa cidade pequena como Maputo.
sexta-feira, outubro 29, 2004
quinta-feira, outubro 21, 2004
Recursos Humanos prometido.
É uma equação muito, muitíssimo simples. Sua eficácia questionável.
Aqui vai: 80% dos recursos duma empresa são "gastos" na gestão de recursos humanos. 20% para pagar contas. Porque este post é só a dos recursos humanos, não comentarei outras áreas que afectam profundamente a existência duma empresa, mas venha a lume um economista iluminado apresentar um modelo de sobrevivência por favor, nem que seja temporal!
Não desistam qu'isto promete!
Aqui vai: 80% dos recursos duma empresa são "gastos" na gestão de recursos humanos. 20% para pagar contas. Porque este post é só a dos recursos humanos, não comentarei outras áreas que afectam profundamente a existência duma empresa, mas venha a lume um economista iluminado apresentar um modelo de sobrevivência por favor, nem que seja temporal!
Não desistam qu'isto promete!
Publicada por
Passada
à(s)
quinta-feira, outubro 21, 2004
Sem comentários:
Hiperligações para esta mensagem
quarta-feira, outubro 20, 2004
Poliglota adquire novos contornos.
Se eu avaliar as minhas tarefas, serei capaz em jeito de retrospectiva apanhar um chelique. Senão vejamos faço, gestão, gestão financeira, comercial, marketing, recursos humanos (esta terá um post inteirinho), administrativo, secretariado, vendas, edição e jornalismo, designer, recolha e tratamento de imagens / textos, economato, inventário / stock, informática, arquivo, relações públicas, ebusiness, btob, distribuição, coordenação da equipa de ecolaboradores (o ecolaboradores está correcto dado que a minha colaboração chega quase toda por email, valha-nos a tecnologia, mas a motivação é que não se pode enviar pelo mesmo canal). E depois serei mulher ou companheira, tia, irmã, cunhada (de uma imensa e saborosa família típica de moçambique, é que são numerosos), dois enteados em idade das "flores que nunca murcham de Samora", amiga e muito provavelmente inimiga (de alguém ou alguma coisa ou alguma convicção).
Depois quem paga as favas é a tarefa de supermercado! E as teias de aranha que só são vistas quinhentas semanas depois, a empregada que nos utiliza o troco para o chapa sem nos apercebermos, os amigos que nos vêem séculos depois, a familia nem nos vê porque esta está longe, o esqueleto cai que nem chumbo na cama.
Mas...o governo goza deste esforço, os impostos pagos a tempo (adorava que moçambique tornasse publica a informação das empresas que o fazem), os ordenados também, os fornecedores, os leitores recebem o produto, a tal de dispensa e adormeço nos braços mais carinhosos. Que faria eu sem eles?
Depois quem paga as favas é a tarefa de supermercado! E as teias de aranha que só são vistas quinhentas semanas depois, a empregada que nos utiliza o troco para o chapa sem nos apercebermos, os amigos que nos vêem séculos depois, a familia nem nos vê porque esta está longe, o esqueleto cai que nem chumbo na cama.
Mas...o governo goza deste esforço, os impostos pagos a tempo (adorava que moçambique tornasse publica a informação das empresas que o fazem), os ordenados também, os fornecedores, os leitores recebem o produto, a tal de dispensa e adormeço nos braços mais carinhosos. Que faria eu sem eles?
Publicada por
Passada
à(s)
quarta-feira, outubro 20, 2004
1 comentário:
Hiperligações para esta mensagem
* Desconsigo.
Tentava eu concentra-me apenas nos acontecimentos nacionais (Moçambique) quando na têvê oiço:
Bagão Félix "pequenas e médias empresas com direito a uma única conta bancária" - que farrabadó isto vai ser!
Sarmento "A independência tem de ser controlada. Há que criar um novo modelo de serviço público..." - alguém se lembra do Hitler?
Orelhas "Eu sou um homem de família..." - os outros homens devem ser homens de uma outra espécie rara que me não ocorre neste momento por incapacidade total. Talvez o lado bizarro que os humanos têm provenha da existência de pessoas como o "orelhas".
Começo a achar que o problema é a demasiada brilhantina utilizada no cabelo pelo primeiro ministro.
Algo me confundia no discurso político em moçambique, apelando ainda hoje ao fim de 30 anos a guerra, o colonialismo, dando a parecer que existia falta de objectivo por parte de quem governa. Mas depois vejo que os portugueses ainda hoje apelam aos descobrimentos e são 500 anos.
Cruz credo.
*Esta uma expressão típica utilizada em moçambique que dá imenso jeito utilizar pois permite uma maior expressividade. Ora tentem lá dizer rápidamente "não consigo" e lentamente "desconsigo"! Percebem né?
Bagão Félix "pequenas e médias empresas com direito a uma única conta bancária" - que farrabadó isto vai ser!
Sarmento "A independência tem de ser controlada. Há que criar um novo modelo de serviço público..." - alguém se lembra do Hitler?
Orelhas "Eu sou um homem de família..." - os outros homens devem ser homens de uma outra espécie rara que me não ocorre neste momento por incapacidade total. Talvez o lado bizarro que os humanos têm provenha da existência de pessoas como o "orelhas".
Começo a achar que o problema é a demasiada brilhantina utilizada no cabelo pelo primeiro ministro.
Algo me confundia no discurso político em moçambique, apelando ainda hoje ao fim de 30 anos a guerra, o colonialismo, dando a parecer que existia falta de objectivo por parte de quem governa. Mas depois vejo que os portugueses ainda hoje apelam aos descobrimentos e são 500 anos.
Cruz credo.
*Esta uma expressão típica utilizada em moçambique que dá imenso jeito utilizar pois permite uma maior expressividade. Ora tentem lá dizer rápidamente "não consigo" e lentamente "desconsigo"! Percebem né?
Publicada por
Passada
à(s)
quarta-feira, outubro 20, 2004
Sem comentários:
Hiperligações para esta mensagem
big brother is watching u!
venham logo essas eleições, as dos eua para eu descansar e concentrar-me nestas que se avizinham aqui em moçambique.
Publicada por
Passada
à(s)
quarta-feira, outubro 20, 2004
2 comentários:
Hiperligações para esta mensagem
Subscrever:
Mensagens (Atom)